27 agosto, 2015

Ampliação Instalações Cofaco


Notícia publicada no Correio dos Açores 26/08/2015
 
“A empresa COFACO tem um projecto para ampliar as suas instalações industriais situadas em Rabo de Peixe. Com tal projecto, o grupo conserveiro prevê criar entre 80 a 100 novos postos de trabalho, o que representa um importante contributo para a criação de emprego, sobretudo numa localidade densamente povoada como é a Vila de Rabo de Peixe com mais de oito mil habitantes e uma média
de idades muito jovem.
Para avançar com o projecto a COFACO, pede à Câmara Municipal da Ribeira Grande que disponibilize a cedência de uma parcela de terreno, pertença da autarquia e que actualmente serve de parque de estacionamento do campo de futebol do Desportivo de Rabo de Peixe.
Segundo o nosso jornal conseguiu apurar, há vozes que se levantam, nomeadamente algumas delas ligadas ao clube de futebol, que não vêem com bons olhos a supressão daquela parcela de terreno
junto do campo e que serve de estacionamento a quem ali se desloca em dia de jogo.
No entanto, o nosso jornal tentou contactar com o presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe e também presidente do Clube Desportivo local, Jaime Vieira, que, por se encontrar ausente de
férias, não foi possível chegar à fala com ele, para que se perceba qual a posição quer da Junta quer do próprio clube.
Contactada a Câmara Municipal da Ribeira Grande, esta confirma que a COFACO já manifestou à autarquia a intenção de ampliar as instalações da fábrica, adiantando a mesma fonte que, para breve,
deverá ser agendada uma reunião entre todos os interessados para se poder avaliar qual a área efectivamente em causa e a possibilidade de ser cedido o espaço, já que em causa estão várias dezenas de postos de trabalho.
O nosso jornal sabe também que, sem esta cedência de terreno por parte da Câmara da Ribeira Grande à COFACO, fica inviabilizado o investimento que aquela unidade industrial pretende fazer em Rabo de Peixe, bem como a criação de cerca de uma centena de postos de trabalho para aquela zona.
Tentamos saber a opinião de várias pessoas na Vila de Rabo de Peixe, e a generalidade é favorável à cedência do terreno e não põem sequer a hipótese de se inviabilizar o investimento para manter
o estacionamento para o clube desportivo. Os nossos contactos são unânimes ao afirmarem que o que as entidades locais devem fazer é procurar alternativas que possam colmatar os lugares de estacionamento que poderão sacrificados com o investimento a levar a cabo pela COFACO.

Ana Coelho/Carla Dias”
 
Considerações pessoais:
1º - Não deixa de ser uma matéria interessante, do ponto de vista político-associativo, considerando os intervenientes e funções em causa;
2º - Que tipo de intervenção fará a Cofaco, de modo a serem criados entre 80 a 100 postos de trabalho ?
3º - Caso não haja cedência às pretensões da Cofaco, o investimento será inviabilizado. Ora, e se a parcela de terreno fosse privada, a Cofaco iria adquiri-la ou pediria ao proprietário para doá-la ?
4º -  Tendo em conta que a Cofaco é uma empresa de sucesso, não poderá adquirir o terreno à CMRG, revertendo a receita em melhoramento de infraestruturas desportivas em Rabo de Peixe? Por exemplo: colocação de piso sintético no Polidesportivo São Pedro Gonçalves; eletrificação do Polidesportivo da Misericórdia !
5º - Convém não esquecer que, o terreno das atuais instalações da Cofaco, foi cedido pelo Governo Regional dos Açores, no tempo do Dr. Mota Amaral.
6º - E o constante mau cheiro , já foi ultrapassado ?
 

17 abril, 2015

E a Polícia...........fugiu!

O ata e desata sobre as condições físicas do posto policial de Rabo de Peixe, há muito que enchem páginas.
O edifício principal, desde a sua adaptação, nunca sofreu intervenções de fundo e o que, posteriormente foi construído(onde se situam os calabouços), foi-se degradando ao sabor da inoperância e negligência das respetivas entidades responsáveis.
Se, no caso da Ribeira Grande o Ministério da Administração Interna tem adiado, por diversas vezes, a construção de uma nova esquadra, será diferente com a de Rabo de Peixe???
Não me parece e oxalá me engane!
Há cerca de três anos, numa reunião de funções autárquicas, pude ouvir e assistir ao desalento e inconformismo de um sr. subcomissário que por aquela esquadra passou - a de Rabo de Peixe.
As condições existentes não dignificavam o trabalho daqueles efetivos nem, muito menos, os moralizavam para o exercício das suas funções.
Em resultado, desta mesma reunião, decidimos por mãos à obra, colocando janelas de alumínio no piso zero, recuperando os porta estandarte, entre outras pequenas reparações.
Não foi muito, para as necessidades gerais apresentadas, mas foi um primeiro passo para a recuperação e abolição gradual de tão miseráveis condições de trabalho.
A partir daí, desconheço se houve mais alguma intervenção.
Mesmo não sendo da responsabilidade das autarquias locais, onde se deve incluir a de Calhetas e Pico da Pedra, a recuperação, com a colaboração da CMRG, poderia ser efetivada. Uma recuperação para que se continuasse a ter um serviço público de segurança que abrangesse o extremo poente do Concelho.
Com a união institucional que poderia e pode haver, existiriam condições para devolver a esquadra à população local, promovendo a ordem e estabilidade social, tão necessárias para uma vila e freguesias com mais de 13000 habitantes.  Com esta ausência(prolongada), perdem os habitantes de Rabo de Peixe, os de Calhetas e os do Pico da Pedra. Não perdem os do restante concelho nem, muito menos, o Ministério da Administração Interna.
Como avança o site da CMRG, o edifício sede não oferece perigo de derrocada - ver notícia - ponto 4 .
Portanto, mãos à obra minha gente!

28 outubro, 2014

Ei tu, sim tu. És de Rabo de Peixe ?

Tinha jurado a mim próprio que não comentava o assunto. Mas, perante a deturpação consequente, vejo-me obrigado a quebrar o juramento.
Contextualizando, Rabo de Peixe não é apenas isso - http://www.rtp.pt/play/p1516/e169317/linha-da-frente . Como não me cansarei de dizer, em Rabo de Peixe, nem todos são "rapxins", nem meninos do mar! Logo, nem todos devem ser tratados como tal. Nem toda a gente se revê nestas imagens e testemunhos, nem muito menos nas demais inverdades que são proferidas, por alguns locais.
Também, e buscando como exemplo, nem toda a gente se identifica com o Pedro Melo - https://pt.scribd.com/doc/244798033/Pedro-pdf . Um caso de sucesso que semeia orgulho por este mundo fora. Mas, este caso...este caso....este caso meus amigos, não interessa para a opinião pública. É atípico nesta conjuntura de alimentadas desgraças e enraizadas dependências.
Continue-se a ter uma postura branda e permissiva, ao nível sociopolítico. Continue-se a alimentar esperanças e promessas de uma "casinha de graça", de um rendimento fácil, de uma escola desnecessária. Continue-se a não promover a requalificação da pesca, a dar a "tal" pancadinha nas costas, à procura do voto....continue-se e continue-se...
Rabo de Peixe continuará à espera...

07 setembro, 2014

Capela Mortuária - Linhas e entrelinhas

Domingo, 7 de Setembro de 2014.
Passados, precisamente, 14 meses sobre o lançamento da primeira pedra da Capela Mortuária de Rabo de Peixe, divulgo, a partir de agora, documentos e informações importantes que estiveram por detrás de muitas decisões, no que diz respeito à substituição do projeto inicial. A cobardia, falta de honra e sede de protagonismo de alguns sujeitos e sujeitas, passará a estar aqui divulgada.  Muito pouco do que se diz e disse, reflete ou refletiu a realidade passada.
Portanto, tratando-se de uma ambição de longa data, para a população rabopeixense, a construção de uma casa ou capela mortuária fez "corpo presente" nos diversos planos e orçamentos de algumas juntas de freguesia do PSD, nomeadamente entre 2001 e 2009. A verdade é que, ou por falta de planeamento ou coragem política, a obra nunca surgiu, nem muito menos surgiu um projeto. E não foi, seguramente, por falta de dinheiro, a avaliar pelos orçamentos generosos que usufruíram no referido período.
Com a entrada do executivo do Partido Socialista, liderado por Maria do Céu Estrela, no dia 2 de Novembro de 2009, a promessa apresentada em campanha eleitoral, começou a ganhar forma. A construção de uma Capela Mortuária começava a assumir os primeiros traços.
Pelo fato de não existirem espaços públicos, que reunissem as condições para tal construção, chegou a ser equacionada a aquisição de uma parcela de terreno, sita na Rua da Misericórdia. No entanto, como o montante pedido pelo vendedor era muito elevado, optou-se por encontrar uma solução que fosse mais barata ou, até mesmo gratuita.
Com o passar do tempo e com uma insistência muito grande, junto da Secretaria Regional das Obras Públicas, a Junta de Freguesia conseguiu que fosse cedido, a Rabo de Peixe, uma parcela com cerca de 600m2, no extremo poente da Rua Forno da Cal. De referir que, esta cedência, contou com a oposição técnica e pessoal de uma direção de serviços, afeta à dita Secretaria Regional, comprovando-se que, "santos da casa não fazem milagres".
Feita a escritura de cedência, a Junta Socialista deu início à escolha de um gabinete que ficasse encarregue de elaborar os projetos de arquitetura e especialidades da "Capela Mortuária da Divina Misericórdia". Pelo fato de, até então, ser o único em Rabo de Peixe e por forma a se valorizar os recursos técnicos de Rabo de Peixe, foi escolhido o Gabinete de Projetos de Emanuel Pimentel.
Várias reuniões volvidas, e seguindo orientações rigorosas determinadas pela Secretaria Regional que cedeu o terreno e apoiou com 100.000,00 cem mil euros a construção da Capela, foi solicitado ao projetista que a elaboração (projeto) fosse ao encontro da envolvente já existente(parque infantil e de recreio), de modo a que a Capela ficasse devidamente enquadrada e comungasse dos aspetos arquitetónicos do local.
Contrariamente ao que foi solicitado, o projetista em causa, apresentou uma proposta de imóvel desajustada e descontextualizada, indo contra ao que foi solicitado. Mesmo após algumas alterações e entraves por parte do mesmo, nunca se conseguiu que, o projeto fosse aprovado pelos serviços técnicos da Câmara Municipal da Ribeira Grande(onde esteve mais de um ano), os quais chegaram a apelidá-lo de "barracão sem sensibilidade arquitetónica". Segundo os mesmos serviços, o projeto não respeitava os índices de construção para o local.
Conversando, de forma adulta(pelo menos da parte dos representantes da JFRP), com o projetista, chegou-se à conclusão que, a decisão mais acertada seria recorrer a outro gabinete de projetos, uma vez que o primeiro não conseguia corresponder às expetativas e necessidades impostas. Desta reunião e consequentes decisões, fizeram parte alguns responsáveis da CMRG que, prontamente, assumiram o pagamento das custas inerentes aos seguintes projetos. Caso não houvesse construção, Rabo de Peixe perderia o terreno, bem como um apoio de 100.000,00 euros. Ou seja, adiava-se a construção de uma Capela Mortuária, por mais 30 anos(no mínimo).
O Sr. Emanuel Pimentel, ao contrário do que se disse por Rabo de Peixe, recebeu pelo seu trabalho 3.027.60 euros, conforme demostra o documento abaixo apresentado. A JFRP não ficou a dever, sequer, um cêntimo ao próprio. Mas, mesmo assim, e de forma estranha e deselegante, o senhor andou a difamar a Presidente de Junta, muitas vezes com o auxílio de alguns membros do "gangue do café", quer na comunicação social, quer junto de órgãos de poder político local. A sede de protagonismo tem destas coisas, basta procurar na internet vídeos sobre este e outros assuntos, tais como homenagens a combatentes do ultramar.
Chamo à atenção para a data do documento, 4 de Julho de 2011, que comprova, de forma inequívoca, que o processo da Capela não foi preparado à pressa, como se tentou fazer passar.


Resolvida esta questão, o mesmo sr. Emanuel Pimentel, concordando com as decisões tomadas, impôs que, os projetos de especialidades apensos ao novo projeto arquitetónico, fossem da sua responsabilidade(não confundir com autoria), ficando o mesmo encarregue de os encomendar e entregar até ao dia combinado com a Junta de Freguesia.
Escusado será dizer que, chegado o dia de entrega dos projetos de especialidades, e após várias trocas de e-mails entre o arquiteto encarregue pelo novo projeto e Emanuel Pimentel, os projetos não apareceram. Pimentel, num ato que me escuso de adjetivar, comunicou à presidente de Junta que "afinal não estava interessado nos projetos de especialidades".
Numa corrida contra o tempo, a Junta de Freguesia teve que encetar contatos com alguns gabinetes, de modo a resolver a situação e encomendar os necessários projetos. Claro que, estes contratempos, fizeram com que o arranque da obra fosse sendo adiado e tivesse despoletado comentários  a "lamentar" o timing de aprovação dos projetos. Típico de quem pouco ou nada percebe do assunto ou, muito menos, sabia o que se tinha passado, até então.
Típico dos promotores do abaixo-assinado que, na sua maioria, recolheram assinaturas de pessoas que nem sabiam o que estavam a assinar. Típico de alguns estabelecimentos comerciais que, em jeito de campanha eleitoral, contra a Junta de Freguesia do PS, promoviam, junto dos seus clientes, a assinatura do "rol dos contra"! Basta ver a sua integração nas listas posteriores...
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Desde o pedido de cedência do terreno, até ao lançamento da primeira pedra, passaram quase três anos. https://www.facebook.com/218764291540474/photos/a.281803011903268.68342.218764291540474/489314451152122/?type=1&theater
Entrando numa das fases mais práticas da obra, e considerando que se tratava de uma empreitada executada por administração direta, a Junta de Freguesia formalizou um contrato com um empreiteiro local - José Manuel Janeiro, no dia 26 de Setembro de 2013, de modo a que o mesmo fornecesse bens e serviços. Repare-se que se tratou de uma relação contratual entre dono da obra e prestador de serviços(não confundir com empreitada/empreiteiro).

 


Uma das mais valias, constantes da administração direta, seria a utilização de mão de obra proveniente de programas "pró-emprego", por parte da Junta de Freguesia, de modo a que a construção ficasse o mais barata possível, mesmo abaixo do valor constante do contrato.
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A 30 de Novembro de 2013 de forma pouco clara e sem direito a explicações, a Junta de Freguesia do PSD mandou suspender as obras de construção, alegando irregularidades no contrato de prestação de serviços.
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Em reunião de Assembleia de Freguesia, o sr. presidente de Junta, Jaime Vieira, anunciou que tinha pedido e já havia recebido um parecer dos serviços jurídicos da Câmara Municipal que, segundo o próprio "punham em causa a emissão do alvará de construção". Ironicamente, tratou-se de um departamento da CMRG a por em causa a competência e decisão de outro departamento(DOU) da mesma CMRG. Absolutamente surreal!!!
Solicitei, diversas vezes à Junta de Freguesia cópia do referido parecer, mas o mesmo sempre me foi recusado. Fazendo o pedido, através da Assembleia de Freguesia, recebi a resposta abaixo, no dia 26/11/2013:

Não satisfeito com a resposta e por achar que me estava a ser negado um direito constitucional, remeti e-mail à DROAP, conforme imagem abaixo:

 Já com a DROAP implicada, em resposta, obtive um documento em Word, o qual não fazia qualquer referência oficial à entidade emissora, não estava assinado, não tinha carimbo, etç, etç, etç. Seriam demasiadamente comprometedores, estes pormenores...pois seriam!
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Decorrido quase um ano após o início da construção da Capela, a obra encontra-se parada há mais de dois meses e já sofreu alterações, nomeadamente com a abertura de uma entrada a nascente da Capela, conforme consta na imagem abaixo.

 Portanto, a abertura deste vão a nascente da obra, acaba por ser mais uma das promessas eleitorais feitas à medida, pelo PSD, junto de uma família influente do Bairro de São Sebastião que sempre mostrou o seu desagrado com o fato da porta da Capela "dar de caras" com as suas habitações. Estas alterações vão contra ao definido no contrato, embora a saída para o parque infantil tenha sido, alegadamente, autorizada pelo Diretor Regional das obras públicas.
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Contudo isto, e doa a quem doer, a verdade indesmentível é que o dinheiro para fazê-la estava lá, faltando uma pequena parcela(cerca de 33.000,00 euros aprox.) para o valor final orçamentado. Cada qual tire as suas conclusões, pois eu já tirei as minhas!
Uma coisa é certa, dali aquela construção já não sai, para infortúnio dos que tentaram, alegadamente, manipular e persuadir o prestador de serviços, oferecendo recompensas. Se contrato não houvesse, se 100.000,00 euros não estivessem na responsabilidade do Governo Regional, dificilmente haveria uma Capela nos próximos 30 anos. Tenho dito!!!

NOTA - Não tenho qualquer tipo de quezília ou reserva pessoal para com os visados neste testemunho.


https://www.facebook.com/media/set/?set=a.488900881193479.1073741842.218764291540474&type=1

23 abril, 2013

Homenagem a José Domingos Machado

Será inaugurada em Rabo de Peixe, no próximo dia 25 de Abril, a Rua José Domingos Machado. A atribuição toponímica, aprovada pelos órgãos autárquicos locais, constitui uma justa e reconhecida homenagem a este grande homem. Ao serviço da Casa do Povo de Rabo de Peixe, há 35 anos, José Domingos Machado continua a ser um ícone de luta e persistência pela melhoria das condições sociais, das franjas mais desprotegidas da população - crianças e idosos.
Nasceu em Rabo de Peixe a 23 de Novembro de 1933. Órfão de pai, quando ainda se encontrava em gestação, viu o destino traçar-lhe uma vida volátil, repleta de muitas amarguras e vitórias. Para colocar pão no lar, visto ser filho único do terceiro enlace de seu pai, José Machado, começou por “vigiar praga”, nos campos de beterraba.
Os pedidos de amparo feitos junto do Exército não sortiram efeito e, José Domingos, foi obrigado a cumprir serviço militar, durante dezoito meses, deixando a sua mãe aos cuidados de uma vizinha, numa casa sita à Rua da Estrela, que o próprio adquiriu aos 16 anos de idade.
Por considerar o bem estar da sua mãe uma prioridade, conjugou o serviço militar com o trabalho em estufas de ananases, à revelia dos seus superiores militares.
Terminada a obrigação para com a pátria, José Domingos decide embarcar no sonho da terra prometida – o Canadá, a 4 de Abril de 1956.
Após uma labiríntica presença no Canadá, e sentindo o chamamento do seu berço insular, Machado regressa a S. Miguel e, com outros companheiros, funda aquela que viria a ser a sua razão de vida institucional e comunitária – a Casa do Povo de Rabo de Peixe.  Até hoje, mantem-se como Presidente. Oxalá continue por muitos mais anos.
Parabéns pela homenagem!

21 junho, 2012


Este postal, com cerca de 40 anos,  foi trazido pelo meu pai, quando esteve a prestar serviço militar em Angola. Retrata a paisagem semi humanizada do rio N'gunza, onde as lavadeiras cuidam das suas tarefas. Partiu com o desejo de lá regressar...

20 junho, 2012

A Saga das Casas...

Atente-se às palavras do Sr. Diretor Regional da Habitação, pois fala a verdade. Disso sei eu, com todo e mais algum conhecimento de causa. Ora, tanto ao sr. que dá a entrevista, como a mais uns poucos, foram-lhes entregues habitações tipologia T4, novas com chave na mão. Qualquer uma delas, estava avaliada em mais de 130 mil euros. A casa(velha) do sr. que dá a entrevista valia quase 79 mil euros. Na altura do realojamento da Orla Marítima de Rabo de Peixe, onde se incluiu a "Cova da Moura", foram celebrados contratos, também de realojamento, com os agregados familiares que não conseguiram provar a titularidade das habitações, sendo o sr. entrevistado um dos que não possuia registos em seu nome, sobre a habitação. Portanto,  dada a situação que lhe era totalmente imputada, ficou sujeito ao pagamento de uma renda simbólica, calculada sobre uma série de variáveis. Desconheço se a mesma foi liquidada. O cálculo das rendas não é inventado, obedece a critérios e fórmulas próprios, definidos por Decreto Legislativo Regional.  Nos restantes casos em que havia registos atualizados, aos respetivos realojados seria feita uma permuta entre a casa "velha" e a casa "nova". Isto quer dizer que não havia lugar ao pagamento das casas "velhas". Ou seja, o sr. entrevistado não deveria ter recebido os 26 mil euros pela casa "velha", vislumbrando-se aqui uma situação extraordinária promovida pela DRH. Quanto muito, o sr. entrevistado deveria ter pago o diferencial existente entre a "velha" e a "nova". Ora, este sr.  nunca e em momento algum divulgou o tipo de comportamentos que já teve nos serviços da DRH, nem muito menos alegou que os 26 mil euros serviram para pagar dívidas, tal como refere o Sr. DRH. À srª. jornalista responsável pela peça, como boa profissional que é, sugere-se que faça uma reportagem sobre as construções ilegais que grassam no bairro onde se insere o sr. entrevistado. Provavelmente, a casa que lhe foi "dada" em realojamento, estará repleta de construções ilegais. Quem sabe!

10 março, 2012

Açorianos não gostam da "sua cenoura"!


Numa altura em que a crise afeta todos os setores da nossa região e país, existem velhos hábitos que teimam em perdurar. Basta entrar numa grande superfície comercial para ver grandes quantidades de hortícolas importados. Alguns "falam" espanhol, outros francês e ainda há os que "falam" chinês, como é o caso dos alhos. Agarrando com o olhar a situação da cenoura(dacus carota), que até é produzida às toneladas nos Açores, não a vemos à conversa com os produtos importados, nas prateleiras dos hipermercados e supermercados. Mas, o que se passa? A cenoura faltou à chamada? Foi ao hospital dos hortícolas? Não! A cenoura está a apodrecer nos campos açorianos porque não é tão bonita como a importada. Isto é, se a cenoura tivesse que ganhar a vida como stripper, estava condenada à miséria. Nesta analogia, e concedendo um pendor mais sério à "coisa", continua-se a não atentar a um produto que é nosso e que gera valor acrescentado à nossa economia. A cenoura açoriana bate a concorrência em preço e qualidade nutritiva. Assim, com toda a propriedade, pode-se afirmar que os açorianos não gostam da "sua cenoura". Gostam mais da cenoura dos outros!

21 novembro, 2011

Um Secretário de Estado destarelado!

Já restam poucas dúvidas sobre o futuro imediato dos jovens, em Portugal. Portanto, é inadmissível que um senhor com responsabilidades governativas e políticas faça afirmações como as que se ouviram. Em qualquer parte do mundo, fazer política deveria ser sempre, digo sempre, tentar resolver o problema das pessoas. E, neste caso, mesmo sabendo das enormes dificuldades do país, este senhor Secretário nunca deveria impelir a juventude a emigrar. Deveria pois, incitá-la à inovação, à participação cívica, à criação de empresas, à produtividade, ao renascimento desta república. Com este discurso, este senhor quis agarrar nos jovens e mandá-los para outros países, para que fossem estes jovens e países a resolver os problemas criados pelos maus políticos que tivemos e continuamos a ter!

O Secretário de Estado que a 31 de outubro de 2011 diz isso : http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/secretario-de-estado-apela-a-jovens-para-emigrarem ... e que no dia seguinte 1 Novembro de 2011 escreve o seguinte: http://microsites.juventude.gov.pt/Portal/LBJ/Mensagem/Mensagem2.htm

17 outubro, 2011

Fundador Esquecido









No passado dia 10 de Outubro, celebraram-se os 167 anos da morte daquele que foi o fundador do jornal Açoriano Oriental - Manuel António de Vasconcelos. Em e-mail datado de 22-11-2010, enviado ao cuidado do Dr.Paulo Simões, dei conta do mau estado em que se encontrava o jazigo de tão ilustre açoriano, no cemitério de Rabo de Peixe. Do e-mail, não houve qualquer resposta. É óbvio que o grupo a que pertence o AO não seja responsável pela manutenção do abrigo perpétuo do senhor MAV mas, por razões éticas, até poderiam desenvolver esforços para contactar os mais directos descendentes do senhor Vasconcelos. Culturalmente, esta é uma questão que merece outro respeito e consideração, mesmo que póstuma, junto daquele que, com o seu trabalho e empreendedorismo, contribuiu para o fortalecimento da identidade acoriana.






18 janeiro, 2011

Foi há seis anos

Há seis anos lançava-se, neste espaço, as primeiras palavras que dariam continuidade a um longo resumo de ideias, factos e outras coisas. Coisas apenas. A regularidade de posts já foi mais notória, agora faço o que o tempo sobrante me permite. Continuará vivo, digo eu. Espero... :)

07 janeiro, 2011

Onde Fica?

Alguém consegue dizer-me onde fica este Espaço?
Canada do Pico do Alho - Boavista. Não conheço!
Será nalguma freguesia de nome Boavista?

18 outubro, 2010

Filhos da Memória Esquecida



Recentemente, nesta terra que viu o mar lhe dar nome, foi homenageado um homem por quem muito respeito tenho. Afonso Maria Tavares, emigrante octogenário, viu o seu nome ser perpetuado numa rua a nascente do seu berço cultural e social. Confesso que fui um dos mentores deste simbólico gesto, e continuo a achar que ainda é pouco o reconhecimento devido a tal vulto. Não me imagino na saga por que teve que passar o herói Tavares. Sim, herói, com peso e medida. Não é devedor à medida e ao peso, até porque não é muito pesado nem alto, é grande na determinação e pesado na vontade. Afonso Tavares acaba por simbolizar aqueles homens que, partindo sós, rumo ao desconhecido, levando na bagagem o espírito trespassado pelas aspereza do meio da altura, vingou e vingou bem. No pouco que dominava da língua inglesa, outros ajudou e ajudou a curar a saudade e nostalgia destes pequenos ilhéus. Afonso, ao contrário de muitos outros, não emigrou por necessidade. Fê-lo por ter desejo de aventura, para fugir à perseguição social de que era alvo – não tinha mulher e com a idade a avançar o cenário estreitava-lhe as opções de vida. A mãe morrera-lhe a as raízes à terra iam-se perdendo. Emigrou! Durante alguns anos estabeleceu uma ponte mediática entre o Canadá e R. Peixe. O empreendedorismo corria-lhe na veias. Trabalhava, ganhava e investia. Construiu o que é hoje o Cine-Teatro Mira Mar, foi co-fundador da primeira Feira Agrícola realizada no Campo de Santana, etç…etç..etç! Numa entrevista que fiz a este grande homem, tive a oportunidade de sentir a sensibilidade humana vocacionada para a ajuda ao próximo. Conjugar o altruísmo com o empreendorismo foi possível nesta personalidade. Não guarda ressentimentos daqueles que lhe viraram as costas, mas esconde a alegria que lhe fugiu com a morte da sua primeira mulher…e os filhos órfãos de mãe. Sim, também herói neste campo. Há pessoas assim: por mais que caia, por mais que fira, por mais que destrua, um só sentido – levantar e caminhar!
Isto tudo para dizer que sou apologista de que, as homenagens, e tudo o que de bom deve ser feito em reconhecimento das qualidades superiores de uma pessoa, do seu contributo para o bem de um povo, tem que apontar registo em VIDA! Esqueçam as homenagens póstumas! Enquanto houver oportunidade em vida, façam-no com todo o mérito e pertinência, pois o contributo que esses samaritanos deram foi a respirar, não no além!

11 junho, 2010

18 maio, 2010

Destruido está melhor...deve estar!!!


Eis o que resta daquele que, em tempos, foi dos melhores recintos desportivos da nossa ilha. Quis a "força" de alguns homens que fosse este o seu destino. E o fim ainda está longe da vista.

E o court de ténis, e a creche, e o parque infantil, com que enganaram os rabopeixenses que se viram privados deste equipamento, deste campo de jogos...onde estão?

20 fevereiro, 2010

Contrastes




A Contrastar com a beleza de uma ave migratória que, por estes dias, passou pela baía de Rabo de Peixe, o lixo leva vantagem!


Triste cenário...

03 dezembro, 2009

Arrogâncias

De facto, em Rabo de Peixe, ainda existem daqueles barões que se acham donos de tudo e de todos. Nessas figuras, o capital económico impera, enquanto que o cultural é zero à esquerda. Figuras de almanaque com luzinhas de Natal a enfeitar a pouca massa cinzenta.
Sabem por que é que os herbicidas sistémicos apenas começam a surtir efeito passados alguns dias? Quem souber, explique a essas alminhas, "faxavô".

02 novembro, 2009

Cada vez "melhor"

Com os novos cursos de Bolonha, a rapaziada anda cada vez mais qualificada. É vê-los trabalhar e escrever em alguns jornais electrónicos da praça portuguesa.
Fonte: http://pt.msn.com/

19 outubro, 2009

Fontanários "Ausentes"








Como é do conhecimento geral, já arracaram as obras de construção da nova variante, em Rabo de Peixe.

Nunca questionando as mais-valias que proporcionará esta nova infra-estrutura, recomenda-se que os fontanários históricos, um dos quais já retirado e depositado em parte "incerta", sejam re-edificados próximo das suas origens. Não nos esqueçamos que, tais monumentos fazem parte da história colectiva de Rabo de Peixe. O seu desaparecimento constitui-se como um agressivo atentado à cultura da nossa gente. Muita atenção com aquilo que é de todos nós, pois o património colectivo nunca deverá ser subvertido às vontades privadas. Tenho dito.



05 outubro, 2009

Expo


Certame a decorrer no Centro Comunitário e de Juventude de Rabo de Peixe.

08 setembro, 2009

Na vizinha do lado



Já não se fazem homens de "begode", como este! Ainda pensei que fosse a Ribeirinha da Ribeira Grande. Mas, não........não é!