Se já repararam, muita tinta tem corrido sobre a pista de aeronaves que tocam o solo picaroto. Uns esticões daqui, uns acréscimos dali e lá conseguiram ampliar a, já de si, obsoleta plataforma de aterragem/descolagem. Muitos foram os que agoiraram em relação a tais beneficiações, pois sabiam que "quando a esmola é muita o santo desconfia". Se bem o pressagiaram, mais razão tiveram depois de inaugurada a ampliação. Os factos são muito simples de se explicarem e apenas alguns cépticos não reconhecem que os açorianos estão a ser enganados pela aerotransportadora nacional TAP. No início recusaram qualquer vôo para o Pico, porque alegavam não ter luz verde do INAC(Instituto Nacional de Aviação Civil), entretanto continuam a não voar para a ilha montanha, mesmo com aprovação do dito instituto. Segundo um relatório enviado pela TAP ao INAC, verificou-se que "não estavam ainda publicadas as trajectórias de aproximação, aterragem e descolagem, que dependem de procedimentos estabelecidos e publicados". Será mesmo verdade? Será que esses procedimentos já não haviam sido tomados pelos responsáveis da nova "gateway" dos Açores? Será que não se trata de uma manobra falaciosa que vai ao encontro dos interesses económicos da transportadora nacional? De uma coisa temos a mais profunda certeza: os principais prejudicados são os açorianos, é sempre o zé povinho! Que o diga a Associação de Atletismo do Pico que, mesmo com um avião fretado à TAP para transportar os atletas continentais para a Corrida dos Reis, não conseguiu concretizar os seus intentos. O vôo foi recusado. Imaginemos que, em condições normais, todos os atletas tivessem boicotado a viagem para o Pico, o que aconteceria? Certamente a Tap iria pedir uma indemnização à entidade alugadora do serviço, o inverso seria impensável!
Além de todas essas desconformidades, os aerotransportados terão de custear uma taxa de emissão de bilhetes. Onde é que isso já se viu? É mesmo uma roubalheira a olhos vistos. Bem poderiam dar outro nome ao roubo, não acham? Segundo as minhas informações, uma passagem aérea para Lisboa a bordo de um avião da Tap custa 220.00 euros(para residentes na RAA). Para o Porto teremos de pagar mais 60.00 euros. Isto sem contar com a compensação que o Estado desembolsa por cada passageiro. Onde iremos parar com tanto roubo! Será este um serviço público exemplar. Sabemos que as ligações aéreas entre as ilhas, em termos de rentabilidade, não são viáveis para as aerotransportadoras, mas que culpa tem um graciosense, um picaroto, um jorgense, um corvino, de estarem um pouco isolados das ilhas mais a oriente? Não serão todos açorianos/portugueses? Também não cumprem com as suas obrigações para com o Estado? Essa é boa!
Se navegarmos pela net encontraremos sites em que a "nossa" Tap efectua vôos para Londres a 188.78 euros. Por que será? Será a concorrência mais forte para aquelas bandas?
Se quiserem saber mais sobre tarifários vão a http://www.amadeus.net