Uns diazinhos de férias sabem muito bem a qualquer pessoa, principalmente quando o trabalho é mais do que muito. Recordo-me de um velhote amigo que me dizia "que Deus dê o céu a quem fez o descanso". Defendo que todos devem ter o seu período de férias, para que possam recuperar forças, preparando-se para enfrentar as vicissitudes de uma vida cada vez mais competitiva e difícil. O que não admito, o que não consinto é que uns poucos andem a desfrutar de magníficas paisagens à custa dos dinheiros públicos. É inconcebível!!! Portugal é um país pobre apenas e só apenas para quem vive, única e exclusivamente, do parco rendimento do seu trabalho. Não deixa de ser um país de antagonismos, pois vemos muitos senhores, principalmente políticos, que continuam a ceifar o erário público, continuam a colher, indevidamente, o resultado das contribuições de todos os lusitanos. O nosso ministro de Estado e da presidência, Morais Sarmento - o boxeur, andou a mergulhar nas límpidas águas da ilha do Príncipe às custas dos portugueses. Ficou instalado num resort de luxo, o que segundo o mesmo "era o único hotel da ilha". Ainda teve a lata de dizer que foi apenas um dia, os restantes passou-os em serviço. Disse em frente às câmaras de um canal televisivo que a oposição apenas o critica porque não tem "sentido de Estado". Olhe sr. ministro, então se isso é ter sentido de Estado, eu também quero umas férias de borla. Afinal também sou parte do Estado, ou não?
Continuando...
Foi, segundo nos parece, reatar os protocolos de cooperação com os PALOP. Para tal teve ao seu serviço uma aeronave alugada pelo Estado português durante quatro dias. De acordo com fontes fidedignas, apenas no aluguer do aparelho gastaram-se cerca de 100.000.00 euros, isto é, cerca de vinte mil contos. Se juntarmos esses vinte mil aos outros vinte mil gastos pelo mesmo governo no panfleto a explicar/ludibriar o Orçamento de Estado concluiremos, inequivocamente, que foram gastos muitos milhares de euros desnecessáriamente. O senhor ministro alegou, em sua defesa que, não poderia viajar num voo normal, dada a imcompatibilidade de agenda com as autoridades tomenses...pois...pois...acreditamos piamente!
Confrontado com essa hilariante situação, Santana Lopes apenas mostrou uma pequeníssima "indignação", promentendo esclarecer o "caso" com o seu subordinado. Ora, para o actor social mais atento, todo esse imbróglio de natureza política mais não é do que um aproveitar forçado, por parte desses senhores, dos últimos "tiros" que têm para dar enquanto estão no trono. Se repararam Santana Lopes também foi aos Campos Elísios cumprimentar o presidente dos gauleses. Também quis ir dar um passeiozinho a França. Aproveitem "meus amigos", porque o vosso reinado está a finar.