Segundo informação publicada pelo agencianoticias.com, "O Executivo açoriano enviou ao Governo da República uma contraproposta para a distribuição na Região dos quatro canais generalistas de televisão e da RTP/Açores, que passa pelo acesso gratuito às respectivas emissões, sem inviabilizar a implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) no arquipélago." Se bem sabemos, o acesso gratuito aos quatro canais generalistas nacionais tem vindo a ser solicitado pelo Governo Regional desde 1997, tendo conseguido já, numa primeira fase, a disponibilização do Canal 1 da RTP, o que já foi um bom princípio. Acho que esta é uma solução que tarda em chegar aos açorianos, os "portugueses de segunda", como eram conhecidos pelos cubanos continentais em tempos do ultramar. Se os açorianos pagam os mesmos impostos que os portugas, se os açorianos são penalizados pelos condicionalismos fomentados pela ultraperiferia, se os açorianos são referenciados pelas belezas naturais que "pisam" diariamente, por que razão não são tratados como cidadãos plenos e conscientes dos seus direitos? Se somos portugueses para pagar, também somos portugueses para receber o que nos é devido! A concretizar-se essa pretensão de todos os açorianos, certamente deixaremos de estar subordinados a um serviço de televisão por cabo que pouco falta para nos "arrancar os olhos da cara". Ora vejam: pagamos a mensalidade da tomada principal, pagamos quase 20 euros pela sport-tv, pagamos uma infinidade de cobres por todos os canais que, rebuscadamente, mostram ser os mais interessantes da tv por cabo...isto está muito mal. Ainda por cima, nos últimos dias andamos a "apanhar" com notícias que já se tornam maçadoras e que, de certo modo, criam nos telespectadores um conjunto de insensibilidades crescentes face a tanta desgraça ocorrida no Sudeste Asiático. São factos captadores de audiências, sobre os quais somos levados a embarcar. A constante massificação noticiosa provoca, nos telespectadores, uma desmesurada insensibilidade. Não é que as pessoas permaneçam indiferentes perante tal cataclismo, o problema são os cenários de "venda" do produto da desgraça! Já era tempo de pararem de lamentar tanta desgraça. Arregacem as mangas e contribuam para o processo de reconstrução. O mal está feito, agora há que: erguer a cabeça; cuidar dos vivos e enterrar os mortos. Sejam úteis no que melhor podem e devem fazer, não na abusiva propalação da desgraça alheia. Ah, por favor "senhora" TVI evite dar tempo de antena ao vençedor da quinta das burridades, não queira assassinar, de uma vez por todas, a pouca credibilidade do vosso canal.