14 maio, 2005

...

Recolho-me nas profundezas do silêncio para protecção daqueles de quem gosto e admiro.

04 maio, 2005

Um insulto à pobreza

Ganhos anuais obtidos, apenas, na prática do desporto!

1. David Beckham (GBR/Real Madrid), 25 milhões de euros
2. Ronaldo (BRA/Real Madrid), 19,6
3. Zinedine Zidane (FRA/Real Madrid), 13
4. Christian Vieri (ITA/Inter), 12
5. Alessandro del Piero (ITA/Juventus), 9,5
6. Frank Lampard (ING/Chelsea), 9,4
7. Raúl González (ESP/Real Madrid), 9,3
8. Thierry Henry (FRA/Arsenal), 9,2
9. John Terry (ING/Chelsea), 8,6
10. Luis Figo (POR/Real Madrid), 8,5
11. Ruud van Nistelrooy (HOL/Manchester United), 8,46
12. Ronaldinho (BRA/Barcelona), 8,2
13. Olivier Khan (ALE/Bayern Munique), 8,095
14. Roy Keane (IRL/Manchester United), 7,92
15. Patrick Vieira (FRA/Arsenal), 7,8
16. Michael Owen (ING/Real Madrid), 7,5
17. Francesco Totti (ITA/Roma), 7,4
18. Sol Campbell (ING/Arsenal), 7,3
19. Michael Ballack (ALE/Bayern Munique), 6,83
20. Rio Ferdinand (ING/Manchester United), 6,42.

29 abril, 2005

Em nome de ECCE HOMMO

Fico indignado, até mesmo horrorizado, com muitas manifestações de fé e sacrifício durante as festas do Senhor Santo Cristo. De vários pontos de globo, principalmente da diáspora, estendem-se corredores de promessas onde, cada um à sua maneira, tenta "pagar" ao Divino toda a ajuda prestada. Longos dias de espera e grandes poupanças durante um ou mais anos atingem o auge quando se toca no antigo Campo de São Francisco. A roda do convento não pára um minuto. A entrega de crianças aos cuidados das freiras, deu lugar ao "comércio" de velas, terços e imagens do Senhor. Movidos pela religiosidade, muitos crentes oferecem os ombros para carregarem centenas de kg de cera, enquanto que outros, na sua maneira de encarar a festa, vestem-se a preceito para se perfilarem na passerelle das vaidades. A fé e a ostentação confundem-se por entre lágrimas, suspiros e sorrisos desguarnecidos que convidam as objectivas electrónicas. Sou católico e defendo que cada qual tem o direito de se manifestar de acordo com as suas convicções e orientações várias. Portanto, ou por fé, ou por vaidade, todos têm o seu lugar de intervenção e exibição nessas celebrações. Quando olho para joelhos e pés ensanguentados de muitos "pagadores de promessas", questiono-me acerca das suas necessidades. Será que vale a pena sujeitarem-se a tanta flagelação? Será que se sentem mais responsáveis por cumprirem uma promessa? Será que não existem outras formas de se agradecer à Divindade? Será que, a única forma de se retribuir um "favor" é mergulhar na dor física e psicológica? Cada um escolhe um meio para atingir um fim. Respeito a maneira “calvariosa” que muitos elegem para se redimirem ante o Magnífico. No entanto, não posso concordar com o extremismo das situações. Concordo que, para muitos cristãos, a dor é o veículo máximo escolhido para se dizer obrigado a Deus. Acredito que outros acreditam na sua absolvição através da dor. Mas, será que, na sua mais alta imponência, um Deus quererá cobrar o sofrimento humano como forma de solver um “compromisso”? Quem cumpre uma promessa dolorosa para com o sobrenatural, certamente estará em condições de responder a isso. Muitos dizem-me…”tens essa opinião, porque nunca passaste por situações aflitivas”. Até posso concordar, talvez dar o benefício da dúvida.
Por falar em benefício da dúvida, dizem que é a maior imperfeição criada pelo homem.

20 abril, 2005

A falta de higiene fala mais alto

A notícia publicada pelo Açoriano Oriental, não me chocou nem me deixou indiferente, em relação à realidade dissecada. Sob o título "Sarna ataca escolas de Rabo de Peixe", o anunciado reveste-se da mais inteira imparcialidade e exequibilidade, salvo raras excepções. Até à saída do artigo, muitos rabopeixenses desconheciam ou ignoravam, consciente ou inconscientemente essa ameaça muda, mas manifestamente preocupante. A infecção despontou há mais de três semanas e, segundo fontes locais, os primeiros casos foram diagnosticados como sendo alergias ditas normais. Atempadamente, a contaminação foi circunscrita, mitigada, mas não debelada. Contrariamente àquilo que afirma o Delegado de Saúde da Ribeira Grande, que por acaso vive em Rabo de peixe, a situação não está controlada, pois houve e continua a haver propagação da doença parasitária. Qualquer leigo sabe que, para combater eficazmente esses surtos pestivos é necessário, sem qualquer reserva, recorrer a medidas que passam pelo afastamento cuidado e controlado dos sujeitos contaminados, em relação a outros actores sociais. Assim, havendo a necessidade de se proceder à desinfestação dos espaços habitados pelos hospedeiros do ácaro Sarcoptes scabiei, não me parece que estejamos a caminho de uma solução eficaz e eficiente. O combate nas escolas, através da limpeza e quiçá esterilização de instrumentos não é, por si só, suficiente para a erradicação da doença, pois as crianças na sua área residencial ou no seu espaço habitacional convivem com outras pessoas que, invariavelmente, estão sujeitas ao contágio. Logo, para que fosse possível falar em controlo e minoração da doença, era preciso lavar e descontaminar muitas dezenas de lares. Como se sabe, isso não foi nem será feito!
Relativamente à intervenção e exigida prontidão, por parte dos representantes do EFTA, desconhece-se qualquer posição ou medida. Apenas quero relembrar que a escola onde se detectaram os primeiros casos de escabiose (sarna), está a ser alvo de estudos para a ampliação e ou remodelação estrutural, sendo a demolição da mesma uma realidade equacionada. Emergem algumas nuances de inércia ou impotência de operacionalidade visto que, no âmbito do O.G.N.C. existe um protocolo firmado entre o Governo da República Portuguesa e a Organização Mundial de Saúde.
É preciso não esquecer que o O.G.N.C., de entre inúmeros campos de acção contempla, no seu núcleo duro acções como:
Melhoria das condições residenciais, ambientais e de saúde dos moradores
Melhoria da qualidade do ambiente e da saúde pública;
Incremento da sensibilização pública para os problemas de saúde
Outros…

Como dizia Mateus Vulgata: “A fructibus eorum cognoscetis eos” – “Pelo fruto conheço a árvore”.

14 abril, 2005

O Silêncio dos "Inocentes"

A notícia publicada pelo Açoriano Oriental, não me chocou nem me deixou indiferente, em relação à realidade dissecada. Sob o título "Sarna ataca escolas de Rabo de Peixe", o anunciado reveste-se da mais inteira imparcialidade e exequibilidade, salvo raras excepções. Até à saída do artigo, muitos rabopeixenses desconheciam ou ignoravam, consciente ou inconscientemente essa ameaça muda, mas manifestamente preocupante. A infecção despontou há mais de três semanas e, segundo fontes locais, os primeiros casos foram diagnosticados como sendo alergias ditas normais. Atempadamente, a contaminação foi circunscrita, mitigada, mas não debelada. Contrariamente àquilo que afirma o Delegado de Saúde da Ribeira Grande, que por acaso vive em Rabo de peixe, a situação não está controlada, pois houve e continua a haver propagação da doença parasitária. Qualquer leigo sabe que, para combater eficazmente esses surtos pestivos é necessário, sem qualquer reserva, recorrer a medidas que passam pelo afastamento cuidado e controlado dos sujeitos contaminados, em relação a outros actores sociais. Assim, havendo a necessidade de se proceder à desinfestação dos espaços habitados pelos hospedeiros do ácaro Sarcoptes scabiei, não me parece que estejamos a caminho de uma solução eficaz e eficiente. O combate nas escolas, através da limpeza e quiçá esterilização de instrumentos não é, por si só, suficiente para a erradicação da doença, pois as crianças na sua área residencial ou no seu espaço habitacional convivem com outras pessoas que, invariavelmente, estão sujeitas ao contágio. Logo, para que fosse possível falar em controlo e minoração da doença, era preciso lavar e descontaminar muitas dezenas de lares. Como se sabe, isso não foi nem será feito!
Relativamente à intervenção e exigida prontidão, por parte dos representantes do EFTA, desconhece-se qualquer posição ou medida. Apenas quero relembrar que a escola onde se detectaram os primeiros casos de escabiose (sarna), está a ser alvo de estudos para a ampliação e ou remodelação estrutural, sendo a demolição da mesma uma realidade equacionada. Emergem algumas nuances de inércia ou impotência de operacionalidade visto que, no âmbito do O.G.N.C. existe um protocolo firmado entre o Governo d

05 abril, 2005

Por Que Será?

Arreda oportunistas
"Os fundos EFTA para Rabo de Peixe já estão a dar muito que falar (pelas piores razões). Se é para encher os bolsos da meia-dúzia do costume, mais valia deixarem tudo como está. De uma vez por todas, apela-se aos que já tanto comeram dos cofres públicos que dêem agora o lugar a outros que querem fazer mais e melhor. “Please”, deixem em paz os carenciados. “Please”, não apregoem obra em vão. “Please”, não aticem a garganta cá ao Argolas. E apela-se ao Governo socialista de Sócrates que - neste caso, ao menos neste caso - “please”, não caia na tentação de nadar em águas turvas".

In: Expresso das Nove - 01/04/2005

Icebergue à Deriva no Antárctico

É assim que vem noticiado na edição on-line do Expresso de hoje: "O maior icebergue do mundo está de novo à deriva após ter estado encalhado três meses, durante os quais impediu a passagem de navios com abastecimento para estações científicas no Antárctico, disse hoje fonte oficial. O gigantesco icebergue, conhecido como B15A, está a afastar-se lentamente da estação norte-americana McMurdo Sound, cujo acesso tinha bloqueado, segundo Lou Sanson, chefe da estação científica governamental neo-zelandesa na Antárctida, localizada perto. O icebergue, de 160 quilómetros e com água suficiente para alimentar o rio Nilo durante 80 anos, tinha bloqueado a passagem de correntes marítimas e vento até ao braço de mar onde se encontram as estações, causando um aumento de gelo que impedia o movimento dos navios com alimentos e combustíveis. O bloco de gelo também ameaçou colónias de pinguins, agora com dezenas de milhares de crias para alimentar e com a necessidade de procurar comida a 180 quilómetros de distância. Antes do B15A ter encalhado, em Janeiro, os cientistas receavam que ele embatesse num glaciar de 70 quilómetros situado perto da estação norte-americana. O icebergue está a aproximar-se agora daquele glaciar a uma velocidade de cerca de um quilómetro por dia, mas parece improvável que venha a colidir com ele, segundo Sanson".

04 abril, 2005

Óhhh Colega Isso Não Tá Pago

Há algumas semanas atrás fui "prá night", para fugir ao stress diário do meu trabalho. Da pequena/grande escolha que nós temos, saiu-me o Bar Karamba na rifa. Cuidado, não é o de Cancun, é o de Ponta Delgada, embora ache que o nome do "nosso" tenha sido germinado a partir deste. "Boa noite", entregaram-me o cartão de consumo e entrei. Empurrões daqui, bafios tresandando a vómito dali, e lá continuei a abrir caminho. Como o calor era insuportável, subi as escadas que dão acesso ao primeiro piso para ver se fazia valer a minha intenção de "curtir" aquela night. Dirigi-me ao bar, pedi um vodka/Red-Bull com duas pedras de gelo...claro, não fosse a menina encher o copo de gelo, como noutras vezes passadas. É assim, se um gajo não está de olho aberto servem-nos gelo com bebida, quando, supostamente, deveria ser ao contrário. Agarrei no copo, avancei mais uns passos e estacionei no primeiro anel que circundava o núcleo dançante da pista. Quando dei por mim estava a assistir a um verdadeiro mercado de comercialização de tusa tanto masculina, como feminina, onde alguns rurais se atiravam a umas estrangeiras semi-embriagadas. Então era assim: um deles, decidido, fazia uma investida tipo Zé Zé Camarinha, a gaja ria-se, ria-se, ria-se e quase que batia com a sua cabeça nas das amigas. Havia um que, parecendo-me mais sóbrio e menos atiradiço, servia de intérprete à matilha. Era recadinho para cá, recadinho para lá e o mirones eram já em grande número. Um dos rurais até abriu o seu camiseiro até meio, não fossem os seus créditos de virilidade desacreditados, ali mesmo. "Comer" uma daquelas tipas seria um troféu inesquecível , onde o "vencedor" passaria a ser respeitado pelos seus súbditos fieis - como macho dominante a liderar um grupo de rebarbados. O tiro saiu-lhes pela culatra, porque entretanto chegaram os amigos das estrangeiras, também estrangeiros, e começou o chavascal nórdico. Aborrecidos e destrunfados, os campóneos "levantaram a tenda e foram pregar para outra freguesia". Numa intra-gargalhada fui buscar mais um copo e decidi pagar, pois a partir de determinada hora começam a fazer fila. A menina, franzinha no aspecto, recebeu o dinheiro, carimbou o meu passaporte de saída e devolveu-me o troco. Fiquei mais um pouco, mas o ambiente estava a ir de mal a pior portanto, decidi ir embora. Chegado à porta de saída entreguei o cartão ao porteiro, que estava todo sorridente e a mascar pastilha elástica como uma vaca que come palha pela primeira vez, e desejei-lhe boa noite. Disse-me ele num ar arrogante : "óhhh colega isso não está pago". Por três segundos pensei ...porra mas eu acabei de pagar, será que aquela pantouca da empregada não registou o pagamento? Ele novamente: "tem de ir pagar isso, se bebeu tem de pagar". Fiquei com o veneno em franja e disse-lhe educadamente ...já lhe disse que acabei de pagar, portanto se há algum problema esse não é meu ok. Entretanto algumas pessoas estavam a presenciar a cena e, se calhar, dizendo..."mais um que quer beber "à pala". Finalmente convenci o gajo a verificar, clinicamente, o cartão e, graças a Deus, o vesgueta lá descortinou os vestígios do carimbo num canto do cartão. Já todo f..... com a situação aconselhei-o, ironicamente, a ter mais cuidado com esse tipo de interpelações e que cumprisse o seu trabalho discretamente. O gorila com cérebro de lagarto e com vocabulário reduzido a 30 palavras, apenas me disse que não tinha culpa e que o problema não era dele. Nem pediu desculpas pelo incidente...grande asno. De quem é a culpa? Ora, o problema foi gerado pela incompetência de muita gente que usa a sua corpulência ou o corpinho esbelto para fazer tudo o que lhes dá "na gana". Os problemas dessa natureza são gerados pelos oligopólios de diversão nocturna, que não deixam muita margem para uma concorrência leal e saudável. Basta recorrermos às recentes cenas de pugilato que foram desencadeadas entre gorilas do Karamba e os do Fair Play. Será que nunca se apuraram as verdadeiras causas de tal contenda? Não terá sido a "dôr" de partilha dos oligopólios entre esses espaços que levou à guerreia? Fico triste por saber que, o que se passou comigo, passa-se com muitas pessoas que são alvo de grosserias e palermices de outros que, por pura insolência e arrogância, pensam que são muito bons naquilo que fazem, logo são insubstituíveis, acham. Contudo, esses espaços continuam sempre cheios e sem o mínimo de condições de segurança. Vamos lá ver se isso muda nos próximos anos, aguardo pacientemente.

29 março, 2005

O Novo Código de Estrada

Para que não restem muitas dúvidas a todos os condutores que têm o "hábito" de transgredir as leis da estrada, aqui fica o manancial de informações que farão qualquer um ficar com os olhos vidrados. Quando menos esperar-mos, poderemos receber a visita de uma cartinha registada pela Polícia de Segurança Pública. Incrédulos, muitos dirão adeus às férias no Brasil ou em Cuba sendo que, muitas coimas ultrapassam os "míseros" 500.00 euros.

21 março, 2005

Martinica a Nú

Indo ao encontro das expectativas do nosso amigo Nuno Barata, confirmo que a Martinica não corresponde, totalmente, às imagens que são vendidas pelas agências de viagens. É habitada por um povo que ainda se tenta libertar das amarras da escravatura, como também das pesadas restrições políticas e económicas impostas pelo Berço da Democracia. Ainda subsistem, felizmente, alguns traços culturais que nem mesmo a "ditadura" do desenvolvimento conseguiu abolir, estando a riquíssima variedade gastronómica e o luxuriante folclore - manifestos bastiões das tradições crioulas - bem presentes no dia-a-dia martiniquense. Fazendo um breve incursão pela capital da ilha, Fort du France, consegue-se apreender grande parte da amálgama sócio-económica que caracteriza as vias de desenvolvimento locais. A começar pelo aeroporto, o "turista" é submetido à escolha de: autocarros públicos verdadeiramente obsoletos; táxis que quase nos levam "os olhos da cara" e carros de aluguer que se encaixam no modelo europeu de tarifários. Em redor do coração da capital, continuam a crescer alguns prédios destinados ao albergamento das elites locais, bem como de alguns capitalistas estrangeiros que escolhem o lugar para aquisição de habitações de veraneio. É um verdadeiro luxo andar nos condomínios privados, observar o vaivém de viaturas topo de gama, onde o único sinal de semelhança com as sucatas ambulantes dos locais é o 972 na chapa de matrícula. A discrepância em termos de índices de conforto é abissal e, nem mesmo a restauração e os espaços diversão nocturna são alheios às diferenças nos bolsos de cada um. Não raro, são observadas esplanadas repletas de turistas, grelhadores a fumegar, cerveja à distância de um pedido e, como não podia deixar de ser, os pretinhos passam ao lado, cheiram, vêem, põem a mão no bolso e perdem a vontade de comer e beber. É uma triste sina não poder compartilhar das "vantagens" que são proporcionadas pelo turismo. Nos Açores isto ainda não se passa, pois podemos comer, beber e desfrutar de tudo aquilo que é oferecido ao nosso turismo de pelintrice. Aliás, qualquer um de nós pode ir a um centro comercial, fazer umas comprinhas, depois seguir para o quarto de hotel e banquetear-se com o resultado de míseros euros. Comprar uma simples Lorraine (cerveja produzida na martinica), é uma tarefa que requer, no mínimo, entre 2 a 2 euros e meio. Se a Especial custasse 2 euros num estabelecimento comum, a Melo Abreu, certamente, não estaria em vias de passar para as mãos de açorianos. Quem se queixa das estradas que temos, cá na ilha, poderia ir ver as da Martinica. Qualquer um ficaria assustado com o estado de conservação das mesmas. Fiquei com a impressão de que os buracos são adereços a conservar logo, quantos maiores forem melhor. Nas estradas existem muitas placas com a seguinte inscrição: " O Concelho Geral Moderniza", o que na nossa realidade corresponderia a outros tipos de publicidades baratas. A diferença é que, por cá, sempre se faz alguma coisa enquanto que lá nem por isso. Apesar de haver uma biodiversidade incomparável, nota-se alguma negligência e descuido no que respeita ao cuidado a ter com a paisagem arbórea e florícola. As plantas nascem e crescem espontâneamente, colibris abundam em qualquer jardim, mas continua a faltar o cuidado que a mão humana empresta à exuberância das espécies. Paralelamente a essa natureza viva, aliás, bem presente nas imediações das calorosas praias das costas da ilha, cultivam-se intermináveis extensões de cana-de-açúcar e produzem-se toneladas de banana, destinadas à exportação. Ironicamente, o trabalho nos campos é "escondido" dos turistas. Porquê? Porque ainda subsistem alguns filamentos de servidão, em que centenas e centenas de homens e mulheres se levantam pelas quatro da manhã, agarram nas foices e lançam-se em mais um dia de trabalho em prol da sua sobrevivência. O turismo da Martinica é um turismo de praia, que passa muito ao largo dos reais problemas daquela população e nem sequer se envolve na preservação dos ecossistemas locais. Visitei uma associação ambientalista denominada de AMEPAS e verifiquei que o seu presidente, Moïse Loumengo, funcionário do serviço de finanças local, defende com unhas e dentes as "salines". As salines são um conjunto de praias de areia branca repletas de coqueiros e palmeiras que se estendem ao longo de vários kms. Contou-me que travou uma luta com empresários locais durante 10 anos, porque os capitalistas queriam avançar com um projecto de construção de condomínios de luxo, uma marina, aeródromo particular, isto tudo sobre uma reserva ambiental. Nesta mesma conversa, levantou uma questão muito pertinente: " se os países ricos, abastados em meios financeiros, não conseguem proteger os seus recursos, como conseguirão os pobres defender os seus mais valiosos bens"? Porém, segredou-nos que o presidente da Câmara de Sainte-Anne também é um ambientalista ferrenho e enquanto presidir à autarquia, jamais abdicará das "suas salinas". Seria bom se tivéssemos muitos presidentes desse calibre. Quem quiser ir à Martinica, poderá contar com a simpatia, amizade, simplicidade e sentido hospitaleiro dos locais, pois foi isso que eu tive a oportunidade de ver e sentir. Não se esqueçam de levar um repelente para os insectos e muitos euros para gastar.

16 março, 2005

Voltei das "Férias"

Olá amigos e amigas. Acabei de chegar das minhas "férias" na Martinica, que como sabem fica nas antilhas, perto da reentrância que faz a ligação entre a América do Norte com a América do Sul. Fui participar num seminário promovido pela Agência Nacional Francesa para a Juventude, tendo como temática de envolvimento global as sensibilidades e actividades que giram em torno dos mares e oceanos. O encontro foi denominado de Se@ctions e trouxe a lume muitas das problemáticas e viroses sociais que também afectam o nosso meio ambiente. Como repararam pus a palavra férias entre parêntesis, porque esta acção foi declarada de INTERESSE PÚBLICO através de despacho exarado pelo Exmo. Secretário Regional da Educação e Ciência. Portanto, desengane-se quem achou que fui fazer férias :) . Como devem calcular, tenho muitas coisas para vos contar mas, também tenho a secretária apinhada de trabalho e muitas mordidelas de mosquitos para eliminar. Também trouxe algum bronze e muitas fotografias para vos mostar. Até breve

18 fevereiro, 2005

Parabéns Pedro

Num total de 290 escolas inscritas a nível nacional, no HEMICICLO - Jogo da Cidadania, a escola Antero de Quental arrecadou, como se sabe, o primeiro lugar. Como se isso não fosse apenas um excelente prenúncio, os jovens foram a Estrasburgo e conquistaram o segundo lugar no ranking europeu - excelente, nem que seja, apenas, para dar o exemplo aos cubanos. Agora perguntam-me: mas o que é que isso tem a ver com o blog do Carlos Estrela? Tem tudo!!! Dessa comitiva ocupava um lugar destacado, o meu primo Pedro João Estrela Melo, conhecido prodígio nas bandas do liceu. O irónico da situação é que apenas tomei conhecimento do facto pela RTP-A, onde o meu parente falou, e muito bem, perante as câmaras daquela estação televisiva. Faço uma introspecção e pergunto-me: mas que raio de primo és tu que não sabias dessa ida ao coração da Europa? Encontro a resposta nas vicissitudes de um quotidiano cada vez mais cercado pela falta de tempo para tudo, pela agonia em cumprir horários e pelas relações humanas que se degradam em prol de uma sociedade em crescente egocentrismo e competição colectiva. Só tenho pena que os rabopeixenses que se distinguem pelas melhores razões, apenas sejam reconhecidos fora da sua terra... Ó primo, cumprimentos e renovadas felicitações para ti.

15 fevereiro, 2005

Despudores e Hipocrisias

A Dona Maria Corisca, no jornal "Correio dos Açores", do passado dia 13 de Fevereiro, escreveu o seguinte:
"Ricos! Depois da visita que César e Contente fizeram a Rabo de Peixe ficou tudo em polvorosa porque escapuliu uma conversa entre membros do governo segundo a qual depois do dia 20 vão rolar cabeças no projecto EFTA já que é preciso substituir os que estão pelos rosas que pensam vir...
Isso é que se chama assalto despudorado ao poder e manipulação de um projecto que devia ser consensual. Estou pronta para denunciar publicamente todos os atropelos que por ventura venham a cometer, seja quem for..."
Pois bem, senhora Corisca, só é pena que apenas tenha ficado sensível à anarquia que domina o EFTA, depois de uma visita governamental à minha e "também sua", Vila de Rabo de Peixe. Será que não sabe de mais nada que se tenha passado com esse "venturoso" EFTA? Tem certeza disso? Pois deveria saber! Como diz, para "(...)um projecto que devia ser consensual", estamos muito longe de atingir as metas propostas. Fala, também, em "manipulação de um projecto". Ora, aconselho-a a ir para o terreno para ver, com os próprios olhos, a feroz manipulação a que o projecto já foi e continua votado. Perante tais congestionamentos de natureza político-partidária, acho muito estranho que não tenha apontado o dedo às hostes laranja, pois, segundo se sabe, existem alguns guilty's no meio de tanta barafunda. Está bem, eu compreendo, não pode descuidar o seu "ninho". Mas uma coisa digo-lhe, se gostasse tanto da sua Vila como diz, averiguava por que razão foram proferidas as infelizes e burricadas palavras: "esse não vai entrar porque vai ser candidato do PS à Junta de Freguesia"; ou então, "essa não vai porque é muito doida"! Tenham santa paciência, deixem-se de politiquices e constatem o que benéfico para a população. Toda a gente sabe de todo o complot que foi/é disputado no O.G.N.C, menos a dona Maria Corisa. Muito estranho não acham? HAJA SAÚDE!

11 fevereiro, 2005

Para reflexão

No passado dia 21 de Janeiro, a revista "flash" publicou um artigo - "Morder a Mão que Alimenta" - que teve como autora a Psicoterapeuta, Mestre em Psicopatologia e Psicologia clínica - Teresa Paula Marques. Após a leitura fiquei a pensar e, ironicamente, transportei algumas passagens para a realidade de muitas famílias em Rabo de Peixe. Dizia a dr.ª Teresa Marques, o seguinte: "(...) Vamos então imaginar que um dia chegamos ao pé de um desconhecido, que vive na rua, e oferecemos-lhe um tecto, dinheiro, roupas, comida, amizade, sem lhe pedirmos nada em troca. O mais certo é estarmos a criar todas as condições para que ele vá ter uma atitude de ingratidão. O que irá acontecer é que, pouco tempo depois, ele estará instalado (e bem) nessa situação e desejará mais e mais. Aliás, em vez de desejar passará a EXIGIR cada vez mais atenções e mordomias, por considerar natural e obrigatório tudo aquilo que é feito por ele. Inconscientemente, ele vai agir como se fosse ele, e não nós, quem está a fazer um favor. (...) Simplesmente o que acontece é que sabendo como tudo se passou, tem consciência plena que todas estas atenções não foram conquistadas, mas sim concedidas de "mão beijada". Agora analisem esta transposição à luz dos seguintes conceitos vigentes em Rabo de Peixe:
1.º Pobreza
2.º Subsídiodependência
3.º Estado como garante de sobrevivência
4.º Subordinação de muitos deveres a direitos
5.º Alienação dos verdadeiros estados de cidadania
6.º Mórbida passividade face à auto-resolução de problemas
7.º Tendência para a vitimização
8.º Representações sociais inclinadas para a manutenção da indigência humana
9.º Repercussão da cultura de pobreza
10.º Rendimento Social de Inserção desajustado
11.º Muitos mais...
Pensem nisso e digam-me a que conclusões chegaram.
Carlos Estrela

10 fevereiro, 2005

Ponto Final!

Amigos e conhecidos leitores, já decidi. Não vou fazer parte da equipa oficial do O.G.N.C, mais conhecido por projecto EFTA. A comunicação oficial ainda não foi difundida, no entanto tenho a certeza que todos os intervenientes no obscuro processo já a conhecem. Declaro que não tomei essa decisão de ânimo leve, pois sempre foi pretensão pessoal fazer parte de um instrumento de mudança que fosse capaz de revolucionar, pela positiva, a Vila de Rabo de Peixe. Basta ver o pendor académico que sempre emprestei às questões directamente relacionadas com a Vila. Encoberto por um Dejá Vu, conhecido dos mais diligentes rabopeixenses, o O.G.N.C caminhará, certamente, para um labirinto onde, nem os mais francos intervenientes, terão a erudição necessária à suplantação das adversidades impostas (veja-se o caso de outros projectos que começaram da mesma maneira). Oxalá não se afundem no erro pecaminoso de terem preterido, inicialmente, quem tinha interesses e vocações firmados. Rabo de Peixe é um mundo à parte de todos os que já foram intervencionados por semelhantes medidas. Não pode nem deve ser alvo daquilo que chamamos "chapa cinco". Existem particularidades a respeitar, a integrar e a prosperar. Existem meios que, para serem penetrados com exequibilidade, objectividade e racionalidade, necessitam de uma mão conhecedora. Muitas das nervuras sociais que lá se encontram são hipersensíveis e envolvem um enormíssimo contexto plurifactual onde todas elas se encontram e divergem. Muitos factos e/ou fenómenos sociais lá existentes são únicos na sua sócio-morfologia, devendo tal peculiar revestimento a todos os agentes sociais que agem, quase que, de uma forma mecânica e (in)consciente. Não alvitro para criar, aqui, um ambiente apocalíptico, comento com o conhecimento de causas que fui adquirindo ao longo de muitos anos de recolha e percepção de vivências. Não tenho muita experiência profissional, mas da social, tenho mais que muita. Nos últimos 16 meses trabalhei com as partições sócio-habitacionais de maior sensibilidade e carência de Rabo de Peixe. Também elaborei muitos diagnósticos e verifiquei in loco os verdadeiros estados da indigência humana. Como diria o meu professor Dr. Octávio de Medeiros, vi o rosto da pobreza e da precaridade extremadas. Vi casas onde, tanto o contador de luz, como o de água não existiam, depreendendo-se que não tinham nem água nem luz. Vi casas onde, em pleno Verão, crianças dormiam na mais profunda exiguidade do espaço-habitação, cobertas de moscas e expostas a um ar total irrespirável. Vi casas onde, numa cozinha, o chão servia de mesa e os esgotos encontravam-se em constante respiração por uma abertura situada mesmo por debaixo da "mesa". Vi uma garagem que servia de habitação onde, no mesmo berço, dormiam quatro crianças, sendo o pai desempregado de longa duração, a mãe doméstica e os subsídios do Estado como única fonte de rendimento. Querem saber mais? Se quiserem, tenho mais casos. Senhores do O.G.N.C., não se esqueçam de envolver a população nesse processo de reabilitação/construção. Os rabopeixenses têm de sentir essas intervenções a correrem-lhes nas veias, pois só assim aprenderão a respeitar tudo o que por eles se fará e se tem vindo a fazer. Por vezes, criar é muito fácil, o mais difícil é manter. Em muitos casos, o cepticismo é a melhor arma para combater algumas desilusões. Todavia, demito-me de qualquer responsabilidade para a qual seja chamado, pois, agora, de fora, prefiro ser como Manuel Ferreira - "Alto como as estrelas, livre como o vento".
Carlos Estrela

04 fevereiro, 2005

Clarificação

Estou a escrever este "post" com o intuito, único e exclusivo, de esbater quaisquer equívocos que estejam a emergir em relação ao "O.G.N.C". Nunca critiquei o projecto aliás, o que assevero é bem visível nos meus artigos. Apenas insurjo-me contra as promiscuidades, intrujices e clientelismos a que toda a selecção esteve votada. Qualquer equívoco que gravite em torno desse assunto, apenas pode existir na cabeça daqueles que teimam em provar a sua inocência que, como muita gente sabe, é falsa. Se eu tivesse o poder social e institucional que outras pessoas têm, certamente estaríamos a postos para uma "conversa" de igual para igual. Assim não dá, pois repete-se a história de David e Golias, só que, desta feita, david não está interessado em "derrotar" Golias.

03 fevereiro, 2005

Promiscuidades ocultas

Sabem por que razão as entrevistas deram no que se viu? Sabem por que razão o que era verdade, num ápice, passou a mentira? Sabem por que razão alguém ficou no lugar que se viu? Eu sei! Talvez porque nem todos foram entrevistados. Talvez alguém tenha levado uma carta de recomendação de um(a) representante superior. Para uma próxima vez evitem confusões. Contratem um profissional totalmente alheio, isento e imparcial aos actos em análise, gravem as entrevistas e publiquem-nas. Se puderem, arranjem um circuito fechado de gravação vídeo, visto ser um importante instrumento que apenas credibiliza tudo e todos. "Antes Morrer Livres Que Em Paz Sujeitos".

02 fevereiro, 2005

A (i)legitimidade de uma entrevista.

Apresentei-me na sede da Junta da Vila às 15:30h do dia 29 de Dezembro de 2004, hora e dia que me tinham convocado. Como é da praxe, alguns nervos miudinhos resolveram fazer-me uma visitinha, mas depressa os expulsei, pois o meu conhecimento dos assuntos a esgrimir era mais do que suficiente. Esperei mais de meia hora e até tive tempo para trocar valiosas impressões com o senhor Martins. Após a audiência de outros dois competidores, chegou a minha vez. Entrei na arena de discussão, apresentei-me, apresentaram-se e lá começou o interrogatório. Não rara, mas consistente, esta foi uma prova que arranquei decidido a mostrar o que valia e o que sabia do assunto tratado. Foram-me feitas questões acerca da vida social da Vila, oportunos e viáveis parceiros a integrar no projecto, nomes de dirigentes de instituições, etç, etç, etç. Também me questionaram acerca das conclusões da minha tese final de curso que, para quem não sabe, foi subordinada às representações sociais e apropriações do espaço rabopeixense. Intitulei-a de: Espaços de Terra e de Mar - Rabo de Peixe - Uma Abordagem Sócio-Espacial. Repare-se que, nesse trabalho, não me circunscrevi à "zona do mar", o meu laboratório da trabalho foi, inquestionavelmente, a Vila de Rabo de Peixe no seu todo! Quem estiver interessado em conhecer os resultados pode ir à Junta de Freguesiada Vila, pois encontra-se lá um exemplar policopiado. Em fase de conclusão da amigável contenda, reparei no semblante do senhor que já está a gerir o "O.G.N.C." e descortinei um estado de admiração e satisfação perante o assistido. O mesmo senhor lançou-me as primeiras directrizes das futuras tomadas de decisão, orientações a ter com os lordes do continente português e, até me disse que no final do mês transacto esperaria ver a fase de planeamento quase concluida. Saí satisfeito comigo próprio e com o que tinha ouvido. Sendo um dado adquirido, a difícil mas não impossível, superação na entrevista por outros adversários assumia-se, cada vez mais, como um longínqua miragem. Não obstante o optimismo, estava severamente melindrado com um aspecto que, no início, me pareceu surreal e ilegítimo: quem me entrevistou era/foi um potencial candidato ao preenchimento de uma das vagas do corpo técnico. Num rasgo de lucidez vertiginosa questionei-me: onde está a deontologia desse processo? Será que é correcto um concorrente(já colocado) entrevistar outro? Não estará a pôr em causa toda a objectividade e veracidade emprestada a esse projecto? Mas, como era eu a "arraia miuda" lá "me calei e andei". No dia seguinte à entrevista passei por lá para falar com o senhor presidente. As minhas expectativas confirmavam-se - tinham ficado bem impressionados com a minha entrevista. Esperançado e de "crista no ar" fiquei um valente mês à espera da decisão. O que se passou a partir daí já sabem. O que não sabem, tal como eu não sabia foi que, a boa prestação revelada na entrevista tinha sido rudemente adulterada por alguns que não me quiseram ver no projecto. Talvez por antipatia ideológica ou dôr de cotovêlo familiar o Carlos Estrela foi preterido. Alegaram que os créditos demostrados no diálogo avaliativo não foram muito bons e que os dos outros concorrentes tinham sido superiores. Agora questiono: sendo de Rabo de Peixe e tendo respondido rápida e acertadamente às indagações, será que não foi suficiente? Será que os adversários passaram horas a beber alguma enciclopédia sobre Rabo de Peixe? Será que existe alguma enciclopédia rabopeixense que desconheça? Será que algum concorrente vive, em Rabo de Peixe há mais de 27 anos e, por esta via, conheça a realidade melhor do que eu? Terão alguns deles sido membros e participado em diversas associações, instituições e entidades diversas da Vila, tal como eu? Terão alguns deles feito alguns trabalhos científicos sobre Rabo de Peixe e que, esses mesmos, se encontrem ocultos na ignorância e prepotência de alguns? Fico por aqui! Agora só exijo uma coisa: não deturpem o que é correcto e verdadeiro!

01 fevereiro, 2005

Incompatibilidades!

No ponto 3.5 da página 52 do projecto de candidatura "Old Ghettos New Centralities" podemos ler o seguinte:
"(...) A Equipa Executiva Local destina-se a ser um "embrião" de uma futura equipa de desenvolvimento local, enquadrada pela autarquia local e com responsabilidades pela gestão do território. Neste sentido, esta equipa será também responsável pela promoção e desenvolvimento de parcerias locais sustentáveis, como objectivo de assegurar uma gestão eficiente e autónoma após a implementação deste projecto".
EQUIPA EXECUTIVA LOCAL

Uma equipa multidisciplinar em funcionamento (1 gestor de projecto, 1 arquitecto, 1 engenheiro, 2 sociólogos, 2 psicólogos, 2 assistentes sociais, 2 animadores, 1 técnico de saúde, 1 administrativo, e dois profissionais com competências a definir em função do desenvolvimento da actividade).

COMISSÃO EXECUTIVA
• INH
• Governo Regional
• Câmara Municipal da Ribeira Grande
(ONDE ESTÁ A jUNTA?)
1.ª questão: Sendo a equipa executiva local o "embrião" de uma futura equipa vocacionada para o desenvolvimento local, por que razão não incluiram pessoas de Rabo de Peixe?
2.ª questão: Estando a Junta de Freguesia da Vila de Rabo de Peixe, desde o início, envolvida na construção desse "sonho", por que razão não faz parte da Comissão executiva?
Alguém consegue ser coerente e realista, numa resposta a dar?

31 janeiro, 2005

Com a Carroça à Frente dos Bois.

Realmente esse mundo dá muitas voltas, mas mais voltas dá quem nele não sabe o que faz. Após tantas horas de debate, conversas sorrateiramente guardadas entre dentes, olhares venenosos e interesses inquietantemente escondidos, excluiram o sociólogo que até tem feito alguma coisa por e em Rabo de Peixe! Decisão tomada acta lavrada e assim foi. Não por obra e graça do Espírito Santo algo ou alguém começou a gerar alguma instabilidade e intranquilidade no seio dos cabeçilhas. Hoje de manhã ligou-me um senhor a convidar-me para ingressar numa prova para a qual já tinha sido rejeitado. Mas, será que estou a ver algum filme de ficção? Serei personagem sem o saber? Estarão a dar o dito pelo não dito, ou será que estão a tentar arranjar uma maneira fácil e subreptícia de se escapulirem à critica, consciente e verdadeira, de que estão sendo alvo? Cada qual sabe por que linhas se cose e eu já estou como o outro: "não sei se diga, não sei se faça, não sei se...". Realmente esse mundo dá muitas voltas!