14 julho, 2005

Para Comentar

«A lamentável exoneração do General Garcia Lopes, como responsável pelo Projecto EFTA para Rabo de Peixe continua a causar os mais diversos comentários. As notícias vindas a público e as que circulam nos habituais bastidores, culpabilizam os mixordeiros da política, especialistas nas cunhas e arranjinhos resultantes do compadrio partidário, sempre prontos a sacrificar pessoas, mesmo que sejam personalidades de alto gabarito, desde que tais nojentas atitudes lhes tragam niscas de putativos poderes. Depois, é o que se vê : concursos anulados, nomeações ilegais, providências cautelares, projectos parados e as inevitáveis vítimas desses sujeitos, que fazem da intriga e da chafurdice imoral um constante onanismo.»

Jorge Nascimento Cabral, quarta-feira, 6 de Julho, no Correio dos Açores.

P.S. Será que o senhor Nascimento Cabral pode divulgar o nome dos "mixordeiros da política" ? Só queremos saber se "eles" estão à esquerda ou à direita :)

12 julho, 2005

Queimados vivos

Se tivessem um sub-solo rico em "ouro negro", lá estariam os americanos a libertá-los da opressão dos rebeldes. Mas, como este caso não interessa, que se danem os congoleses.
Kinshasa - Cerca de 39 pessoas foram queimadas vivas numa aldeia da República Democrática do Congo por rebeldes ruandeses, como castigo pelo apoio dado às forças de manutenção da paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
A mesma fonte, Sylvie van den Wildenberg, disse que o ataque, que decorreu no último sábado, atingiu, sobretudo, crianças e mulheres, avançou esta terça-feira o jornal «Público», citando a Reuters.«A maior parte são mulheres e crianças», revelou a porta-voz, acrescentando que «algumas pessoas afirmam que foi uma retaliação por um recente ataque do exército congolês aos rebeldes. Outros afirmam que foi para desencorajar o apoio à presença crescente da missão das Nações Unidas», presente na região do Congo.Em deslocação ao local do massacre, membros da ONU disseram que as cabanas foram reduzidas a cinzas: «As cinzas estavam no local onde se erguiam dez cabanas, havia um par de valas comuns, onde foram enterrados», informou um elemento da equipa.As forças da ONU, acusadas de não protegerem as populações civis da República Democrática do Congo, decidiram intensificar as suas acções este ano, algo que não terá sido aceite de forma pacífica por parte dos rebeldes ruandeses.

06 julho, 2005

Umas anedotas à "borlix"

Ainda me doi o abdómen de tanto rir. Não creio que os jornalistas que construiram e fizeram fermentar essas notícias, sejam tão ingénuos ao ponto de acreditarem em tudo o que lhes é dito. Se o Dr. Alberto João Jardim diz que não quer os chineses e indianos a invadir o nosso pais, eu não quero o Sandro G. a profanar o nome da minha Vila. Como diriam os ilhéus marienses "bei bei bei, o Sandrinho a ordenhar cabras e vacas? Dá para acreditar?

30 junho, 2005

Adeus Senhor General

Este texto foi extraido daqui.
"Luciano Garcia Lopes, o general na reserva escolhido para gerir o projecto EFTA (Instrumento Financeiro do Espaço Económico Europeu) em Rabo de Peixe, foi afastado de funções pelo Governo da República.
A nomeação envolta em ilegalidades leva a que um despacho subscrito pelos ministros das Finanças e do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional afaste o gestor do projecto.Este despacho revoga assim o do anterior Governo da República que nomeava Garcia Lopes para o exercício daquelas funções com base na existência de “ilegalidades” no processo que colocou o militar reservista à frente deste projecto de luta contra a pobreza na Vila de Rabo de Peixe. Os actuais ministros Campos e Cunha e Francisco Nunes Correia apontam o dedo à forma como decorreu o concurso para a selecção do referido gestor, em Fevereiro de 2004. Neste caso uma Oferta Pública de Emprego, de que nem foi candidato Garcia Lopes. Na altura, o júri deu como vencedor do concurso uma outra pessoa, com base numa análise curricular e entrevista que o Ministério da Habitação veio a vetar, por alegadamente discordar da pessoa em causa para liderar o projecto na localidade açoriana.O Governo da República vetou a escolha inicial do júri, mas depois não criou condições para abrir o caminho a Garcia Lopes. Primeiro porque não anulou o concurso (a tal Oferta Pública de Emprego), segundo porque não cumpriu um artigo fixado no Estatuto da Aposentação que obriga à autorização especial do ex-primeiro ministro Santana Lopes que, embora prometida e necessária por se tratar de um reservista das Forças Armadas, acabou por não ser passada face à crise política de então, gerada pela dissolução da Assembleia da República. Resultado: a pessoa preterida para o cargo não se conformou e avançou com uma providência cautelar, através de duas acções no Tribunal de Lisboa, acabando por ganhar a causa".
Senhor General, após estes desenvolvimentos atordoantes quero dizer-lhe que o senhor é dos poucos inocentes de toda essa tramóia. Tanto quanto eu, sabia desde o princípio que este era um projecto que estava inquinado por agudices partidárias e, quando assim é, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Se agora está a viver a personagem de exonerado por ilegalidades cometidas no concurso, já sabe o que é ser-se preterido ilegalmente? Li os seus parcos comentários no Açoriano Oriental e, sinceramente, partilho da sua opinião. Também sabe que até às eleições não haverá novo gestor, logo perder-se-ão mais alguns meses de O.G.N.C. O conflito de interesses, os clientelismos, o tráfico de influências e as mordomias continuarão a ditar o rumo dessa montanha euromilionária. Acho incrivel que se fale de optimismos no meio de todo esse imbróglio, principalmente quando os "optimistas" são os verdadeiros causadores desta diarreia politico-social. Só espero que os habitantes de Rabo de Peixe não saiam prejudicados com essa exoneração e que escolham alguém que, além de possuir predicados à altura das exigências, dê continuidade à simplicidade e coerência do general deposto.
Tendo muito mais para dizer, prefiro ficar por aqui, não sem antes enfatizar um ditado popular: " A mentira tem perna curta".

14 maio, 2005

...

Recolho-me nas profundezas do silêncio para protecção daqueles de quem gosto e admiro.

04 maio, 2005

Um insulto à pobreza

Ganhos anuais obtidos, apenas, na prática do desporto!

1. David Beckham (GBR/Real Madrid), 25 milhões de euros
2. Ronaldo (BRA/Real Madrid), 19,6
3. Zinedine Zidane (FRA/Real Madrid), 13
4. Christian Vieri (ITA/Inter), 12
5. Alessandro del Piero (ITA/Juventus), 9,5
6. Frank Lampard (ING/Chelsea), 9,4
7. Raúl González (ESP/Real Madrid), 9,3
8. Thierry Henry (FRA/Arsenal), 9,2
9. John Terry (ING/Chelsea), 8,6
10. Luis Figo (POR/Real Madrid), 8,5
11. Ruud van Nistelrooy (HOL/Manchester United), 8,46
12. Ronaldinho (BRA/Barcelona), 8,2
13. Olivier Khan (ALE/Bayern Munique), 8,095
14. Roy Keane (IRL/Manchester United), 7,92
15. Patrick Vieira (FRA/Arsenal), 7,8
16. Michael Owen (ING/Real Madrid), 7,5
17. Francesco Totti (ITA/Roma), 7,4
18. Sol Campbell (ING/Arsenal), 7,3
19. Michael Ballack (ALE/Bayern Munique), 6,83
20. Rio Ferdinand (ING/Manchester United), 6,42.

29 abril, 2005

Em nome de ECCE HOMMO

Fico indignado, até mesmo horrorizado, com muitas manifestações de fé e sacrifício durante as festas do Senhor Santo Cristo. De vários pontos de globo, principalmente da diáspora, estendem-se corredores de promessas onde, cada um à sua maneira, tenta "pagar" ao Divino toda a ajuda prestada. Longos dias de espera e grandes poupanças durante um ou mais anos atingem o auge quando se toca no antigo Campo de São Francisco. A roda do convento não pára um minuto. A entrega de crianças aos cuidados das freiras, deu lugar ao "comércio" de velas, terços e imagens do Senhor. Movidos pela religiosidade, muitos crentes oferecem os ombros para carregarem centenas de kg de cera, enquanto que outros, na sua maneira de encarar a festa, vestem-se a preceito para se perfilarem na passerelle das vaidades. A fé e a ostentação confundem-se por entre lágrimas, suspiros e sorrisos desguarnecidos que convidam as objectivas electrónicas. Sou católico e defendo que cada qual tem o direito de se manifestar de acordo com as suas convicções e orientações várias. Portanto, ou por fé, ou por vaidade, todos têm o seu lugar de intervenção e exibição nessas celebrações. Quando olho para joelhos e pés ensanguentados de muitos "pagadores de promessas", questiono-me acerca das suas necessidades. Será que vale a pena sujeitarem-se a tanta flagelação? Será que se sentem mais responsáveis por cumprirem uma promessa? Será que não existem outras formas de se agradecer à Divindade? Será que, a única forma de se retribuir um "favor" é mergulhar na dor física e psicológica? Cada um escolhe um meio para atingir um fim. Respeito a maneira “calvariosa” que muitos elegem para se redimirem ante o Magnífico. No entanto, não posso concordar com o extremismo das situações. Concordo que, para muitos cristãos, a dor é o veículo máximo escolhido para se dizer obrigado a Deus. Acredito que outros acreditam na sua absolvição através da dor. Mas, será que, na sua mais alta imponência, um Deus quererá cobrar o sofrimento humano como forma de solver um “compromisso”? Quem cumpre uma promessa dolorosa para com o sobrenatural, certamente estará em condições de responder a isso. Muitos dizem-me…”tens essa opinião, porque nunca passaste por situações aflitivas”. Até posso concordar, talvez dar o benefício da dúvida.
Por falar em benefício da dúvida, dizem que é a maior imperfeição criada pelo homem.

20 abril, 2005

A falta de higiene fala mais alto

A notícia publicada pelo Açoriano Oriental, não me chocou nem me deixou indiferente, em relação à realidade dissecada. Sob o título "Sarna ataca escolas de Rabo de Peixe", o anunciado reveste-se da mais inteira imparcialidade e exequibilidade, salvo raras excepções. Até à saída do artigo, muitos rabopeixenses desconheciam ou ignoravam, consciente ou inconscientemente essa ameaça muda, mas manifestamente preocupante. A infecção despontou há mais de três semanas e, segundo fontes locais, os primeiros casos foram diagnosticados como sendo alergias ditas normais. Atempadamente, a contaminação foi circunscrita, mitigada, mas não debelada. Contrariamente àquilo que afirma o Delegado de Saúde da Ribeira Grande, que por acaso vive em Rabo de peixe, a situação não está controlada, pois houve e continua a haver propagação da doença parasitária. Qualquer leigo sabe que, para combater eficazmente esses surtos pestivos é necessário, sem qualquer reserva, recorrer a medidas que passam pelo afastamento cuidado e controlado dos sujeitos contaminados, em relação a outros actores sociais. Assim, havendo a necessidade de se proceder à desinfestação dos espaços habitados pelos hospedeiros do ácaro Sarcoptes scabiei, não me parece que estejamos a caminho de uma solução eficaz e eficiente. O combate nas escolas, através da limpeza e quiçá esterilização de instrumentos não é, por si só, suficiente para a erradicação da doença, pois as crianças na sua área residencial ou no seu espaço habitacional convivem com outras pessoas que, invariavelmente, estão sujeitas ao contágio. Logo, para que fosse possível falar em controlo e minoração da doença, era preciso lavar e descontaminar muitas dezenas de lares. Como se sabe, isso não foi nem será feito!
Relativamente à intervenção e exigida prontidão, por parte dos representantes do EFTA, desconhece-se qualquer posição ou medida. Apenas quero relembrar que a escola onde se detectaram os primeiros casos de escabiose (sarna), está a ser alvo de estudos para a ampliação e ou remodelação estrutural, sendo a demolição da mesma uma realidade equacionada. Emergem algumas nuances de inércia ou impotência de operacionalidade visto que, no âmbito do O.G.N.C. existe um protocolo firmado entre o Governo da República Portuguesa e a Organização Mundial de Saúde.
É preciso não esquecer que o O.G.N.C., de entre inúmeros campos de acção contempla, no seu núcleo duro acções como:
Melhoria das condições residenciais, ambientais e de saúde dos moradores
Melhoria da qualidade do ambiente e da saúde pública;
Incremento da sensibilização pública para os problemas de saúde
Outros…

Como dizia Mateus Vulgata: “A fructibus eorum cognoscetis eos” – “Pelo fruto conheço a árvore”.

14 abril, 2005

O Silêncio dos "Inocentes"

A notícia publicada pelo Açoriano Oriental, não me chocou nem me deixou indiferente, em relação à realidade dissecada. Sob o título "Sarna ataca escolas de Rabo de Peixe", o anunciado reveste-se da mais inteira imparcialidade e exequibilidade, salvo raras excepções. Até à saída do artigo, muitos rabopeixenses desconheciam ou ignoravam, consciente ou inconscientemente essa ameaça muda, mas manifestamente preocupante. A infecção despontou há mais de três semanas e, segundo fontes locais, os primeiros casos foram diagnosticados como sendo alergias ditas normais. Atempadamente, a contaminação foi circunscrita, mitigada, mas não debelada. Contrariamente àquilo que afirma o Delegado de Saúde da Ribeira Grande, que por acaso vive em Rabo de peixe, a situação não está controlada, pois houve e continua a haver propagação da doença parasitária. Qualquer leigo sabe que, para combater eficazmente esses surtos pestivos é necessário, sem qualquer reserva, recorrer a medidas que passam pelo afastamento cuidado e controlado dos sujeitos contaminados, em relação a outros actores sociais. Assim, havendo a necessidade de se proceder à desinfestação dos espaços habitados pelos hospedeiros do ácaro Sarcoptes scabiei, não me parece que estejamos a caminho de uma solução eficaz e eficiente. O combate nas escolas, através da limpeza e quiçá esterilização de instrumentos não é, por si só, suficiente para a erradicação da doença, pois as crianças na sua área residencial ou no seu espaço habitacional convivem com outras pessoas que, invariavelmente, estão sujeitas ao contágio. Logo, para que fosse possível falar em controlo e minoração da doença, era preciso lavar e descontaminar muitas dezenas de lares. Como se sabe, isso não foi nem será feito!
Relativamente à intervenção e exigida prontidão, por parte dos representantes do EFTA, desconhece-se qualquer posição ou medida. Apenas quero relembrar que a escola onde se detectaram os primeiros casos de escabiose (sarna), está a ser alvo de estudos para a ampliação e ou remodelação estrutural, sendo a demolição da mesma uma realidade equacionada. Emergem algumas nuances de inércia ou impotência de operacionalidade visto que, no âmbito do O.G.N.C. existe um protocolo firmado entre o Governo d

05 abril, 2005

Por Que Será?

Arreda oportunistas
"Os fundos EFTA para Rabo de Peixe já estão a dar muito que falar (pelas piores razões). Se é para encher os bolsos da meia-dúzia do costume, mais valia deixarem tudo como está. De uma vez por todas, apela-se aos que já tanto comeram dos cofres públicos que dêem agora o lugar a outros que querem fazer mais e melhor. “Please”, deixem em paz os carenciados. “Please”, não apregoem obra em vão. “Please”, não aticem a garganta cá ao Argolas. E apela-se ao Governo socialista de Sócrates que - neste caso, ao menos neste caso - “please”, não caia na tentação de nadar em águas turvas".

In: Expresso das Nove - 01/04/2005

Icebergue à Deriva no Antárctico

É assim que vem noticiado na edição on-line do Expresso de hoje: "O maior icebergue do mundo está de novo à deriva após ter estado encalhado três meses, durante os quais impediu a passagem de navios com abastecimento para estações científicas no Antárctico, disse hoje fonte oficial. O gigantesco icebergue, conhecido como B15A, está a afastar-se lentamente da estação norte-americana McMurdo Sound, cujo acesso tinha bloqueado, segundo Lou Sanson, chefe da estação científica governamental neo-zelandesa na Antárctida, localizada perto. O icebergue, de 160 quilómetros e com água suficiente para alimentar o rio Nilo durante 80 anos, tinha bloqueado a passagem de correntes marítimas e vento até ao braço de mar onde se encontram as estações, causando um aumento de gelo que impedia o movimento dos navios com alimentos e combustíveis. O bloco de gelo também ameaçou colónias de pinguins, agora com dezenas de milhares de crias para alimentar e com a necessidade de procurar comida a 180 quilómetros de distância. Antes do B15A ter encalhado, em Janeiro, os cientistas receavam que ele embatesse num glaciar de 70 quilómetros situado perto da estação norte-americana. O icebergue está a aproximar-se agora daquele glaciar a uma velocidade de cerca de um quilómetro por dia, mas parece improvável que venha a colidir com ele, segundo Sanson".

04 abril, 2005

Óhhh Colega Isso Não Tá Pago

Há algumas semanas atrás fui "prá night", para fugir ao stress diário do meu trabalho. Da pequena/grande escolha que nós temos, saiu-me o Bar Karamba na rifa. Cuidado, não é o de Cancun, é o de Ponta Delgada, embora ache que o nome do "nosso" tenha sido germinado a partir deste. "Boa noite", entregaram-me o cartão de consumo e entrei. Empurrões daqui, bafios tresandando a vómito dali, e lá continuei a abrir caminho. Como o calor era insuportável, subi as escadas que dão acesso ao primeiro piso para ver se fazia valer a minha intenção de "curtir" aquela night. Dirigi-me ao bar, pedi um vodka/Red-Bull com duas pedras de gelo...claro, não fosse a menina encher o copo de gelo, como noutras vezes passadas. É assim, se um gajo não está de olho aberto servem-nos gelo com bebida, quando, supostamente, deveria ser ao contrário. Agarrei no copo, avancei mais uns passos e estacionei no primeiro anel que circundava o núcleo dançante da pista. Quando dei por mim estava a assistir a um verdadeiro mercado de comercialização de tusa tanto masculina, como feminina, onde alguns rurais se atiravam a umas estrangeiras semi-embriagadas. Então era assim: um deles, decidido, fazia uma investida tipo Zé Zé Camarinha, a gaja ria-se, ria-se, ria-se e quase que batia com a sua cabeça nas das amigas. Havia um que, parecendo-me mais sóbrio e menos atiradiço, servia de intérprete à matilha. Era recadinho para cá, recadinho para lá e o mirones eram já em grande número. Um dos rurais até abriu o seu camiseiro até meio, não fossem os seus créditos de virilidade desacreditados, ali mesmo. "Comer" uma daquelas tipas seria um troféu inesquecível , onde o "vencedor" passaria a ser respeitado pelos seus súbditos fieis - como macho dominante a liderar um grupo de rebarbados. O tiro saiu-lhes pela culatra, porque entretanto chegaram os amigos das estrangeiras, também estrangeiros, e começou o chavascal nórdico. Aborrecidos e destrunfados, os campóneos "levantaram a tenda e foram pregar para outra freguesia". Numa intra-gargalhada fui buscar mais um copo e decidi pagar, pois a partir de determinada hora começam a fazer fila. A menina, franzinha no aspecto, recebeu o dinheiro, carimbou o meu passaporte de saída e devolveu-me o troco. Fiquei mais um pouco, mas o ambiente estava a ir de mal a pior portanto, decidi ir embora. Chegado à porta de saída entreguei o cartão ao porteiro, que estava todo sorridente e a mascar pastilha elástica como uma vaca que come palha pela primeira vez, e desejei-lhe boa noite. Disse-me ele num ar arrogante : "óhhh colega isso não está pago". Por três segundos pensei ...porra mas eu acabei de pagar, será que aquela pantouca da empregada não registou o pagamento? Ele novamente: "tem de ir pagar isso, se bebeu tem de pagar". Fiquei com o veneno em franja e disse-lhe educadamente ...já lhe disse que acabei de pagar, portanto se há algum problema esse não é meu ok. Entretanto algumas pessoas estavam a presenciar a cena e, se calhar, dizendo..."mais um que quer beber "à pala". Finalmente convenci o gajo a verificar, clinicamente, o cartão e, graças a Deus, o vesgueta lá descortinou os vestígios do carimbo num canto do cartão. Já todo f..... com a situação aconselhei-o, ironicamente, a ter mais cuidado com esse tipo de interpelações e que cumprisse o seu trabalho discretamente. O gorila com cérebro de lagarto e com vocabulário reduzido a 30 palavras, apenas me disse que não tinha culpa e que o problema não era dele. Nem pediu desculpas pelo incidente...grande asno. De quem é a culpa? Ora, o problema foi gerado pela incompetência de muita gente que usa a sua corpulência ou o corpinho esbelto para fazer tudo o que lhes dá "na gana". Os problemas dessa natureza são gerados pelos oligopólios de diversão nocturna, que não deixam muita margem para uma concorrência leal e saudável. Basta recorrermos às recentes cenas de pugilato que foram desencadeadas entre gorilas do Karamba e os do Fair Play. Será que nunca se apuraram as verdadeiras causas de tal contenda? Não terá sido a "dôr" de partilha dos oligopólios entre esses espaços que levou à guerreia? Fico triste por saber que, o que se passou comigo, passa-se com muitas pessoas que são alvo de grosserias e palermices de outros que, por pura insolência e arrogância, pensam que são muito bons naquilo que fazem, logo são insubstituíveis, acham. Contudo, esses espaços continuam sempre cheios e sem o mínimo de condições de segurança. Vamos lá ver se isso muda nos próximos anos, aguardo pacientemente.

29 março, 2005

O Novo Código de Estrada

Para que não restem muitas dúvidas a todos os condutores que têm o "hábito" de transgredir as leis da estrada, aqui fica o manancial de informações que farão qualquer um ficar com os olhos vidrados. Quando menos esperar-mos, poderemos receber a visita de uma cartinha registada pela Polícia de Segurança Pública. Incrédulos, muitos dirão adeus às férias no Brasil ou em Cuba sendo que, muitas coimas ultrapassam os "míseros" 500.00 euros.

21 março, 2005

Martinica a Nú

Indo ao encontro das expectativas do nosso amigo Nuno Barata, confirmo que a Martinica não corresponde, totalmente, às imagens que são vendidas pelas agências de viagens. É habitada por um povo que ainda se tenta libertar das amarras da escravatura, como também das pesadas restrições políticas e económicas impostas pelo Berço da Democracia. Ainda subsistem, felizmente, alguns traços culturais que nem mesmo a "ditadura" do desenvolvimento conseguiu abolir, estando a riquíssima variedade gastronómica e o luxuriante folclore - manifestos bastiões das tradições crioulas - bem presentes no dia-a-dia martiniquense. Fazendo um breve incursão pela capital da ilha, Fort du France, consegue-se apreender grande parte da amálgama sócio-económica que caracteriza as vias de desenvolvimento locais. A começar pelo aeroporto, o "turista" é submetido à escolha de: autocarros públicos verdadeiramente obsoletos; táxis que quase nos levam "os olhos da cara" e carros de aluguer que se encaixam no modelo europeu de tarifários. Em redor do coração da capital, continuam a crescer alguns prédios destinados ao albergamento das elites locais, bem como de alguns capitalistas estrangeiros que escolhem o lugar para aquisição de habitações de veraneio. É um verdadeiro luxo andar nos condomínios privados, observar o vaivém de viaturas topo de gama, onde o único sinal de semelhança com as sucatas ambulantes dos locais é o 972 na chapa de matrícula. A discrepância em termos de índices de conforto é abissal e, nem mesmo a restauração e os espaços diversão nocturna são alheios às diferenças nos bolsos de cada um. Não raro, são observadas esplanadas repletas de turistas, grelhadores a fumegar, cerveja à distância de um pedido e, como não podia deixar de ser, os pretinhos passam ao lado, cheiram, vêem, põem a mão no bolso e perdem a vontade de comer e beber. É uma triste sina não poder compartilhar das "vantagens" que são proporcionadas pelo turismo. Nos Açores isto ainda não se passa, pois podemos comer, beber e desfrutar de tudo aquilo que é oferecido ao nosso turismo de pelintrice. Aliás, qualquer um de nós pode ir a um centro comercial, fazer umas comprinhas, depois seguir para o quarto de hotel e banquetear-se com o resultado de míseros euros. Comprar uma simples Lorraine (cerveja produzida na martinica), é uma tarefa que requer, no mínimo, entre 2 a 2 euros e meio. Se a Especial custasse 2 euros num estabelecimento comum, a Melo Abreu, certamente, não estaria em vias de passar para as mãos de açorianos. Quem se queixa das estradas que temos, cá na ilha, poderia ir ver as da Martinica. Qualquer um ficaria assustado com o estado de conservação das mesmas. Fiquei com a impressão de que os buracos são adereços a conservar logo, quantos maiores forem melhor. Nas estradas existem muitas placas com a seguinte inscrição: " O Concelho Geral Moderniza", o que na nossa realidade corresponderia a outros tipos de publicidades baratas. A diferença é que, por cá, sempre se faz alguma coisa enquanto que lá nem por isso. Apesar de haver uma biodiversidade incomparável, nota-se alguma negligência e descuido no que respeita ao cuidado a ter com a paisagem arbórea e florícola. As plantas nascem e crescem espontâneamente, colibris abundam em qualquer jardim, mas continua a faltar o cuidado que a mão humana empresta à exuberância das espécies. Paralelamente a essa natureza viva, aliás, bem presente nas imediações das calorosas praias das costas da ilha, cultivam-se intermináveis extensões de cana-de-açúcar e produzem-se toneladas de banana, destinadas à exportação. Ironicamente, o trabalho nos campos é "escondido" dos turistas. Porquê? Porque ainda subsistem alguns filamentos de servidão, em que centenas e centenas de homens e mulheres se levantam pelas quatro da manhã, agarram nas foices e lançam-se em mais um dia de trabalho em prol da sua sobrevivência. O turismo da Martinica é um turismo de praia, que passa muito ao largo dos reais problemas daquela população e nem sequer se envolve na preservação dos ecossistemas locais. Visitei uma associação ambientalista denominada de AMEPAS e verifiquei que o seu presidente, Moïse Loumengo, funcionário do serviço de finanças local, defende com unhas e dentes as "salines". As salines são um conjunto de praias de areia branca repletas de coqueiros e palmeiras que se estendem ao longo de vários kms. Contou-me que travou uma luta com empresários locais durante 10 anos, porque os capitalistas queriam avançar com um projecto de construção de condomínios de luxo, uma marina, aeródromo particular, isto tudo sobre uma reserva ambiental. Nesta mesma conversa, levantou uma questão muito pertinente: " se os países ricos, abastados em meios financeiros, não conseguem proteger os seus recursos, como conseguirão os pobres defender os seus mais valiosos bens"? Porém, segredou-nos que o presidente da Câmara de Sainte-Anne também é um ambientalista ferrenho e enquanto presidir à autarquia, jamais abdicará das "suas salinas". Seria bom se tivéssemos muitos presidentes desse calibre. Quem quiser ir à Martinica, poderá contar com a simpatia, amizade, simplicidade e sentido hospitaleiro dos locais, pois foi isso que eu tive a oportunidade de ver e sentir. Não se esqueçam de levar um repelente para os insectos e muitos euros para gastar.

16 março, 2005

Voltei das "Férias"

Olá amigos e amigas. Acabei de chegar das minhas "férias" na Martinica, que como sabem fica nas antilhas, perto da reentrância que faz a ligação entre a América do Norte com a América do Sul. Fui participar num seminário promovido pela Agência Nacional Francesa para a Juventude, tendo como temática de envolvimento global as sensibilidades e actividades que giram em torno dos mares e oceanos. O encontro foi denominado de Se@ctions e trouxe a lume muitas das problemáticas e viroses sociais que também afectam o nosso meio ambiente. Como repararam pus a palavra férias entre parêntesis, porque esta acção foi declarada de INTERESSE PÚBLICO através de despacho exarado pelo Exmo. Secretário Regional da Educação e Ciência. Portanto, desengane-se quem achou que fui fazer férias :) . Como devem calcular, tenho muitas coisas para vos contar mas, também tenho a secretária apinhada de trabalho e muitas mordidelas de mosquitos para eliminar. Também trouxe algum bronze e muitas fotografias para vos mostar. Até breve

18 fevereiro, 2005

Parabéns Pedro

Num total de 290 escolas inscritas a nível nacional, no HEMICICLO - Jogo da Cidadania, a escola Antero de Quental arrecadou, como se sabe, o primeiro lugar. Como se isso não fosse apenas um excelente prenúncio, os jovens foram a Estrasburgo e conquistaram o segundo lugar no ranking europeu - excelente, nem que seja, apenas, para dar o exemplo aos cubanos. Agora perguntam-me: mas o que é que isso tem a ver com o blog do Carlos Estrela? Tem tudo!!! Dessa comitiva ocupava um lugar destacado, o meu primo Pedro João Estrela Melo, conhecido prodígio nas bandas do liceu. O irónico da situação é que apenas tomei conhecimento do facto pela RTP-A, onde o meu parente falou, e muito bem, perante as câmaras daquela estação televisiva. Faço uma introspecção e pergunto-me: mas que raio de primo és tu que não sabias dessa ida ao coração da Europa? Encontro a resposta nas vicissitudes de um quotidiano cada vez mais cercado pela falta de tempo para tudo, pela agonia em cumprir horários e pelas relações humanas que se degradam em prol de uma sociedade em crescente egocentrismo e competição colectiva. Só tenho pena que os rabopeixenses que se distinguem pelas melhores razões, apenas sejam reconhecidos fora da sua terra... Ó primo, cumprimentos e renovadas felicitações para ti.

15 fevereiro, 2005

Despudores e Hipocrisias

A Dona Maria Corisca, no jornal "Correio dos Açores", do passado dia 13 de Fevereiro, escreveu o seguinte:
"Ricos! Depois da visita que César e Contente fizeram a Rabo de Peixe ficou tudo em polvorosa porque escapuliu uma conversa entre membros do governo segundo a qual depois do dia 20 vão rolar cabeças no projecto EFTA já que é preciso substituir os que estão pelos rosas que pensam vir...
Isso é que se chama assalto despudorado ao poder e manipulação de um projecto que devia ser consensual. Estou pronta para denunciar publicamente todos os atropelos que por ventura venham a cometer, seja quem for..."
Pois bem, senhora Corisca, só é pena que apenas tenha ficado sensível à anarquia que domina o EFTA, depois de uma visita governamental à minha e "também sua", Vila de Rabo de Peixe. Será que não sabe de mais nada que se tenha passado com esse "venturoso" EFTA? Tem certeza disso? Pois deveria saber! Como diz, para "(...)um projecto que devia ser consensual", estamos muito longe de atingir as metas propostas. Fala, também, em "manipulação de um projecto". Ora, aconselho-a a ir para o terreno para ver, com os próprios olhos, a feroz manipulação a que o projecto já foi e continua votado. Perante tais congestionamentos de natureza político-partidária, acho muito estranho que não tenha apontado o dedo às hostes laranja, pois, segundo se sabe, existem alguns guilty's no meio de tanta barafunda. Está bem, eu compreendo, não pode descuidar o seu "ninho". Mas uma coisa digo-lhe, se gostasse tanto da sua Vila como diz, averiguava por que razão foram proferidas as infelizes e burricadas palavras: "esse não vai entrar porque vai ser candidato do PS à Junta de Freguesia"; ou então, "essa não vai porque é muito doida"! Tenham santa paciência, deixem-se de politiquices e constatem o que benéfico para a população. Toda a gente sabe de todo o complot que foi/é disputado no O.G.N.C, menos a dona Maria Corisa. Muito estranho não acham? HAJA SAÚDE!

11 fevereiro, 2005

Para reflexão

No passado dia 21 de Janeiro, a revista "flash" publicou um artigo - "Morder a Mão que Alimenta" - que teve como autora a Psicoterapeuta, Mestre em Psicopatologia e Psicologia clínica - Teresa Paula Marques. Após a leitura fiquei a pensar e, ironicamente, transportei algumas passagens para a realidade de muitas famílias em Rabo de Peixe. Dizia a dr.ª Teresa Marques, o seguinte: "(...) Vamos então imaginar que um dia chegamos ao pé de um desconhecido, que vive na rua, e oferecemos-lhe um tecto, dinheiro, roupas, comida, amizade, sem lhe pedirmos nada em troca. O mais certo é estarmos a criar todas as condições para que ele vá ter uma atitude de ingratidão. O que irá acontecer é que, pouco tempo depois, ele estará instalado (e bem) nessa situação e desejará mais e mais. Aliás, em vez de desejar passará a EXIGIR cada vez mais atenções e mordomias, por considerar natural e obrigatório tudo aquilo que é feito por ele. Inconscientemente, ele vai agir como se fosse ele, e não nós, quem está a fazer um favor. (...) Simplesmente o que acontece é que sabendo como tudo se passou, tem consciência plena que todas estas atenções não foram conquistadas, mas sim concedidas de "mão beijada". Agora analisem esta transposição à luz dos seguintes conceitos vigentes em Rabo de Peixe:
1.º Pobreza
2.º Subsídiodependência
3.º Estado como garante de sobrevivência
4.º Subordinação de muitos deveres a direitos
5.º Alienação dos verdadeiros estados de cidadania
6.º Mórbida passividade face à auto-resolução de problemas
7.º Tendência para a vitimização
8.º Representações sociais inclinadas para a manutenção da indigência humana
9.º Repercussão da cultura de pobreza
10.º Rendimento Social de Inserção desajustado
11.º Muitos mais...
Pensem nisso e digam-me a que conclusões chegaram.
Carlos Estrela

10 fevereiro, 2005

Ponto Final!

Amigos e conhecidos leitores, já decidi. Não vou fazer parte da equipa oficial do O.G.N.C, mais conhecido por projecto EFTA. A comunicação oficial ainda não foi difundida, no entanto tenho a certeza que todos os intervenientes no obscuro processo já a conhecem. Declaro que não tomei essa decisão de ânimo leve, pois sempre foi pretensão pessoal fazer parte de um instrumento de mudança que fosse capaz de revolucionar, pela positiva, a Vila de Rabo de Peixe. Basta ver o pendor académico que sempre emprestei às questões directamente relacionadas com a Vila. Encoberto por um Dejá Vu, conhecido dos mais diligentes rabopeixenses, o O.G.N.C caminhará, certamente, para um labirinto onde, nem os mais francos intervenientes, terão a erudição necessária à suplantação das adversidades impostas (veja-se o caso de outros projectos que começaram da mesma maneira). Oxalá não se afundem no erro pecaminoso de terem preterido, inicialmente, quem tinha interesses e vocações firmados. Rabo de Peixe é um mundo à parte de todos os que já foram intervencionados por semelhantes medidas. Não pode nem deve ser alvo daquilo que chamamos "chapa cinco". Existem particularidades a respeitar, a integrar e a prosperar. Existem meios que, para serem penetrados com exequibilidade, objectividade e racionalidade, necessitam de uma mão conhecedora. Muitas das nervuras sociais que lá se encontram são hipersensíveis e envolvem um enormíssimo contexto plurifactual onde todas elas se encontram e divergem. Muitos factos e/ou fenómenos sociais lá existentes são únicos na sua sócio-morfologia, devendo tal peculiar revestimento a todos os agentes sociais que agem, quase que, de uma forma mecânica e (in)consciente. Não alvitro para criar, aqui, um ambiente apocalíptico, comento com o conhecimento de causas que fui adquirindo ao longo de muitos anos de recolha e percepção de vivências. Não tenho muita experiência profissional, mas da social, tenho mais que muita. Nos últimos 16 meses trabalhei com as partições sócio-habitacionais de maior sensibilidade e carência de Rabo de Peixe. Também elaborei muitos diagnósticos e verifiquei in loco os verdadeiros estados da indigência humana. Como diria o meu professor Dr. Octávio de Medeiros, vi o rosto da pobreza e da precaridade extremadas. Vi casas onde, tanto o contador de luz, como o de água não existiam, depreendendo-se que não tinham nem água nem luz. Vi casas onde, em pleno Verão, crianças dormiam na mais profunda exiguidade do espaço-habitação, cobertas de moscas e expostas a um ar total irrespirável. Vi casas onde, numa cozinha, o chão servia de mesa e os esgotos encontravam-se em constante respiração por uma abertura situada mesmo por debaixo da "mesa". Vi uma garagem que servia de habitação onde, no mesmo berço, dormiam quatro crianças, sendo o pai desempregado de longa duração, a mãe doméstica e os subsídios do Estado como única fonte de rendimento. Querem saber mais? Se quiserem, tenho mais casos. Senhores do O.G.N.C., não se esqueçam de envolver a população nesse processo de reabilitação/construção. Os rabopeixenses têm de sentir essas intervenções a correrem-lhes nas veias, pois só assim aprenderão a respeitar tudo o que por eles se fará e se tem vindo a fazer. Por vezes, criar é muito fácil, o mais difícil é manter. Em muitos casos, o cepticismo é a melhor arma para combater algumas desilusões. Todavia, demito-me de qualquer responsabilidade para a qual seja chamado, pois, agora, de fora, prefiro ser como Manuel Ferreira - "Alto como as estrelas, livre como o vento".
Carlos Estrela