06 dezembro, 2006

Primeira Bolsa

Conheço a miúda a quem se destina esse apoio. É louvável a intenção e tenho a certeza que a aplicação de cada cêntimo será exemplar. Que a menina, neta do saudoso "tio Joaquim da Maia" tenha muitos sucessos e traga para Rabo de Peixe mais um triunfo académico.

06 novembro, 2006

O lixo que dá dinheiro

Constato, entristecido, que Rabo de Peixe continua a ser a galinha dos ovos de ouro de um determinado número de associações com sede noutras paragens, que não a nossa. Um episódio recente, sobejamente ilustrativo da mixórdica e gonorreica luta que se abate sobre os dinheiros destinados a Rabo de Peixe, marcou a paisagem social do nosso Porto de Pescas, no passado dia 28 de Outubro. Até a Polícia Marítima estava presente com as suas carrinhas "baywatch", facto raro, pois é mais fácil haver uma aparição a pastorinhos em Rabo de Peixe, do que vislumbrar tal autoridade no nosso Porto de Pescas. O aparato foi encenado ao jeito de uma grande produção de show-off, onde não faltaram fitas delimitadoras de espaço e paineis que não captaram a atenção dos poucos rabopeixenses que, por lá circulavam. E as forças vivas de Rabo de Peixe, onde estavam? Foram convidadas a intervir ? Alguém sabia da existência dessa acçãozinha de limpeza? NÃO!!! Então, como querem que as forças vivas de Rabo de Peixe se sintam? Sorridentes por uma banalidade dessas? Confiantes nos resultados "obtidos" ? Será que os mentores dessa brincadeira sabiam da existência de um Clube Naval de Rabo de Peixe, da existência de um Clube Atlético que possui uma vertente náutica de recreio? Será que esses chicos espertos sabem que, tanto o Clube Naval, como o Clube atlético desenvolvem acções conjuntas em matérias de limpeza e protecção ambiental? Acham que tiveram algum impacto em Rabo de Peixe? A resposta é: em Rabo de Peixe ZERO, na Comunicação Social que, para eles é o que mais importa, talvez 5 (numa escala de 0 a 10). Portanto, para não me alongar muito mais, gostaria de apelar aos senhores que gerem os dinheiros públicos que, apoiar acções dessa natureza,que não implicam a população alvo e forças vivas locais, é crime! E, ainda ganha mais relevo quando a limpeza apenas se restringiu a meia dúzia de objectos poluidores que se encontravam no fundo da bacia marítima. E o lixo que está na Orla, por que não o limparam? Será que a Norte Crescente estará a preparar a entrega de mais algum projecto que leve na calha a poluição em Rabo de Peixe, como meio de angariar fundos governamentais para os seus devaneios associativistas?

01 novembro, 2006

"Eu Não Vou Chorar"

Continuando a defender o que aqui escrevi, é notável o que esse clip consegue transmitir sobre o modus vivendi das crianças de Rabo de Peixe. Um verdadeiro retrato à boa maneira rabopeixense.
EU NAO VOU CHORAR

20 outubro, 2006

Despenalização, sim ou não?

Por falar em despenalização do aborto, aqui fica uma opinião do lusitano historiador J.A. Saraiva.

A atracção pela morte é um dos sinais da decadência. Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê?
Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população.
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos
dos que trabalham. Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo. Um sinal de saúde. Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.
Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má.
Que deixa traumas para toda a vida.
E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo.
A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto – tem de ser a oposta.
Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar – tem de ser a oposta.
O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.
Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro?Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?

19 outubro, 2006

Qualidade Ambiental ?


Várias pessoas, de várias origens, de diversos quadrantes da nossa sociedade já se debruçaram sobre a ameaça ambiental que é a Cofaco, na Vila de Rabo de Peixe. Pessoalmente, continuo incrédulo face à passividade das autoridades locais, regionais, nacionais e europeias. Num século onde, o homem tende a cavar a sua própria sepultura, não parece haver muitas dúvidas quanto à contribuição poluidora dos esgotos que aqui se mostram. Convém realçar que, a poluição da Orla Marítima de Rabo de Peixe não se reduz a umas caixas azuis e/ou a outros equipamentos abandonados na nossa "rocha". A poluição da nossa Orla Marítima também está, de uma maneira muito subtil, escondida lá para os lados do Património dos Pobres, vulgo Biscoito. Agora pergunta-se, onde estão os Vigilantes da Natureza? Onde estão os inspectores das instâncias europeias e regionais que tantos apoios dirigem à Cofaco? Quem cuida da qualidade de vida dos rabopeixenses? Quem garante que, os nossos descendentes não continuarão a assistir a esse triste cenário? Pelos vistos, ninguém!

17 outubro, 2006

Adeus Jack

A cultura musical de Rabo de Peixe e da Diáspora Rabopeixense está mais pobre. Jack Sebastião, o incontornável vulto da música lusófona foi encontrado morto em sua casa. As causas ainda são desconhecidas. Para trás fica a obra de um homem que assinou a autoria de centenas de músicas e letras, que deram corpo a cd's de inúmeros artistas. Em Rabo de Peixe, além de outras coisas, fica a saudade da sua excentricidade em palco e nostálgico sabor das suas melodias. Que a sua ALMA descanse em PAZ.

15 outubro, 2006

Um Governo Amigo de Rabo de Peixe

O presidente do Governo Regional dos Açores considerou, hoje, os investimentos na habitação como um dos principais instrumentos de combate à pobreza, daí a aposta do seu executivo na afectação ao sector de verbas cada vez maiores.
Na cerimónia de lançamento da primeira pedra do projecto de construção de 61 novas habitações no loteamento do Bairro dos Pescadores de Rabo de Peixe, orçado em 4,8 milhões euros, Carlos César realçou os avultados investimentos, programados ou executados, nesta vila da costa Norte de S. Miguel, na área da habitação.
Só de 1997 a 2005, a Administração Regional investiu, no sector, em Rabo de Peixe, cerca de oito milhões de euros e, até ao final de 2008, está prevista uma aplicação de mais seis milhões, acrescentou.
O chefe do executivo acentuou a importância da melhoria das condições de habitação numa zona com tradicionais problemas sociais, mas sublinhou que a intervenção do executivo na Vila se tem alargado a outros sectores para permitir uma maior autonomização das famílias e a dinamização económica.

“A Vila de Rabo de Peixe está a mudar todos os dias”, assegurou, ao destacar a sua convicção de que, face aos seus níveis de desenvolvimento, vai deixar de ser a localidade procurada pelos fotógrafos para documentar a pobreza.
“Vão ter de se transferir para outra freguesia”, considerou, indicando que o empreendimento que hoje arrancou vai implicar um investimento do Governo de 2,5 milhões e de euros, cabendo ao Instituto Nacional da Habitação (INH) a parte restante do esforço.

22 agosto, 2006

Quota de Goraz

Quando se trata de defender os seus interesses, os pescadores de Rabo de Peixe são inultrapassáveis. A foto foi retirada de uma edição do A.O. e ilustra a "luta" que alguns dos nossos Homens do Mar travaram com as autoridades sobre a distribuição de quotas de goraz. A postura corporal, vista numa óptica pacifista, é digna de aplausos.

28 julho, 2006

Pela Negativa

Alguns jornais regionais apresentam hoje a seguinte notícia: " A esquadra de Rabo de Peixe deteve um homem de 34 anos de idade por agressão, coacção, injúrias e ameaças a dois agentes policiais a fim de evitar que os mesmos efectuassem a detenção em flagrante delito de um familiar que se encontrava a furtar.
Em consequência das agressões, um dos agentes foi receber tratamento hospitalar ao Centro de Saúde da Ribeira Grande, tendo sido posteriormente transferido para o hospital de Ponta Delgada, para melhor avaliação das agressões a que foi sujeito.
A mesma esquadra deteve, ainda, um homem de 47 anos de idade, por condução ilegal de um veículo."

27 julho, 2006

O iate está abandonado

Noticia o Açoriano Oriental que, o veleiro que deu à costa em Rabo de Peixe está abandonado no cais. O mesmo já foi alvo de várias pilhagens e, nem as seguradoras, nem a filha do falecido proprietário , mostraram interesse pela posse do barco. O desinteresse prende-se ao mau estado em que se encontra a embarcação. Provavelmente teremos mais um barco abandonado em Rabo de Peixe, contribuindo para a poluição visual e ambiental da nossa paisagem marítima.
Ficarão as autoridades competentes alheias a esse facto? Estaremos cá para ver.

17 julho, 2006

Há cada história


Um australiano que alega ter tido relações sexuais «com a mulher errada» depois de entrar num quarto escuro na casa da editora de uma revista de Sydney foi acusado de violação, noticia o Daily Telegraph.
Paul John Chappell, de 31 anos, foi convidado pela editora a ir até casa dela depois de se terem encontrado numa saída nocturna. O par foi para a cama e Chappell levantou-se depois para ir até à casa de banho. Mas no regresso ao quarto, Paul alega que se enganou na porta e entrou no quarto onde a companheira de casa da editora, de 23 anos, dormia.
Entrou para a cama e iniciou o acto sexual, alegadamente acreditando que estava com a outra mulher. A companheira de casa colaborou porque pensava que era o namorado que tinha ido para a cama, após ter adormecido no sofá.
Só quando acendeu a luz é que se apercebeu que era Chappell que lá estava e não o namorado, que continuava a dormir no sofá.
A rapariga acusa-o agora de violação. Chappell garante estar inocente e o argumento a utilizar pela defesa é que «tudo não passou de um engano. Ele cometeu um erro. Entrou no quarto errado e teve relações sexuais com a pessoa errada».
Em declarações à polícia, a editora afirmou que Chappell estava «muito bêbeda» quando chegaram a casa e que quando foram para a cama ela recusou-se a ter sexo.
O julgamento está marcado para a próxima semana.

04 julho, 2006

Iate dá à Costa

Até agora, pouco se sabe sobre esse iate. Deu à costa na madrugada do passado Domingo e continua balançando sobre as rochas da "Cova da Moura". Da tripulação não há sinais de existência, quanto ao resto as autoridades continuam a investigar.


22 junho, 2006

AJURPE

Surgiu uma nova Associação Juvenil em Rabo de Peixe. Dá-se pelo nome de AJURPE - Associação Juvenil de Rabo de Peixe e tentará encontrar o seu próprio espaço na nossa Vila. Para mais informações, pode-se ir visitando regularmente o novo blogue. Clique aqui

Uma abordagem brilhante, só podia


"Às vezes fica-se com a ideia de que quem escreve nos jornais pensa que sabe tudo. Quando Pinto Balsemão foi proposto para primeiro-ministro, o Jorge Cabral, com o conhecimento de causa que se lhe reconhece, disse-me que não lhe augurava grande futuro nessas funções porque, como jornalista, sabia um pouco de tudo mas não era especialista em nada. Pareceu-me uma boa definição, confirmada pela passagem efémera de Balsemão pelo cargo. O assunto que trato hoje é demasiado sério para que me bastasse esse tal saber de tudo um pouco. Acerca de Medicina sei apenas aquilo que faz parte da cultura geral, e por isso tive o cuidado de ouvir a opinião de um amigo médico continental, que tem um coração do tamanho da vida. Mas ele não se contentou em dizer-me o que sabia, e pediu parecer a um dos maiores especialistas portugueses nessa área. (Esta explicação prévia era importante, para que não houvesse quem pensasse que eu estava a arriscar-me por caminhos para os quais não tenho pés para andar.)Nunca pedi um favor pessoal a Carlos César. Mas, hoje, e embora eu nem sequer tenha gente conhecida nas condições do exílio referido no título, é como se o fizesse. E por isso invoco tudo o que nos une há muito tempo, quer a amizade quer os ideais políticos, para que ele e o seu Governo levem muito a sério o que sugiro. Mais do que sugerir, aquilo que peço, e, se for preciso, suplico.Uma das situações de doença em que mais me aflige pensar é a de quem necessita de hemodiálise. Vidas presas pelos tubos de uma máquina, três vezes por semana. Vidas que se acabam em pouco tempo, se não puderem dispor desse substituto das funções renais. E por isso se exilam da sua ilha quando nela não há serviço de hemodiálise, o que é o caso da maior parte delas. Sei de uma senhora das Flores que viveu os últimos catorze anos na Terceira. E sei de outra de Santa Maria que está desterrada na Ribeira das Tainhas. Sobre estes dramas, ou se escreveria um livro ou não poderá dizer-se nada...O que explicou o especialista que referi pode resumir-se simplesmente no seguinte: uma solução para estes casos não passa de uma opção política. Actualmente, há unidades de hemodiálise que podem ser instaladas até em casa do próprio doente. Essas máquinas requerem cuidados especiais, sobretudo no que respeita à sua manutenção e à água que nelas é utilizada, o que todos nós ficámos a conhecer bem pelo triste caso de Évora. Mas a ideia não tem nada de absurda nem sequer de irrealizável. É tudo uma questão de opções. Por exemplo, a manutenção de cada uma das vinte e oito equipas desportivas açorianas em campeonatos nacionais custa incomparavelmente mais do que uma dessa unidades de hemodiálise. Parte do que gastam as nossas Câmaras Municipais em festas seria uma ajuda inestimável, porque este é um sacrifício económico que requer o esforço de vários responsáveis políticos. E entre os próprios familiares dos doentes seria fácil encontrar quem pudesse aprender a técnica requerida, embora, naturalmente, conviesse haver especialistas que acompanhassem regularmente a situação.No fundo, trata-se de saber se há princípios cristãos que podem ser transpostos para a política, ou se o bem-estar de um cidadão vale por meia dúzia de votos perdidos, porque uma equipa desceu de divisão ou porque na festa cantou menos um ídolo nacional. Ou se a alegria de um golo ou o prazer de um espectáculo de música vale o mesmo, embora oposto, que o sofrimento de um desses irmãos nossos.Já disse mais do que o necessário. Mas, sinceramente sofrendo um pouco por esses exilados à força, espero, como nunca, deferimento para o que aqui peço. Suplico."
Texto escrito por Daniel de Sá. Publicado aqui

18 junho, 2006

Limpeza da Orla Marítima


Como já foi dito, os colaboradores do Clube Naval de Rabo de Peixe cumpriram a sua missão na recolha das caixas azuis. As fotos comprovam o que a comunicação social e outros omitiram.

Apesar de tudo, e ao contrário de algumas ideias propaladas, o lixo ainda se faz sentir na Orla Marítima. O CNRP continuará a fazer o seu trabalho e quem quiser colaborar é sempre bem-vindo.


Nota: As fotos referentes à recolha das caixas azuis foram captadas por Miguel Andrade

14 junho, 2006

Poluição Na Orla Marítima

Com base no requerimento abaixo apresentado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, convém esclarecer os mais incautos que, a entidade que procedeu ao transporte e grande parte da recolha das caixas azuis, foi o Clube Naval de Rabo de Peixe. Por razões desconhecidas, o mesmo clube não foi considerado nem na comunicação social, nem no requerimento e respectiva resposta. Convém referir que, o próprio clube tem o seu próprio projecto de limpeza e sensibilização ambiental, apoiado pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. Portanto, à margem de quaisquer equívocos ou capacidades sobredimensionadas de "show off", o aludido clube irá continuar a desenvolver a sua missão, sem que para isso necessite de permissão e/ou falsa propaganda como infelizmente acontece noutras entidades. Calmamente, irão ser retiradas todas as caixas que ainda continuam na Orla Marítima, como também os restantes despojos materiais que lá se encontram. Para que não restem dúvidas, oportunamente colocar-se-ão, neste blogue, algumas fotos do trabalho desenvolvido nessa matéria.
Requerimento Apresentado (121/VIII)
Resposta