
PARA QUEM NÃO ACREDITA EM UTOPIAS, NEM VENDE AS SUAS LIBERDADES A TROCO DE GAIOLAS DOURADAS!
15 março, 2007
13 março, 2007
08 março, 2007
07 março, 2007
Conselho
Quem está a pensar em fazer um contrato de seguro com a Lusitânia Companhia de Seguros, S.A., deve ter muito cuidado com a escolha, pois poderá cometer o maior erro do dia/ano/vida. Para tomar a decisão, deve relaxar um pouco, beber uma cervejinha bem fresca e ver um filme que suscite a descompressão psíquica e muscular. Se, mesmo assim, quiser celebrar um contrato de seguro, ponha-se em cima de um cadafalso e espere pelo pior. Em caso de acidente poderá aguardar, no mínimo, um mês para que seja contactado, pela primeira vez, com vista à resolução da situação. Quanto a mim, é a PIOR companhia de seguros a actuar na nossa Região. Liga-se para lá e os aparvalhados funcionários nunca sabem dar resposta a nada. Enviamos faxes e nunca recebemos resposta. A ver vamos qual será o resultado da queixa formal que hoje será enviada para o Instituto de Seguros de Portugal. Não se deixem enganar pela incompetência e falta de qualidade de serviços.
02 março, 2007
Uma Questão de Observação
Ontem, na RTP-Açores, foi transmitida uma peça sobre duas situações de ocupação ilegal dos balneários do polidesportivo da freguesia de Calhetas, por parte de duas famílias jovens. Naturalmente, muitas pessoas ficam indignadas com esse tipo de acontecimentos e culpam as autoridades locais e regionais por inércia de actuação e negligência de tratamentos. Ora, com conhecimento próprio e de causa, afirmo que o sr. presidente de junta de Calhetas está a mentir, sendo certo que aquelas famílias estão a ocupar os ditos balneários com o consentimento da junta, logo, de ilegal esta situação tem muito pouco.
No mesmo sentido, e habituado a lidar com muitas dezenas de semelhantes situações, aconselhava as famílias jovens a se candidatarem ao arrendamento jovem que é apoiado pelo Governo Regional. O que se passa, na maior parte da vezes, tem que ver com a apatia, comodismo e falta de vontade própria em abandonar situações de pura precaridade sócio-habitacional. Infelizmente, a maior parte dessas pessoas fica à espera que o governo lhes resolva a totalidade dos problemas. Não são capazes de, pelo menos, tentar desbravar soluções para os seus problemas.
A par de tanta inoperacionalidade pessoal e familiar, os que trabalham dia-a-dia para tentar sobreviver, sendo sujeitos a uma carga de impostos muitas vezes sufocante, vêem-se injustiçados no tratamento social que os Estado lhes impõe. A verdade é que, quem não tem nada recebe "de graça", do Estado/governo, casa e Rendimento Social de Inserção. Por outro lado, quem trabalha para manter uma vida digna, para pagar a casa e o carro é chicoteado com inúmeros impostos e obrigações sociais. A diferença entre a primeira situação e a segunda está apenas numa questão de observação - os primeiros vivem, os segundos sobrevivem.
Portanto, se fosse para falar do desaguamento desse tipo de injustiças, ficaria aqui mais umas horas a escrever. No entanto, para aqueles que vêem o rendimento social de inserção como um apoio de transição, digo que conheço inúmeras famílias compostas por duas a três domésticas com mais de 18 anos, dois ou três rapazes com mais de 18 anos que sentem orgulho em usufruir do RSI, não se lhes reconhecendo vontade para o trabalho e querença para se dignificarem social e pessoalmente. Tais comportamentos são gravíssimos, principalmente quando os mesmos são desincentivados para o trabalho, por estarem a ser alimentados por um vício chamado RSI. Contudo, existem muitas outras situações em que o RSI é bem aplicado e gerido.
05 fevereiro, 2007
O triplo referendo
Por: Antonio Pinto Leite
O referendo é triplo, contém três perguntas: despenalizar, liberalizar o aborto até às dez semanas e responsabilizar o Estado pela assistência e pelos encargos com a prática do aborto.
Poucos debates sociais terão sido tão úteis como os realizados sobre o aborto. Os estudos de opinião demonstram que os portugueses querem despenalizar, mas reagem contra a possibilidade do aborto livre. Não querem castigar, mas não querem permitir o aborto de qualquer maneira. Querem proteger as mulheres da vergonha social e do sistema criminal, mas não querem desproteger em absoluto o filho em gestação. Impressiona a maioria dos portugueses que o coração do bebé bata, às dez semanas. O ‘sim’ ganha o referendo se conseguir que, na hora de votar, o dilema dos portugueses seja despenalizar ou não. O ‘não’ ganha o referendo se conseguir que, na hora de votar, o dilema dos portugueses seja permitir o aborto livre ou não. A inércia do debate favorece o ‘sim’, na medida em que o som de fundo da sociedade portuguesa é o de que não se pode pôr as mulheres na prisão. Não há mulher nenhuma na prisão, mas é uma ideia adquirida. A verdade favorece o ‘não’. A verdade é que no referendo está em causa o aborto livre, a mulher quer, a mulher faz.Virá a verdade ao de cima, durante a campanha? É este o primeiro braço-de-ferro da campanha. Há outro, o da abstenção.O referendo é triplo, contém três perguntas: despenalizar, liberalizar o aborto até às dez semanas e responsabilizar o Estado pela assistência e pelos encargos com a prática do aborto.São três perguntas distintas. Há consenso quanto à primeira, não há consenso quanto às outras duas. Muitos portugueses não irão votar porque, tal como a pergunta é feita, não conseguirão optar. Se os políticos tivessem feito trabalho de casa não se teria chegado a este referendo. Se há consenso em despenalizar, por que não avançaram antes os partidos políticos para um acordo, em sede parlamentar? Por que ficaram na gaveta projectos de deputados do próprio PS, por que não agiu o PSD? Por que caiu em saco roto a reflexão de Freitas do Amaral?A resposta portuguesa para a questão do aborto terá de ser sofisticada. Juridicamente sofisticada, socialmente sofisticada. Desde logo, socialmente sofisticada. Se, desde o último referendo, alguns voluntários conseguiram dar apoio a mais de 80.000 grávidas e dar vida a mais de 10.000 bebés em risco de aborto, o que não poderá o Estado, com os seus meios, fazer neste domínio? Os portugueses têm uma tradição e uma sensibilidade especiais. Os portugueses querem um ponto de equilíbrio entre a intimidade angustiada da mãe e o direito à vida do filho.Os dados internacionais demonstram que o aborto livre tem como consequência o aumento exponencial do número de abortos. Os dados demonstram que o aborto livre não acaba com o aborto clandestino. Para quê dar este passo civilizacional, se não resolve o problema?Com os consensos que o debate do referendo provocou, nada ficará como dantes. Se o ‘não’ vencer, haverá despenalização sem aborto livre. Se o ‘sim’ vencer será passado um cheque em branco ao aborto livre. Portugal precisa de ganhar tempo para fazer a lei que quer. Votando ‘não’ Portugal ganha esse tempo, tempo para o equilíbrio entre o drama da mãe e a vida frágil que tem dentro dela, tempo para si mesmo.
30 janeiro, 2007
Arrendamento trapaceiro de habitações
O texto que aqui se reproduz reflecte, de um modo muito peculiar, a revolta e indignação que senti na pele no passado fim-de-ano. Depois de arrendar, juntamente com outros amigos, uma casa no maravilhoso Vale das Furnas, seguindo algumas indicações que me tinham sido dadas de forma avulsa, dei por mim e estava a ser enganado, o que quer dizer que fui obrigado a "comer" gato por lebre. Qualquer pessoa que habitualmente arrenda casas por 1, 2 ou mais dias na freguesia de Furnas, como noutros lugares, sabe que, em média, pagará entre 30 a 40 euros diários. No meu caso, partilhei o pagamento de 30 euros por uma espelunca. Cometi o erro de pagar por uma coisa sem me certificar das suas condições gerais, porque acreditei na boa-fé das pessoas. Enganei-me redondamente. O sórdido da situação materializou-se na reacção dos proprietários que, como seria de esperar sentiram-se melindrados e muito aborrecidos com duas mensagens que foram deixadas na porta do frigorífico da "linda casa", que os incitavam à limpeza da mesma. Assim, e passando a descrever a extenuante odisseia que tive que passar, traço um retrato fiel do estado da casa. (Caso hajam dúvidas sobre o que abaixo se discriminará, tenho em meu poder uma gravação vídeo que corrobora o exposto).
Portanto, na minha óptica, a "digna" habitação está relacionada com algumas casas abandonadas que costumamos ver nos filmes de desenhos animados. Casa de banho com cheiro a pocilga, pêlos púbicos como elementos decorativos, quartos de cama com inúmeras infiltrações de água, colchões chineses com diversas marcas amarelas muuuuuiiiiiittttttooooooo estranhas (oppsss), cabeceiras rotas e imundas, aranhas e baratas a dar com um pau, um cheiro terrível a humidade, pavimento interior todo sujo e pegajoso, enfim um filme de terror. E tudo isso pela módica quantia de 30 euros diários. Dá para acreditar?
A par dessa situação calamitosa, vejam lá que a senhora, dona da casa, impôs uma série de condições para a utilização daquele "estupendo" espaço. Disse, com alguma frequência, "tenham cuidado com a casa porque já foram para lá grupos que danificaram algumas coisas". Mas, digam-me lá, com condições dessas alguém consegue manter a sua sanidade mental? Claro que não!!! Dá vontade de partir a louça toda, não é ?
Moral da história: se nós tivessemos uma Inspecção Regional de Actividades Económicas que fiscalizasse todas as situações de casas que são arrendadas sem o respectivo recibo de pagamento; se houvesse maior entrosamento entre os referidos serviços e a Direcção Geral de Contribuições e Impostos(porque nessas situações há fuga aos impostos); se as pessoas que pagam uma renda por esse tipo de casas fossem mais exigentes e reclamassem o mínimo de condições de higiene e salubridade, provavelmente não continuaríamos a assistir a esse tipo de fraude. 

No meio do inhamal !!!

29 janeiro, 2007
A (in)constitucionalidade da "Futura" Lei
Jorge Miranda diz que se o “sim” ganhar, futura lei violará a Constituição O constitucionalista Jorge Miranda considera que a pergunta do referendo de 11 de Fevereiro visa a liberalização e não a despenalização do aborto, considerando que uma futura lei nesse sentido violará a Constituição.
"Na lei de 1984 há um ponderação de valores entre a vida humana e o direito à saúde e dignidade da mulher. Aqui não há nenhuma realidade constitucionalmente admissível que justifique pôr em causa a vida humana", defendeu Jorge Miranda, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), onde foi apresentado um grupo de 42 professores de Direito de várias universidades do país que defendem o "não" no referendo.
Questionado sobre se, em caso de vitória do "sim", a legislação futura violará a Constituição, Jorge Miranda respondeu afirmativamente. "Entendo que sim", disse, lembrando que a Constituição refere, no seu artigo 24º, que "a vida humana é inviolável".
Para Jorge Miranda, se a intenção do legislador fosse a de despenalizar, "nem valeria a pena levar a questão a referendo", considerando que "na prática" já se verifica a despenalização, ao não existirem mulheres presas pela prática de aborto.
"Admite-se que, numa sociedade plural, uma parte entenda que [o aborto] não deve ser criminalizado. Mas essa parte não pode impor à outra que considere que um mal, um ilícito seja liberalizado", argumentou. Jorge Miranda rejeitou, por outro lado, que uma abstenção elevada no próximo dia 11 de Fevereiro possa pôr em causa o instituto do referendo. "Se houvesse um referendo sobre a Constituição da União Europeia ou a regionalização, estou convencido que as pessoas participariam mais. Este é o tipo de questão que não é muito adequado a referendo", disse.
"Na lei de 1984 há um ponderação de valores entre a vida humana e o direito à saúde e dignidade da mulher. Aqui não há nenhuma realidade constitucionalmente admissível que justifique pôr em causa a vida humana", defendeu Jorge Miranda, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), onde foi apresentado um grupo de 42 professores de Direito de várias universidades do país que defendem o "não" no referendo.
Questionado sobre se, em caso de vitória do "sim", a legislação futura violará a Constituição, Jorge Miranda respondeu afirmativamente. "Entendo que sim", disse, lembrando que a Constituição refere, no seu artigo 24º, que "a vida humana é inviolável".
Para Jorge Miranda, se a intenção do legislador fosse a de despenalizar, "nem valeria a pena levar a questão a referendo", considerando que "na prática" já se verifica a despenalização, ao não existirem mulheres presas pela prática de aborto.
"Admite-se que, numa sociedade plural, uma parte entenda que [o aborto] não deve ser criminalizado. Mas essa parte não pode impor à outra que considere que um mal, um ilícito seja liberalizado", argumentou. Jorge Miranda rejeitou, por outro lado, que uma abstenção elevada no próximo dia 11 de Fevereiro possa pôr em causa o instituto do referendo. "Se houvesse um referendo sobre a Constituição da União Europeia ou a regionalização, estou convencido que as pessoas participariam mais. Este é o tipo de questão que não é muito adequado a referendo", disse.
11 janeiro, 2007
Já não era sem tempo
Finalmente, o grupo de escuteiros da nossa Vila, terá um tecto para servir de sede às imensas actividades desenvolvidas ao longos desses anos. Eu também fui escuteiro desse nobre grupo e, unúmeras vezes reuni no sótão do antigo dispensário. Mesmo em condições precários a moral não desvaneceu, como continuaram a imperar os desígnios de Baden Powell.
Assim noticía o AO de hoje que " o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande vai assinar hoje, pelas 12h00, a escritura de cedência de um imóvel aos Escuteiros de Rabo de Peixe.
De acordo com uma nota do gabinete de imprensa da Câmara Municipal da Ribeira Grande, a cerimónia de assinatura entre Ricardo Silva e José Emanuel Amaral, do Grupo 126 dos Escuteiros de Portugal, tem lugar no salão nobre dos Paços do Concelho.
Com a cedência do imóvel, património da autarquia, os escuteiros da Vila de Rabo de Peixe podem assim construir a sua futura sede. Ainda de acordo com a mesma fonte, o imóvel, situado na Rua do Rosário, “vem assim responder a uma longa aspiração do Grupo 126 dos escuteiros de Portugal, que com 22 anos de existência, vem trabalhando em prol da ocupação saudável de dezenas de crianças e jovens da vila de Rabo de Peixe”.
“Foi face ao trabalho voluntarioso do grupo de escuteiros de Rabo de Peixe e inserido no plano municipal de apoio às associações do concelho, que a Câmara Municipal da Ribeira Grande decidiu ceder o edifício para a futura construção da sede daquele agrupamento” - refere a nota de imprensa.
Este edifício foi adquirido em 2001 pela autarquia, com vista à construção da Escola Profissional da Ribeira Grande.
Actualmente, a construção deste edifício escolar está inserida nos fundos EFTA (Instrumento Financeiro do Espaço Económico Europeu).
As obras de construção da sede do grupo de escuteiros vão ficar a cargo do próprio agrupamento".
Para concluir, convém referir que, essa cedência, apenas dá início a uma longa caminhada que o próprio grupo irá percorrer. Dotar a casa da Rua do Rosário com as necessárias condições para o desenvolvimento de actividades escutistas e não só, não será uma tarefa fácil. Se atentarmos às condições físicas do ímovel, constatamos que se trata de uma habitação num avançado estado de degradação. No entanto, há que ser positivista e aproveitar essa pequena luz que se acende perante as ambições desse grupo.
"Sempre Pronto"
07 janeiro, 2007
"Bomba" Reactivada
O AO de hoje noticía que, o antigo posto de abastecimento da "shell" situado em Rabo de Peixe, vai ser reactivado pela "Repsol". É uma boa notícia para a população local, não só pela alternativa que se cria, como também pela devolução da boa imagem que aquele local tinha. Quanto a mim, acho que essa reactivação não põe em causa o excelente serviço que o existente posto de abastecimento "Galp" presta à população rabopeixense.
Clique sobre a imagem para ler o recorte.
05 janeiro, 2007
Impacto (im) placa (vel)
É com grande satisfação e brio que vejo alguns dos meus frontais escritos ganharem eco, embora de forma diferente, nalguns OCS. O extracto acima apresentado foi publicado no AO no dia 5/01/2007 e refere-se a esse post. Felizmente, o nosso meio ainda tem alguns jornalistas capazes de abordar Rabo de Peixe na sua vertente realista, não sensacionalista, como é o caso da jornalista que apresenta a notícia. Tenho pena que não existam mais blogues de Rabo de Peixe a abordar o riquíssimo património sócio-cultural que temos.
01 janeiro, 2007
Placas à vista
Finalmente, a nossa Vila de Rabo de Peixe já possui placas dignas de vislumbre. Como já havia dito em local próprio, para monumentos inferiores já temos que chegue.
Feliz Ano Novo para quem por aqui passar.
26 dezembro, 2006
06 dezembro, 2006
06 novembro, 2006
O lixo que dá dinheiro
Constato, entristecido, que Rabo de Peixe continua a ser a galinha dos ovos de ouro de um determinado número de associações com sede noutras paragens, que não a nossa. Um episódio recente, sobejamente ilustrativo da mixórdica e gonorreica luta que se abate sobre os dinheiros destinados a Rabo de Peixe, marcou a paisagem social do nosso Porto de Pescas, no passado dia 28 de Outubro. Até a Polícia Marítima estava presente com as suas carrinhas "baywatch", facto raro, pois é mais fácil haver uma aparição a pastorinhos em Rabo de Peixe, do que vislumbrar tal autoridade no nosso Porto de Pescas. O aparato foi encenado ao jeito de uma grande produção de show-off, onde não faltaram fitas delimitadoras de espaço e paineis que não captaram a atenção dos poucos rabopeixenses que, por lá circulavam. E as forças vivas de Rabo de Peixe, onde estavam? Foram convidadas a intervir ? Alguém sabia da existência dessa acçãozinha de limpeza? NÃO!!! Então, como querem que as forças vivas de Rabo de Peixe se sintam? Sorridentes por uma banalidade dessas? Confiantes nos resultados "obtidos" ? Será que os mentores dessa brincadeira sabiam da existência de um Clube Naval de Rabo de Peixe, da existência de um Clube Atlético que possui uma vertente náutica de recreio? Será que esses chicos espertos sabem que, tanto o Clube Naval, como o Clube atlético desenvolvem acções conjuntas em matérias de limpeza e protecção ambiental? Acham que tiveram algum impacto em Rabo de Peixe? A resposta é: em Rabo de Peixe ZERO, na Comunicação Social que, para eles é o que mais importa, talvez 5 (numa escala de 0 a 10). Portanto, para não me alongar muito mais, gostaria de apelar aos senhores que gerem os dinheiros públicos que, apoiar acções dessa natureza,que não implicam a população alvo e forças vivas locais, é crime! E, ainda ganha mais relevo quando a limpeza apenas se restringiu a meia dúzia de objectos poluidores que se encontravam no fundo da bacia marítima. E o lixo que está na Orla, por que não o limparam? Será que a Norte Crescente estará a preparar a entrega de mais algum projecto que leve na calha a poluição em Rabo de Peixe, como meio de angariar fundos governamentais para os seus devaneios associativistas?
01 novembro, 2006
"Eu Não Vou Chorar"
Continuando a defender o que aqui escrevi, é notável o que esse clip consegue transmitir sobre o modus vivendi das crianças de Rabo de Peixe. Um verdadeiro retrato à boa maneira rabopeixense.
EU NAO VOU CHORAR
EU NAO VOU CHORAR
20 outubro, 2006
Despenalização, sim ou não?
Por falar em despenalização do aborto, aqui fica uma opinião do lusitano historiador J.A. Saraiva.
A atracção pela morte é um dos sinais da decadência. Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê?
Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população.
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos
dos que trabalham. Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo. Um sinal de saúde. Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.
Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má.
Que deixa traumas para toda a vida.
E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo.
A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto – tem de ser a oposta.
Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar – tem de ser a oposta.
O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.
Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro?Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos
dos que trabalham. Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo. Um sinal de saúde. Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.
Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má.
Que deixa traumas para toda a vida.
E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo.
A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto – tem de ser a oposta.
Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar – tem de ser a oposta.
O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.
Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro?Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?
19 outubro, 2006
Qualidade Ambiental ?

Várias pessoas, de várias origens, de diversos quadrantes da nossa sociedade já se debruçaram sobre a ameaça ambiental que é a Cofaco, na Vila de Rabo de Peixe. Pessoalmente, continuo incrédulo face à passividade das autoridades locais, regionais, nacionais e europeias. Num século onde, o homem tende a cavar a sua própria sepultura, não parece haver muitas dúvidas quanto à contribuição poluidora dos esgotos que aqui se mostram. Convém realçar que, a poluição da Orla Marítima de Rabo de Peixe não se reduz a umas caixas azuis e/ou a outros equipamentos abandonados na nossa "rocha". A poluição da nossa Orla Marítima também está, de uma maneira muito subtil, escondida lá para os lados do Património dos Pobres, vulgo Biscoito. Agora pergunta-se, onde estão os Vigilantes da Natureza? Onde estão os inspectores das instâncias europeias e regionais que tantos apoios dirigem à Cofaco? Quem cuida da qualidade de vida dos rabopeixenses? Quem garante que, os nossos descendentes não continuarão a assistir a esse triste cenário? Pelos vistos, ninguém!
18 outubro, 2006
17 outubro, 2006
Adeus Jack
A cultura musical de Rabo de Peixe e da Diáspora Rabopeixense está mais pobre. Jack Sebastião, o incontornável vulto da música lusófona foi encontrado morto em sua casa. As causas ainda são desconhecidas. Para trás fica a obra de um homem que assinou a autoria de centenas de músicas e letras, que deram corpo a cd's de inúmeros artistas. Em Rabo de Peixe, além de outras coisas, fica a saudade da sua excentricidade em palco e nostálgico sabor das suas melodias. Que a sua ALMA descanse em PAZ.
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