14 abril, 2007

Imperdível

Um reflexo de originalidade, boa disposição e astúcia. Enfim, o pulsar da nossa cultura na vastíssima diáspora

12 abril, 2007

Tipos de Drogas

O texto que abaixo se reproduz foi retirado daqui .
Optou-se por manter a sua configuração inicial, não se procedendo a qualquer alteração de natureza gramatical, visto estar escrito em português do Brasil.

Conheça um pouco mais como as drogas agem no corpo: os efeitos, o consumo e as conseqüências do uso de cada uma delas. Curtir uma viagem, um barato diferente ou só um jeito de se descontrair, pode não ser tão ingênuo quanto parece. Então, informe-se para sacar mais esse esquema.
- Maconha
Cannabis Sativa é o nome que você já ouviu aos montes por aí, nas letras de música do Planet Hemp. Apesar de ser um nome científico, é até bem popular entre as gírias para se falar da maconha. Canabis é a planta, e Tetrahidrocanabinol, ou THC, é a substância responsável pelos efeitos da maconha no corpo. Dependendo de como é cultivada, a erva pode ter uma concentração maior ou menor de THC, o que determina o potencial da droga.A maconha pode ser fumada em cigarros feitos à mão ou cachimbos. A fumaça também pode ser inalada e a erva ingerida quando torna-se ingrediente de chás e receitas nada convencionais.Os efeitos da maconha no corpo dependem da dose consumida, da concentração de THC e da reação individual à droga. Os efeitos mais freqüentes são: excitação seguida de relaxamento, noção de tempo e espaço distorcidas, diminuição dos reflexos, vontade de falar em exagero e fome intensa (a famosa "larica"). Os efeitos físicos mais comuns são olhos avermelhados, pupilas dilatadas, boca seca, palidez e taquicardia.O uso prolongado de maconha pode prejudicar a memória para fatos recentes e causar desânimo generalizado. Algumas pessoas podem ter alucinações, sobretudo visuais. Altas doses de maconha também podem provocar ansiedade intensa, pânico e paranóia.
- Cocaína
Produzida em laboratório, a cocaína é extraída da folha de coca, planta cultivada principalmente na Bolívia, Peru e Colômbia, principal ponto de partida do tráfico rumo aos Estados Unidos e à Europa. Refinada até virar um pó branco, a cocaína pode ser misturada a várias substâncias como talco, cimento ou pó de vidro, o que interfere na pureza e no potencial da droga.A cocaína age na comunicação entre os neurônios, aumentando a ação da dopamina, substância liberada pelas células nervosas na parte do cérebro responsável pela sensação de prazer. Por isso, a pessoa sente uma dose extra de prazer - curta, porém - ao consumi-la.A cocaína é uma droga de efeito estimulante, que gera excitação, euforia e sensação de poder. A atividade física e mental são estimuladas e, em contrapartida, o sono, o cansaço e a fome diminuem. Depois de uma hora ou mais, a cocaína vai perdendo seu efeito e o usuário tem que consumir outras doses para prolongar a sensação de prazer.Os problemas do uso contínuo de cocaína se manifestam desde a morte dos tecido do nariz (pela aspiração da droga) ou das veias (no caso de ser injetada) até complicações cardíacas, circulatórias e cerebrais (derrame ou infarto). Podem ocorrer insônia, ansiedade, paranóia, suor excessivo, aumento da pressão sangüínea e irritabilidade. Com o tempo, o usuário vai perdendo a capacidade de sentir prazer sem o uso da cocaína e, se pára de usá-la, fica ansioso por não conseguir obter sensação parecida sem a droga.
- Crack
Vendido em pequenas pedras, o crack é, basicamente, a pasta de cocaína não refinada. Estimulante como a cocaína, seu efeito é uma porrada, podendo ser até cinco vezes mais potente que a droga "mãe", só que com duração bem mais curta (de alguns minutos).Cachimbos improvisados - feitos com canetas, garrafas e copos de plástico - são os apetrechos mais comuns para se fumar crack.Os efeitos são euforia inicial e perda do sono, da fome e da sensação de cansaço. Como o efeito passa rápido, o usuário logo é fisgado pela tentação de querer fumar mais e mais para prolongar essa sensação.O uso prolongado do crack pode causar paranóia, irritabilidade, depressão, cansaço constante e desinteresse sexual. Danos ao sistema respiratório, tosse, convulsões e possível derrame ou ataque cardíaco são outros problemas que podem aparecer com o abuso da droga.
- LSD

A palavra alucinar vem do latim e significa "vagar pela mente". Distorcendo (para alguns ampliando) os cinco sentidos do corpo, os alucinógenos permitem que o usuário entre numa "viagem" onde realidade e fantasia se misturam. O LSD (ou ácido lisérgico, "A.C.", "doce") é o mais popular dos alucinógenos, concorrendo na "fama" com outras drogas naturais como mescalina e cogumelos.O LSD tem como princípio ativo o MDMA (Metilenodioxometanfetamina). Agindo nos neurônios, o MDMA aumenta a liberação de serotonina no cérebro, uma substância que atua em células nervosas que controlam os sentidos, as emoções, o humor e o sono.Quando ingerido, o ácido provoca alucinações e delírios, alterando a percepção de sons, imagens e tato. Quem consome LSD é bombardeado por muitas sensações e emoções. Os sentidos podem parecer confusos, por isso são comuns relatos de pessoas que "enxergam" os sons e "ouvem" as cores.A droga é vendida em cartelas - em geral com desenhos psicodélicos -, divididas em "pontos", que concentram o MDMA. Uma dose pequena de LSD (bem menos que uma grama) é capaz de provocar "viagens" de várias horas.Os efeitos colaterais do uso do LSD são os "flashbacks", repetições repentinas das "viagens" do ácido, que podem surgir semanas ou meses depois da droga ter sido consumida. O usuário também pode sentir pânico, ansiedade e delírios ruins, a chamada "bad trip". Insônia, tremedeira e aumento da pulsação do coração e da pressão do sangue são os efeitos que podem se manifestar no corpo.
- Heroína
Derivada da planta papoula, os chamados opiáceos (também conhecidos como narcóticos) são drogas poderosas, que causam uma rápida sensação de prazer, seguida por um efeito de bem-estar e sonolência. Se a pequena Dorothy, da história do Mágico de Oz, cai no sono profundo depois de passar por uma plantação de exuberantes papoulas vermelhas, não pense que isso é por acaso...Morfina, heroína e codeína são os exemplos mais conhecidos de opiáceos. A heroína é uma droga sintetizada em laboratório, cara e pouco consumida no Brasil, se comparada com outras como maconha e cocaína.A morfina é usada na medicina como analgésico (alivia a dor), e a codeína, em xaropes para tosse. Na forma sólida, a heroína é aquecida (em geral numa colher) até "derreter" e injetada na veia com seringa e agulha. Ela cria um estado de prazer, relaxamento e torpor, mas, como o efeito dura pouco, o usuário logo busca novas doses para obter sensação de bem-estar. O uso da heroína pode causar queda da pressão, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos, podendo levar ao coma e à morte. A droga interfere na atividade dos neurônios que "se acostumam" a trabalhar com a presença do opiáceo. Por isso, quando pára de consumi-lo, o usuário enfrenta uma crise de abstinência com calafrios, suor excessivo, dores musculares e abdominais, vômitos, diarréias, coriza, lacrimejamento e febre. Por provocar dependência rapidamente, a heroína é uma das drogas mais perigosas ao corpo humano.
- Ecstasy
Conhecida como a droga do amor, o ecstasy é derivado da anfetamina (o MDMA, mesmo princípio ativo do LSD), tendo efeito estimulante e alucinógeno. Nos últimos anos, a droga ganhou espaço graças à popularidade das raves e da música eletrônica, que criam ambientes favoráveis a seu consumo.O ecstasy - ou simplesmente "e" - aumenta a concentração de dopamina (estimulante) e serotonina (substância responsável pelas emoções) no cérebro. A droga é consumida em comprimidos de diversas cores e tamanhos e seus efeitos surgem de 20 a 60 minutos depois do consumo, podendo durar até 10h.O ecstasy provoca euforia, sensação de intimidade, aumento da empatia e muita vontade de conversar e tocar os outros, o que justifica o apelido "droga do amor". A droga também pode gerar alucinações auditivas, visuais e táteis. Boca seca, náusea, suor em excesso, diminuição da fome, caimbras, insônia, espasmo do maxilar e aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial são os efeitos que o ecstasy pode causar no corpo.O uso freqüente e de grandes doses da droga pode causar depressão, ansiedade e paranóia. A morte pelo consumo de ecstasy é rara, mas pode acontecer. O aumento descontrolado da temperatura e pressão do corpo podem provocar desidratação (pelo suor intenso), febre aguda (podendo passar 41º), convulsões e insuficiência dos rins, com risco de morte. O risco é maior para pessoas hipertensas ou com problemas no coração, mas nunca se pode bobear. E quando consumido com bebidas alcoólicas, o ecstasy torna-se perigoso.
- Nicotina
Nicotina é a substância presente no tabaco e que é absorvida pelo corpo quando fuma-se cigarro. Além da nicotina, a fumaça do cigarro contém outras substâncias tóxicas como o alcatrão e o monóxido de carbono que prejudicam bastante a qualidade de vida do fumante.Considerada um estimulante leve, a nicotina entra nos pulmões quando o fumante traga o cigarro, passando pela corrente sangüínea e chegando ao cérebro em apenas 8 segundos. A droga também pode ser absorvida pela boca (quando o tabaco é mascado), pelo nariz e até mesmo pela pele.Como o álcool, a nicotina atua no Sistema Nervoso Central e tem poder de causar dependência. Seus efeitos são leve elevação do humor, relaxamento, diminuição do apetite e sensação de prazer (pela maior liberação de dopamina no cérebro, a mesma substância que está envolvida na dependência da cocaína e heroína). A nicotina também aumenta os batimentos cardíacos, a pressão arterial, provoca tremores, insônia, diarréia, vômitos, tontura, dor no peito e danos graves ao sistema digestivo e respiratório. Quando usada com freqüência, a nicotina pode causar tolerância e, por isso, a pessoa tende a fumar um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos.A longo prazo, o cigarro aumenta as chances da pessoa ter câncer (de pulmão, estômago, boca, faringe, laringe e outros), derrame cerebral, pneumonia, infarto, bronquite crônica, úlcera digestiva e uma série de outras doenças. Mesmo assim, metade dos fumantes que sofrem ataque cardíaco ignoram as recomendações médicas e continuam fumando, sem conseguir se livrar do vício. Na gravidez, o uso de cigarro pode prejudicar muito o feto, que recebe as substâncias tóxicas do tabaco pelo sangue.A dependência ao cigarro é muito comum. Pelas pesquisas, as pessoas que começam a fumar antes dos 21 anos têm maior dificuldade de largar o vício. Em cada 10 fumantes que tentam parar de fumar, menos de um consegue ter sucesso. E quando param, os dependentes de nicotina passam por uma crise de abstinência que dura cerca de duas semanas, com fases de agitação, fome, dores de cabeça, depressão, tontura, insônia, irritação e "fissura" (aquela vontade incontrolável de fumar).O tabaco causa mais doenças e mortes do que as outras drogas que causam dependência juntas. Apesar de matar muita gente (só nos Estados Unidos, uma em cada seis mortes é resultado do fumo), a indústria do cigarro é extremamente lucrativa e poderosa no mundo inteiro.
- Álcool
Apesar de legal e amplamente comercializado, o álcool é considerado uma droga psicotrópica, já que atua no sistema nervoso central, altera o comportamento de quem consome e tem potencial para criar dependência.Os efeitos do álcool variam de acordo com as características da pessoa, o teor alcoólico da bebida e a freqüência do consumo, porque o hábito de beber gera uma tolerância do corpo cada vez maior. É importante lembrar, no entanto, que o prejuízo dos reflexos e da coordenação motora é igual para quem está e quem não está acostumado a beber. Por isso, dirigir depois de beber é bem arriscado, embora muita gente "esqueça" disso quando sai para tomar umas e outras com os amigos.De início, as bebidas alcoólicas conseguem desinibir as pessoas, que ficam mais sociáveis e com maior facilidade para conversar e rir. O segundo estágio começa a se manifestar com a perda da coordenação, descontrole e sono. Se a pessoa continua bebendo, o álcool pode causar dor de cabeça, dificuldade de falar, mal-estar, vômitos e, no dia seguinte, a famosa ressaca. A mistura de bebidas fermentadas (como cerveja e vinho) e destiladas (como pinga, vodka e uísque) faz o álcool "subir" à cabeça ainda mais rápido.O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar depressão e levar a pessoa ao coma. Doenças como cirrose, gastrite, anemia e úlceras na pele também estão ligadas ao abuso do álcool. Na gravidez, essa droga "legal" deve ser evitada para não provocar deficiência físicas e mentais no bebê.A dependência ao álcool (o alcoolismo) tem custos enormes para a vida profissional, familiar e psicológica do dependente. Os custos sociais não ficam atrás, já que o alcoolismo envolve atendimento especializado e gastos com saúde pública. O grande número de acidentes e de casos de violência associados ao abuso de álcool só fazem crescer essa matemática do prejuízo. Uma realidade que a indústria do álcool não mostra em sua publicidade.

08 abril, 2007

Mariana Pires

Na sequência do que havia sido publicado aqui, a Mariana conta com um novo apoio. Para esse fim, todos os apoios são poucos, principalmente quando as adversidades tentam romper os sonhos.


Retirado do AO de 08/04/2007.

13 março, 2007

Muito Bem Visto

A atractividade de cada sítio não é a gota de água que o faz visitar. O que justifica cada visita é, tantas vezes, a obrigação ou a desculpa para ir a uma qualquer local pedagógico com as crianças ou ainda a alguma conferência.
Vamos a Paris para levar os filhos à Disneylândia ou porque existe uma qualquer reunião importante nessa cidade das luzes. Vamos a uma peça de teatro a Londres de passagem para uma reunião em Cambridge ou uma estadia de trabalho mais a norte. Visitamos Sevilha por altura da Feira Taurina. Conhecemos Roma quando queremos visitar o Papa. E se nos passeamos em Lisboa é porque tivemos de aí ir por uma qualquer razão.
O grande motor da visitação é o trabalho ou o cumprimento de uma estação de rotas pré – definidas. Cabe aos promotores do turismo de cada sítio fazerem com que as muitas rotas e rotinas desse mundo fora passem momentaneamente ou regularmente pelos seus sítios. A questão é simples. A humanidade actual pode ter-se tornado mais sedentária. Mas cada homem e cada mulher mantêm os genes do nomadismo. A organização dos percursos turísticos pode ser uma resposta a esta necessidade atávica de percorrer o mundo em busca de recursos para satisfazer necessidades.
Acontece que, tal como os transumantes seguiam muitas vezes rotas pré – definidas, que agora percebemos nas canadas reais de Espanha e nas redimensionadas canadas das ilhas dos Açores, também os actuais nómadas seguem tantas vezes rotas pré – estabelecidas que podem ser marcadas pelos fluxos ou pelos nós. Os operadores turísticos preferem apostar nos fluxos e pouco lhes importa as características de cada nó. Aos visitados importar-lhe-ás mais cuidar para que os seus nós promovam as comunicações internas e externas. Aos primeiros, no modelo seguido por São Miguel, basta-lhes criar charters e camaratas de luxo para que os fluxos continuem a existir independentemente do seu enraizamento. A Ilha é bonita e isso basta para que se faça turismo. No entanto, para que se faça nomadismo não basta tratar das viagens e das camas, das camionetas, das refeições e dos miradouros. O nomadismo precisa de colher e de dar.
A forma mais comum de promover o nomadismo moderno é através de Congressos. Não dos congressos que são apenas passeios feitos à conta dos serviços de saúde como aqueles que são promovidos pela indústria farmacêutica. Esses enquadram-se mais no turismo do INATEL para associados de luxo. Do que vos falo é dos Congresso e Conferências das associações profissionais que gostam de ir aos sítios porque aí existe algum colega que lhes dá a conhecer as coisas mais por dentro e, sobretudo, com a mesma linguagem dos interlocutores. Estou espantado com a adesão a um Congresso que estamos a organizar este ano para o mês de Julho em Angra. As propostas de comunicações já duplicaram o número habitual de comunicações quando o congresso é feito no Continente, o que é devido não só a grande capacidade dos Açores atraírem pessoas mas também à grande capacidade da Universidade dos Açores e dos açorianos de responderem e participarem nos vários domínios da ciência.
Outro caso de nomadismo fundamental que a Terceira pode acolher tem a ver com os touros. Numa breve que apresentamos neste número sabemos que cinquenta espanhóis já reservaram lugares na praça e nos hotéis só para ver “El Cid”. E muitos mais viriam se os preços das passagens não fossem escandalosamente caros. Não é preciso que venha uma multidão que degradaria o ambiente das Sanjoaninas. Mas trezentos espanhóis, mais trezentos alentejanos, trezentos ribatejanos, trezentos lisboetas, trezentos californianos, trezentos micaelenses e trezentos das outras ilhas dava um terço de praça que gostaríamos de acompanhar. Não queremos turistas com quem não sabemos falar. Queremos nómadas que falem a nossa língua. Também a dos touros.

08 março, 2007

Memória Oiginária

Não se sabendo ao certo a data ou como teria sido povoada esta localidade, aponta-se que por volta do século XV Rabo de Peixe, conjuntamente com a Ribeira Grande, constituía freguesia.A 25 de Abril de 2004, Rabo de Peixe foi elevada a Vila, alcançando, assim, uma das suas maiores pretensões.Esta localidade é assim chamada devido à semelhança que uma das suas pontas de terra tem com uma cauda de peixe, ou como diz Gaspar Frutuoso (cronista açoriano, século XVI), por em tempos ali ter sido encontrado o rabo de um grande peixe desconhecido.Rabo de Peixe é o maior porto de pesca dos Açores e a vila mais populosa do concelho da Ribeira Grande.Do seu património arquitectónico há a destacar a sua Igreja Paroquial, dedicada ao Senhor Bom Jesus. Desconhece-se a data precisa da sua edificação, sabendo-se apenas que veio substituir uma outra igreja que já existia em 1522. De traça harmoniosa, o seu corpo principal é constituído por três naves. Nela se Conserva uma bela capela-mor com talha do século XVIII, um quadro de São Pedro atribuído ao Mestre Vasco Fernandes (1480-1543) e um magnífico Cristo Crucificado de marfim. A Festa e Procissão de São Pedro Gonçalves – Patrono dos Pescadores – é celebrada nesta igreja no 6º domingo após a Páscoa.Para além da igreja paroquial existem nesta freguesia os seguintes templos: a Ermida de São Sebastião, um dos melhores exemplares da arquitectura religiosa micaelense do século XVIII, com interior revestido de azulejos da mesma altura; a Ermida de Nossa Senhora do Rosário, edifício do século XVI, sucessivamente reconstruído nos séculos XIX e XX, situada no Alto do Rosário e de onde se desfruta um soberbo panorama sobre a costa que se estende entre esta freguesia e a das Capelas; a Ermida de Nossa Senhora da Conceição (século XVIII) ou da Conceição das Vinhas, com um frontal de altar revestido a azulejos e uma imagem da padroeira coevos da sua fundação; a Ermida de Sant`Ana situada num prédio pertencente à família de Manuel Coutinho, no Caminho Velho de Santana; e, ainda, a Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (século XX), localizada numa quinta, apresentando no seu interior uma bonita imagem da Virgem do Perpétuo Socorro com a sandália do Menino Deus desprendida do pé.Como nota de curiosidade, registe-se que o lugar de Santana, extensa planície, foi transformado em campo de aviação militar durante a segunda guerra mundial (1939/45), passando, em 1946, para a aeronáutica civil com a instalação do primeiro aeroporto da ilha de São Miguel.

07 março, 2007

Conselho

Quem está a pensar em fazer um contrato de seguro com a Lusitânia Companhia de Seguros, S.A., deve ter muito cuidado com a escolha, pois poderá cometer o maior erro do dia/ano/vida. Para tomar a decisão, deve relaxar um pouco, beber uma cervejinha bem fresca e ver um filme que suscite a descompressão psíquica e muscular. Se, mesmo assim, quiser celebrar um contrato de seguro, ponha-se em cima de um cadafalso e espere pelo pior. Em caso de acidente poderá aguardar, no mínimo, um mês para que seja contactado, pela primeira vez, com vista à resolução da situação. Quanto a mim, é a PIOR companhia de seguros a actuar na nossa Região. Liga-se para lá e os aparvalhados funcionários nunca sabem dar resposta a nada. Enviamos faxes e nunca recebemos resposta. A ver vamos qual será o resultado da queixa formal que hoje será enviada para o Instituto de Seguros de Portugal. Não se deixem enganar pela incompetência e falta de qualidade de serviços.

02 março, 2007

Uma Questão de Observação

Ontem, na RTP-Açores, foi transmitida uma peça sobre duas situações de ocupação ilegal dos balneários do polidesportivo da freguesia de Calhetas, por parte de duas famílias jovens. Naturalmente, muitas pessoas ficam indignadas com esse tipo de acontecimentos e culpam as autoridades locais e regionais por inércia de actuação e negligência de tratamentos. Ora, com conhecimento próprio e de causa, afirmo que o sr. presidente de junta de Calhetas está a mentir, sendo certo que aquelas famílias estão a ocupar os ditos balneários com o consentimento da junta, logo, de ilegal esta situação tem muito pouco.
No mesmo sentido, e habituado a lidar com muitas dezenas de semelhantes situações, aconselhava as famílias jovens a se candidatarem ao arrendamento jovem que é apoiado pelo Governo Regional. O que se passa, na maior parte da vezes, tem que ver com a apatia, comodismo e falta de vontade própria em abandonar situações de pura precaridade sócio-habitacional. Infelizmente, a maior parte dessas pessoas fica à espera que o governo lhes resolva a totalidade dos problemas. Não são capazes de, pelo menos, tentar desbravar soluções para os seus problemas.
A par de tanta inoperacionalidade pessoal e familiar, os que trabalham dia-a-dia para tentar sobreviver, sendo sujeitos a uma carga de impostos muitas vezes sufocante, vêem-se injustiçados no tratamento social que os Estado lhes impõe. A verdade é que, quem não tem nada recebe "de graça", do Estado/governo, casa e Rendimento Social de Inserção. Por outro lado, quem trabalha para manter uma vida digna, para pagar a casa e o carro é chicoteado com inúmeros impostos e obrigações sociais. A diferença entre a primeira situação e a segunda está apenas numa questão de observação - os primeiros vivem, os segundos sobrevivem.
Portanto, se fosse para falar do desaguamento desse tipo de injustiças, ficaria aqui mais umas horas a escrever. No entanto, para aqueles que vêem o rendimento social de inserção como um apoio de transição, digo que conheço inúmeras famílias compostas por duas a três domésticas com mais de 18 anos, dois ou três rapazes com mais de 18 anos que sentem orgulho em usufruir do RSI, não se lhes reconhecendo vontade para o trabalho e querença para se dignificarem social e pessoalmente. Tais comportamentos são gravíssimos, principalmente quando os mesmos são desincentivados para o trabalho, por estarem a ser alimentados por um vício chamado RSI. Contudo, existem muitas outras situações em que o RSI é bem aplicado e gerido.

05 fevereiro, 2007

O triplo referendo

Por: Antonio Pinto Leite
O referendo é triplo, contém três perguntas: despenalizar, liberalizar o aborto até às dez semanas e responsabilizar o Estado pela assistência e pelos encargos com a prática do aborto.

Poucos debates sociais terão sido tão úteis como os realizados sobre o aborto. Os estudos de opinião demonstram que os portugueses querem despenalizar, mas reagem contra a possibilidade do aborto livre. Não querem castigar, mas não querem permitir o aborto de qualquer maneira. Querem proteger as mulheres da vergonha social e do sistema criminal, mas não querem desproteger em absoluto o filho em gestação. Impressiona a maioria dos portugueses que o coração do bebé bata, às dez semanas. O ‘sim’ ganha o referendo se conseguir que, na hora de votar, o dilema dos portugueses seja despenalizar ou não. O ‘não’ ganha o referendo se conseguir que, na hora de votar, o dilema dos portugueses seja permitir o aborto livre ou não. A inércia do debate favorece o ‘sim’, na medida em que o som de fundo da sociedade portuguesa é o de que não se pode pôr as mulheres na prisão. Não há mulher nenhuma na prisão, mas é uma ideia adquirida. A verdade favorece o ‘não’. A verdade é que no referendo está em causa o aborto livre, a mulher quer, a mulher faz.Virá a verdade ao de cima, durante a campanha? É este o primeiro braço-de-ferro da campanha. Há outro, o da abstenção.O referendo é triplo, contém três perguntas: despenalizar, liberalizar o aborto até às dez semanas e responsabilizar o Estado pela assistência e pelos encargos com a prática do aborto.São três perguntas distintas. Há consenso quanto à primeira, não há consenso quanto às outras duas. Muitos portugueses não irão votar porque, tal como a pergunta é feita, não conseguirão optar. Se os políticos tivessem feito trabalho de casa não se teria chegado a este referendo. Se há consenso em despenalizar, por que não avançaram antes os partidos políticos para um acordo, em sede parlamentar? Por que ficaram na gaveta projectos de deputados do próprio PS, por que não agiu o PSD? Por que caiu em saco roto a reflexão de Freitas do Amaral?A resposta portuguesa para a questão do aborto terá de ser sofisticada. Juridicamente sofisticada, socialmente sofisticada. Desde logo, socialmente sofisticada. Se, desde o último referendo, alguns voluntários conseguiram dar apoio a mais de 80.000 grávidas e dar vida a mais de 10.000 bebés em risco de aborto, o que não poderá o Estado, com os seus meios, fazer neste domínio? Os portugueses têm uma tradição e uma sensibilidade especiais. Os portugueses querem um ponto de equilíbrio entre a intimidade angustiada da mãe e o direito à vida do filho.Os dados internacionais demonstram que o aborto livre tem como consequência o aumento exponencial do número de abortos. Os dados demonstram que o aborto livre não acaba com o aborto clandestino. Para quê dar este passo civilizacional, se não resolve o problema?Com os consensos que o debate do referendo provocou, nada ficará como dantes. Se o ‘não’ vencer, haverá despenalização sem aborto livre. Se o ‘sim’ vencer será passado um cheque em branco ao aborto livre. Portugal precisa de ganhar tempo para fazer a lei que quer. Votando ‘não’ Portugal ganha esse tempo, tempo para o equilíbrio entre o drama da mãe e a vida frágil que tem dentro dela, tempo para si mesmo.

30 janeiro, 2007

Arrendamento trapaceiro de habitações

O texto que aqui se reproduz reflecte, de um modo muito peculiar, a revolta e indignação que senti na pele no passado fim-de-ano. Depois de arrendar, juntamente com outros amigos, uma casa no maravilhoso Vale das Furnas, seguindo algumas indicações que me tinham sido dadas de forma avulsa, dei por mim e estava a ser enganado, o que quer dizer que fui obrigado a "comer" gato por lebre. Qualquer pessoa que habitualmente arrenda casas por 1, 2 ou mais dias na freguesia de Furnas, como noutros lugares, sabe que, em média, pagará entre 30 a 40 euros diários. No meu caso, partilhei o pagamento de 30 euros por uma espelunca. Cometi o erro de pagar por uma coisa sem me certificar das suas condições gerais, porque acreditei na boa-fé das pessoas. Enganei-me redondamente. O sórdido da situação materializou-se na reacção dos proprietários que, como seria de esperar sentiram-se melindrados e muito aborrecidos com duas mensagens que foram deixadas na porta do frigorífico da "linda casa", que os incitavam à limpeza da mesma. Assim, e passando a descrever a extenuante odisseia que tive que passar, traço um retrato fiel do estado da casa. (Caso hajam dúvidas sobre o que abaixo se discriminará, tenho em meu poder uma gravação vídeo que corrobora o exposto).
Portanto, na minha óptica, a "digna" habitação está relacionada com algumas casas abandonadas que costumamos ver nos filmes de desenhos animados. Casa de banho com cheiro a pocilga, pêlos púbicos como elementos decorativos, quartos de cama com inúmeras infiltrações de água, colchões chineses com diversas marcas amarelas muuuuuiiiiiittttttooooooo estranhas (oppsss), cabeceiras rotas e imundas, aranhas e baratas a dar com um pau, um cheiro terrível a humidade, pavimento interior todo sujo e pegajoso, enfim um filme de terror. E tudo isso pela módica quantia de 30 euros diários. Dá para acreditar?
A par dessa situação calamitosa, vejam lá que a senhora, dona da casa, impôs uma série de condições para a utilização daquele "estupendo" espaço. Disse, com alguma frequência, "tenham cuidado com a casa porque já foram para lá grupos que danificaram algumas coisas". Mas, digam-me lá, com condições dessas alguém consegue manter a sua sanidade mental? Claro que não!!! Dá vontade de partir a louça toda, não é ?
Moral da história: se nós tivessemos uma Inspecção Regional de Actividades Económicas que fiscalizasse todas as situações de casas que são arrendadas sem o respectivo recibo de pagamento; se houvesse maior entrosamento entre os referidos serviços e a Direcção Geral de Contribuições e Impostos(porque nessas situações há fuga aos impostos); se as pessoas que pagam uma renda por esse tipo de casas fossem mais exigentes e reclamassem o mínimo de condições de higiene e salubridade, provavelmente não continuaríamos a assistir a esse tipo de fraude.

No meio do inhamal !!!

29 janeiro, 2007

A (in)constitucionalidade da "Futura" Lei

Jorge Miranda diz que se o “sim” ganhar, futura lei violará a Constituição O constitucionalista Jorge Miranda considera que a pergunta do referendo de 11 de Fevereiro visa a liberalização e não a despenalização do aborto, considerando que uma futura lei nesse sentido violará a Constituição.
"Na lei de 1984 há um ponderação de valores entre a vida humana e o direito à saúde e dignidade da mulher. Aqui não há nenhuma realidade constitucionalmente admissível que justifique pôr em causa a vida humana", defendeu Jorge Miranda, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), onde foi apresentado um grupo de 42 professores de Direito de várias universidades do país que defendem o "não" no referendo.
Questionado sobre se, em caso de vitória do "sim", a legislação futura violará a Constituição, Jorge Miranda respondeu afirmativamente. "Entendo que sim", disse, lembrando que a Constituição refere, no seu artigo 24º, que "a vida humana é inviolável".
Para Jorge Miranda, se a intenção do legislador fosse a de despenalizar, "nem valeria a pena levar a questão a referendo", considerando que "na prática" já se verifica a despenalização, ao não existirem mulheres presas pela prática de aborto.
"Admite-se que, numa sociedade plural, uma parte entenda que [o aborto] não deve ser criminalizado. Mas essa parte não pode impor à outra que considere que um mal, um ilícito seja liberalizado", argumentou. Jorge Miranda rejeitou, por outro lado, que uma abstenção elevada no próximo dia 11 de Fevereiro possa pôr em causa o instituto do referendo. "Se houvesse um referendo sobre a Constituição da União Europeia ou a regionalização, estou convencido que as pessoas participariam mais. Este é o tipo de questão que não é muito adequado a referendo", disse.

11 janeiro, 2007

Já não era sem tempo

Finalmente, o grupo de escuteiros da nossa Vila, terá um tecto para servir de sede às imensas actividades desenvolvidas ao longos desses anos. Eu também fui escuteiro desse nobre grupo e, unúmeras vezes reuni no sótão do antigo dispensário. Mesmo em condições precários a moral não desvaneceu, como continuaram a imperar os desígnios de Baden Powell.

Assim noticía o AO de hoje que " o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande vai assinar hoje, pelas 12h00, a escritura de cedência de um imóvel aos Escuteiros de Rabo de Peixe.
De acordo com uma nota do gabinete de imprensa da Câmara Municipal da Ribeira Grande, a cerimónia de assinatura entre Ricardo Silva e José Emanuel Amaral, do Grupo 126 dos Escuteiros de Portugal, tem lugar no salão nobre dos Paços do Concelho.
Com a cedência do imóvel, património da autarquia, os escuteiros da Vila de Rabo de Peixe podem assim construir a sua futura sede. Ainda de acordo com a mesma fonte, o imóvel, situado na Rua do Rosário, “vem assim responder a uma longa aspiração do Grupo 126 dos escuteiros de Portugal, que com 22 anos de existência, vem trabalhando em prol da ocupação saudável de dezenas de crianças e jovens da vila de Rabo de Peixe”.
“Foi face ao trabalho voluntarioso do grupo de escuteiros de Rabo de Peixe e inserido no plano municipal de apoio às associações do concelho, que a Câmara Municipal da Ribeira Grande decidiu ceder o edifício para a futura construção da sede daquele agrupamento” - refere a nota de imprensa.
Este edifício foi adquirido em 2001 pela autarquia, com vista à construção da Escola Profissional da Ribeira Grande.
Actualmente, a construção deste edifício escolar está inserida nos fundos EFTA (Instrumento Financeiro do Espaço Económico Europeu).
As obras de construção da sede do grupo de escuteiros vão ficar a cargo do próprio agrupamento".
Para concluir, convém referir que, essa cedência, apenas dá início a uma longa caminhada que o próprio grupo irá percorrer. Dotar a casa da Rua do Rosário com as necessárias condições para o desenvolvimento de actividades escutistas e não só, não será uma tarefa fácil. Se atentarmos às condições físicas do ímovel, constatamos que se trata de uma habitação num avançado estado de degradação. No entanto, há que ser positivista e aproveitar essa pequena luz que se acende perante as ambições desse grupo.
"Sempre Pronto"

07 janeiro, 2007

"Bomba" Reactivada

O AO de hoje noticía que, o antigo posto de abastecimento da "shell" situado em Rabo de Peixe, vai ser reactivado pela "Repsol". É uma boa notícia para a população local, não só pela alternativa que se cria, como também pela devolução da boa imagem que aquele local tinha. Quanto a mim, acho que essa reactivação não põe em causa o excelente serviço que o existente posto de abastecimento "Galp" presta à população rabopeixense.

Clique sobre a imagem para ler o recorte.

05 janeiro, 2007

Impacto (im) placa (vel)

É com grande satisfação e brio que vejo alguns dos meus frontais escritos ganharem eco, embora de forma diferente, nalguns OCS. O extracto acima apresentado foi publicado no AO no dia 5/01/2007 e refere-se a esse post. Felizmente, o nosso meio ainda tem alguns jornalistas capazes de abordar Rabo de Peixe na sua vertente realista, não sensacionalista, como é o caso da jornalista que apresenta a notícia.
Tenho pena que não existam mais blogues de Rabo de Peixe a abordar o riquíssimo património sócio-cultural que temos.

01 janeiro, 2007

Placas à vista

Finalmente, a nossa Vila de Rabo de Peixe já possui placas dignas de vislumbre. Como já havia dito em local próprio, para monumentos inferiores já temos que chegue.
Feliz Ano Novo para quem por aqui passar.

06 dezembro, 2006

Primeira Bolsa

Conheço a miúda a quem se destina esse apoio. É louvável a intenção e tenho a certeza que a aplicação de cada cêntimo será exemplar. Que a menina, neta do saudoso "tio Joaquim da Maia" tenha muitos sucessos e traga para Rabo de Peixe mais um triunfo académico.

06 novembro, 2006

O lixo que dá dinheiro

Constato, entristecido, que Rabo de Peixe continua a ser a galinha dos ovos de ouro de um determinado número de associações com sede noutras paragens, que não a nossa. Um episódio recente, sobejamente ilustrativo da mixórdica e gonorreica luta que se abate sobre os dinheiros destinados a Rabo de Peixe, marcou a paisagem social do nosso Porto de Pescas, no passado dia 28 de Outubro. Até a Polícia Marítima estava presente com as suas carrinhas "baywatch", facto raro, pois é mais fácil haver uma aparição a pastorinhos em Rabo de Peixe, do que vislumbrar tal autoridade no nosso Porto de Pescas. O aparato foi encenado ao jeito de uma grande produção de show-off, onde não faltaram fitas delimitadoras de espaço e paineis que não captaram a atenção dos poucos rabopeixenses que, por lá circulavam. E as forças vivas de Rabo de Peixe, onde estavam? Foram convidadas a intervir ? Alguém sabia da existência dessa acçãozinha de limpeza? NÃO!!! Então, como querem que as forças vivas de Rabo de Peixe se sintam? Sorridentes por uma banalidade dessas? Confiantes nos resultados "obtidos" ? Será que os mentores dessa brincadeira sabiam da existência de um Clube Naval de Rabo de Peixe, da existência de um Clube Atlético que possui uma vertente náutica de recreio? Será que esses chicos espertos sabem que, tanto o Clube Naval, como o Clube atlético desenvolvem acções conjuntas em matérias de limpeza e protecção ambiental? Acham que tiveram algum impacto em Rabo de Peixe? A resposta é: em Rabo de Peixe ZERO, na Comunicação Social que, para eles é o que mais importa, talvez 5 (numa escala de 0 a 10). Portanto, para não me alongar muito mais, gostaria de apelar aos senhores que gerem os dinheiros públicos que, apoiar acções dessa natureza,que não implicam a população alvo e forças vivas locais, é crime! E, ainda ganha mais relevo quando a limpeza apenas se restringiu a meia dúzia de objectos poluidores que se encontravam no fundo da bacia marítima. E o lixo que está na Orla, por que não o limparam? Será que a Norte Crescente estará a preparar a entrega de mais algum projecto que leve na calha a poluição em Rabo de Peixe, como meio de angariar fundos governamentais para os seus devaneios associativistas?

01 novembro, 2006

"Eu Não Vou Chorar"

Continuando a defender o que aqui escrevi, é notável o que esse clip consegue transmitir sobre o modus vivendi das crianças de Rabo de Peixe. Um verdadeiro retrato à boa maneira rabopeixense.
EU NAO VOU CHORAR

20 outubro, 2006

Despenalização, sim ou não?

Por falar em despenalização do aborto, aqui fica uma opinião do lusitano historiador J.A. Saraiva.

A atracção pela morte é um dos sinais da decadência. Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê?
Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população.
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos
dos que trabalham. Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo. Um sinal de saúde. Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.
Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má.
Que deixa traumas para toda a vida.
E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo.
A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto – tem de ser a oposta.
Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar – tem de ser a oposta.
O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.
Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro?Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?