26 junho, 2007

Bandeira Azul - Calhetas

A freguesia de Calhetas é conhecida pelas suas piscinas naturais e beleza marítima singulares. Pelo segundo ano consecutivo, foi atribuida bandeira azul à sua zona balnear. A cerimónia ocorreu no passado dia 22 de Junho e contou, entre outras personalidades, com a presença do senhor presidente da CMRG. Além de serem muito aprazíveis, as piscinas são, por excelência, o cartaz turístico de Calhetas, sendo muito frequentadas pelos habitantes locais, como também pelos da freguesia de Pico da Pedra e Vila de Rabo de Peixe. Desde há muito, assumo que as zonas limítrofes àquele local, poderiam dar lugar a um excelente parque de campismo. As condições físicas do terreno e a envolvente paisagística são oportunas, havendo fortes possibilidades de se arranjar um acesso alternativo. A ser concretizado, o concelho da Ribeira Grande teria a sublime oportunidade de inaugurar o primeiro parque de campismo construido para o efeito, fazendo-se justiça ao slogan "Mais Ribeira Grande". Não me parece que os gastos seriam exorbitantes e, requalificando o calhau das calhetas/da furna, todo o concelho ficaria a ganhar. A ver vamos qual será o destino daquele lugar.

25 junho, 2007

Outra Vez os Gueixos


No AO de hoje, vem noticiada a clandestinidade dos actos de matança de gueixos, por altura das Dispensas dos Pescadores. Não obstante, tais informações já haviam sido observadas neste blogue. Não é a primeira vez que se busca inspiração nesse blogue e, depois, se publica em nome próprio num jornal açoriano. Não é que me sinta ferido de direitos, mas acho que tais situações, quando devidamente referenciadas, apenas enobrecem a própria notícia. Assim, para evitar tais equívocos, tenho sempre adoptado procedimentos de cortesia nesse espaço, referindo sempre as minhas fontes.
Provavelmente, o autor do vídeo alojado no You-Tube, não passou palavra ao AO, por não querer que Rabo de Peixe fosse novamente lembrado pela negativa.
Eu próprio, totalmente à margem desses acontecimentos, enviei algumas notícias ao referido jornal, como por exemplo a inauguração do site do nosso Clube Naval e, como seria de esperar, a mesma foi ignorada. Infelizmente, a nossa imprensa escrita está a ficar cada vez mais narcisista, só olha para o seu umbigo e proveitos próprios.

P.S. Parece-me que o vídeo foi adicionado ao You-Tube no dia 26/05/2007 e não "agora" como referido na notícia do AO.


24 junho, 2007

Entrevista Projecto EFTA

Uma entrevista que focaliza a intervenção do projecto "Velhos Guetos, Novas Centralidades", pode ser vista aqui.

21 junho, 2007

Sismo 1980 - Ilha Terceira

Por vezes, ficamos com pequenos estímulos de consciência ao pensar que as desgraças apenas acontecem aos outros. No, não muito distante, ano de 1980 um forte sismo "varreu" algumas ilhas do Grupo Central. As imagens decrevem muitos dos horrores passados, mesmo aqui ao lado. Não são apenas os tsunamis que destroem aquilo que o homem e a natureza, um dia ergueram. Vivemos em ilhas duplamente sismicas e vulcânicas. Vivemos em ilhas e isso parece-me divinal.

Publicidade Rasca

Mas, será que o Millennium BCP (banco onde eu deixo mensalmente dezenas de "contos de rei" em juros), ainda não percebeu que os spots publicitários feitos pelo sr. Bruno Nogueira são mais tristes que a própria tristeza. Então este, é de bradar aos céus!

20 junho, 2007

Apoios Desportivos

Quem tiver interesse ou curiosidade, poderá consultar o requerimento apresentado pelo Deputado António Pedro Costa, na assembleia Legislativa Regional. Clicar aqui.

19 junho, 2007

Restaurante o Padrinho

Como diz o "outro", não é por ser da "famila", mas come-se muito bem. Aconselho-vos vivamente. Quando chegarem às furnas, virem à esquerda e....é "lá mêmo"!

14 junho, 2007

Sinalização

Bem, parece que o fotógrafo de serviço do AO, "tirou a semana" para Rabo de Peixe. Só é pena que as autoridades concelhias e regionais não queiram assumir que a nova marginal rabopeixense necessita urgentemente de fiscalização "in loco", sete dias por semana. Só assim se poderá erradicar a poluição que lá se multiplica. Ahhh, já agora, por que é que o senhor fotógrafo não capta uma imagem do molhe de protecção que está a 10 metros desse suposto sinal de trânsito, teria oportunidade de ver as dezenas de kg de fios de nylon abandonados pelos pescadores. E é isso que acontece, a limpeza dessa via resolve-se com umas vassouradas e consequente deslocação do lixo para "as pedras" do lado. Tenho dito.
Fonte da foto: AO de 14/06/2007

12 junho, 2007

Monstros poluentes

No Acoriano oriental de hoje, na secção de flagrantes, vemos a seguinte foto. Aproveito para informar que, o monte de cinzas que está ao lado esquerdo do barco pertence ao iate que deu à costa de Rabo de Peixe, na madrugada do passado dia 2/07/2006. Eis o seu destino.

28 maio, 2007

Américo Natalino Homenageado

Rabo de Peixe está de parabéns. O ilustre rabopeixense, Américo Natalino Viveiros foi hoje distinguido, pelo Presidente do Governo Regional, com a insígnia Autonómica de Reconhecimento. A cerimónia teve lugar na vila de São Roque, ilha do Pico, aquando da comemoração do dia da Região Autónoma dos Açores.

26 maio, 2007

Tradição ou irracionalidade ?

No longínquo ano de 1946, o Dr. Luís Bernardo D’Athaíde, antigo proprietário do Pico do Refúgio retratou, fielmente, o ambiente que envolvia a matança dos gueixos das dispensas dos pescadores. Então dizia: “o povoléu, ávido de belo horrível, começa a envolver estreitamente os animaizinhos; homens e mulheres acotovelam-se na ânsia de alcançarem um lugar em condições de tudo verem, e as crianças de todas as idades, agarradas às saias das mães, espreitam por entre os adultos.
Todos acompanham os movimentos do carniceiro que, friamente, de mãos, cara e camisa pintalgados de sangue, se aproxima firmando a choupa e, por fim, colocado na frente do gueixo, descarrega-lhe certeiro golpe na parte do cachaço a seguir aos chifres. O gueixo cai fulminado, quase instantâneamente, e, após as rápidas contrações do esteror de alguns momentos, é logo assaltado pelos magarefes, exímios esfoladores que, com afiadas facas de matar porco, lhe tiram toda a pele.
Aberto, em todo o comprimento, escalado o ventre, são extraídos os intestinos, é recolhido o sangue em alguidares e refocila-se afanosamente nas vísceras quentes, num canibalismo que nos repugna e contrista".

Passados mais de 60 anos, os costumes mantem-se quase inalterados. Apesar de não estarmos em Barrancos, continua-se a agir em nome da tradição (matança dos animais no porto de pesca/calhau). Resta a barbárie desses actos e o desrespeito pelas normas de higiene, sanidade e segurança alimentar.

24 maio, 2007

Nürband

Ouçam o mais recente trabalho da banda rabopeixense NÜRBAND. Façam download das músicas e divirtam-se qb.

Na voz - Rui Faria

Na Bateria - Emanuel Maiato

No Violão - Toni Silva








04 maio, 2007

Zona Balnear

A 9 de Agosto de 2003, o Diário dos Açores noticiou o seguinte
"A Câmara Municipal da Ribeira Grande, inaugurou esta semana a Zona Balnear de Rabo de Peixe. Situada junto ao Campo de Futebol local, aquela estrutura está servida com as infra-estruturas necessárias a um espaço de qualidade para este Verão.Na ocasião, o chefe da edilidade Ribeiragrandense, António Pedro Costa, frisou que Rabo de peixe "tinha necessidade de uma zona balnear" uma vez que as zonas onde habitualmente a população "tinha acesso ao mar, estão comprometidas". Considerando que a edilidade teve "a feliz chance de encontrar um espaço, limpo, seguro e bonito" onde forma realizados "os trabalhos mínimos para oferecer melhores condições de acesso à população". Justificando que "a Câmara não quis abrir o espaço sem ter as mínimas condições de segurança", lembrou que a Zona Balnear de Rabo de Peixe, fica agora servida pelos "nadadores-salvadores, pelos duches, pelas cabines de muda e por uma zona de solário, onde as pessoas podem usufruir do espaço com as necessárias condições de higiene, salubridade, segurança e lazer".O edil nortenho, frisou por outro lado que este é um espaço que "está aberto à população da Ilha e não só à população de Rabo de Peixe" fazendo votos de que "toda a gente usufrua do espaço da melhor forma".Ainda na altura, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, anunciou que "existe já um projecto para a futura Zona Balnear de Rabo de Peixe", dado que esta é uma experiência piloto, devendo "as obras necessárias avançar logo a seguir à época balnear", por forma a consolidar aquela Zona Balnear com todas as condições necessárias. Impregnada de "simbolismo pela possibilidade da população de Rabo de Peixe ter um espaço de acesso ao mar", esta intervenção camarária "realizada com recurso aos meios da edilidade, não tem um valor significativo a nível monetário" segundo António Pedro Costa, para quem a futura intervenção, vai essa sim, "exigir algum dispêndio monetário, que ainda não está quantificado em termos de orçamento camarário"Por seu turno, o Presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, "satisfeito com a iniciativa" da edilidade, considerou-a "uma resposta oportuna aos anseios da população, sobretudo dos jovens", uma vez que "com os novos bairros e com o Porto de Pesca", os locais onde até agora se poderia tomar banhos de mar, "foram destruídos", acrescentando que "era urgente, necessário e importante partir para uma infra-estrutura" daquela natureza. Lembrando que "Rabo de Peixe sabe nadar", Artur Martins considerou que "uma freguesia de 7500 habitantes em que mais de metade da população sabe nadar, merece uma zona onde o possa fazer", a par da segurança através dos meios próprios.Considerando que esta experiência piloto é o pontapé de saída para algo mais grandioso, que irá "dotar Rabo de Peixe com uma infra-estrutura balnear condigna, a par do estatuto de Vila que se pretende"., Artur Martins garantiu que a Junta tudo fará para garantir regularmente o "asseio" do espaço, lembrando que cabe a população com a utilização assídua daquele espaço, "que é importante avançar com um projecto maior, com maior amplitude e melhores condições". lembrou prestes a proceder à Empreitada de Construção das Infra-estruturas Urbanas do Bairro Património dos Pobres, na freguesia de Rabo de Peixe".
Pergunto: o que é feito dessa "zona balnear". Ainda continua como projecto piloto?

14 abril, 2007

Imperdível

Um reflexo de originalidade, boa disposição e astúcia. Enfim, o pulsar da nossa cultura na vastíssima diáspora

12 abril, 2007

Tipos de Drogas

O texto que abaixo se reproduz foi retirado daqui .
Optou-se por manter a sua configuração inicial, não se procedendo a qualquer alteração de natureza gramatical, visto estar escrito em português do Brasil.

Conheça um pouco mais como as drogas agem no corpo: os efeitos, o consumo e as conseqüências do uso de cada uma delas. Curtir uma viagem, um barato diferente ou só um jeito de se descontrair, pode não ser tão ingênuo quanto parece. Então, informe-se para sacar mais esse esquema.
- Maconha
Cannabis Sativa é o nome que você já ouviu aos montes por aí, nas letras de música do Planet Hemp. Apesar de ser um nome científico, é até bem popular entre as gírias para se falar da maconha. Canabis é a planta, e Tetrahidrocanabinol, ou THC, é a substância responsável pelos efeitos da maconha no corpo. Dependendo de como é cultivada, a erva pode ter uma concentração maior ou menor de THC, o que determina o potencial da droga.A maconha pode ser fumada em cigarros feitos à mão ou cachimbos. A fumaça também pode ser inalada e a erva ingerida quando torna-se ingrediente de chás e receitas nada convencionais.Os efeitos da maconha no corpo dependem da dose consumida, da concentração de THC e da reação individual à droga. Os efeitos mais freqüentes são: excitação seguida de relaxamento, noção de tempo e espaço distorcidas, diminuição dos reflexos, vontade de falar em exagero e fome intensa (a famosa "larica"). Os efeitos físicos mais comuns são olhos avermelhados, pupilas dilatadas, boca seca, palidez e taquicardia.O uso prolongado de maconha pode prejudicar a memória para fatos recentes e causar desânimo generalizado. Algumas pessoas podem ter alucinações, sobretudo visuais. Altas doses de maconha também podem provocar ansiedade intensa, pânico e paranóia.
- Cocaína
Produzida em laboratório, a cocaína é extraída da folha de coca, planta cultivada principalmente na Bolívia, Peru e Colômbia, principal ponto de partida do tráfico rumo aos Estados Unidos e à Europa. Refinada até virar um pó branco, a cocaína pode ser misturada a várias substâncias como talco, cimento ou pó de vidro, o que interfere na pureza e no potencial da droga.A cocaína age na comunicação entre os neurônios, aumentando a ação da dopamina, substância liberada pelas células nervosas na parte do cérebro responsável pela sensação de prazer. Por isso, a pessoa sente uma dose extra de prazer - curta, porém - ao consumi-la.A cocaína é uma droga de efeito estimulante, que gera excitação, euforia e sensação de poder. A atividade física e mental são estimuladas e, em contrapartida, o sono, o cansaço e a fome diminuem. Depois de uma hora ou mais, a cocaína vai perdendo seu efeito e o usuário tem que consumir outras doses para prolongar a sensação de prazer.Os problemas do uso contínuo de cocaína se manifestam desde a morte dos tecido do nariz (pela aspiração da droga) ou das veias (no caso de ser injetada) até complicações cardíacas, circulatórias e cerebrais (derrame ou infarto). Podem ocorrer insônia, ansiedade, paranóia, suor excessivo, aumento da pressão sangüínea e irritabilidade. Com o tempo, o usuário vai perdendo a capacidade de sentir prazer sem o uso da cocaína e, se pára de usá-la, fica ansioso por não conseguir obter sensação parecida sem a droga.
- Crack
Vendido em pequenas pedras, o crack é, basicamente, a pasta de cocaína não refinada. Estimulante como a cocaína, seu efeito é uma porrada, podendo ser até cinco vezes mais potente que a droga "mãe", só que com duração bem mais curta (de alguns minutos).Cachimbos improvisados - feitos com canetas, garrafas e copos de plástico - são os apetrechos mais comuns para se fumar crack.Os efeitos são euforia inicial e perda do sono, da fome e da sensação de cansaço. Como o efeito passa rápido, o usuário logo é fisgado pela tentação de querer fumar mais e mais para prolongar essa sensação.O uso prolongado do crack pode causar paranóia, irritabilidade, depressão, cansaço constante e desinteresse sexual. Danos ao sistema respiratório, tosse, convulsões e possível derrame ou ataque cardíaco são outros problemas que podem aparecer com o abuso da droga.
- LSD

A palavra alucinar vem do latim e significa "vagar pela mente". Distorcendo (para alguns ampliando) os cinco sentidos do corpo, os alucinógenos permitem que o usuário entre numa "viagem" onde realidade e fantasia se misturam. O LSD (ou ácido lisérgico, "A.C.", "doce") é o mais popular dos alucinógenos, concorrendo na "fama" com outras drogas naturais como mescalina e cogumelos.O LSD tem como princípio ativo o MDMA (Metilenodioxometanfetamina). Agindo nos neurônios, o MDMA aumenta a liberação de serotonina no cérebro, uma substância que atua em células nervosas que controlam os sentidos, as emoções, o humor e o sono.Quando ingerido, o ácido provoca alucinações e delírios, alterando a percepção de sons, imagens e tato. Quem consome LSD é bombardeado por muitas sensações e emoções. Os sentidos podem parecer confusos, por isso são comuns relatos de pessoas que "enxergam" os sons e "ouvem" as cores.A droga é vendida em cartelas - em geral com desenhos psicodélicos -, divididas em "pontos", que concentram o MDMA. Uma dose pequena de LSD (bem menos que uma grama) é capaz de provocar "viagens" de várias horas.Os efeitos colaterais do uso do LSD são os "flashbacks", repetições repentinas das "viagens" do ácido, que podem surgir semanas ou meses depois da droga ter sido consumida. O usuário também pode sentir pânico, ansiedade e delírios ruins, a chamada "bad trip". Insônia, tremedeira e aumento da pulsação do coração e da pressão do sangue são os efeitos que podem se manifestar no corpo.
- Heroína
Derivada da planta papoula, os chamados opiáceos (também conhecidos como narcóticos) são drogas poderosas, que causam uma rápida sensação de prazer, seguida por um efeito de bem-estar e sonolência. Se a pequena Dorothy, da história do Mágico de Oz, cai no sono profundo depois de passar por uma plantação de exuberantes papoulas vermelhas, não pense que isso é por acaso...Morfina, heroína e codeína são os exemplos mais conhecidos de opiáceos. A heroína é uma droga sintetizada em laboratório, cara e pouco consumida no Brasil, se comparada com outras como maconha e cocaína.A morfina é usada na medicina como analgésico (alivia a dor), e a codeína, em xaropes para tosse. Na forma sólida, a heroína é aquecida (em geral numa colher) até "derreter" e injetada na veia com seringa e agulha. Ela cria um estado de prazer, relaxamento e torpor, mas, como o efeito dura pouco, o usuário logo busca novas doses para obter sensação de bem-estar. O uso da heroína pode causar queda da pressão, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos, podendo levar ao coma e à morte. A droga interfere na atividade dos neurônios que "se acostumam" a trabalhar com a presença do opiáceo. Por isso, quando pára de consumi-lo, o usuário enfrenta uma crise de abstinência com calafrios, suor excessivo, dores musculares e abdominais, vômitos, diarréias, coriza, lacrimejamento e febre. Por provocar dependência rapidamente, a heroína é uma das drogas mais perigosas ao corpo humano.
- Ecstasy
Conhecida como a droga do amor, o ecstasy é derivado da anfetamina (o MDMA, mesmo princípio ativo do LSD), tendo efeito estimulante e alucinógeno. Nos últimos anos, a droga ganhou espaço graças à popularidade das raves e da música eletrônica, que criam ambientes favoráveis a seu consumo.O ecstasy - ou simplesmente "e" - aumenta a concentração de dopamina (estimulante) e serotonina (substância responsável pelas emoções) no cérebro. A droga é consumida em comprimidos de diversas cores e tamanhos e seus efeitos surgem de 20 a 60 minutos depois do consumo, podendo durar até 10h.O ecstasy provoca euforia, sensação de intimidade, aumento da empatia e muita vontade de conversar e tocar os outros, o que justifica o apelido "droga do amor". A droga também pode gerar alucinações auditivas, visuais e táteis. Boca seca, náusea, suor em excesso, diminuição da fome, caimbras, insônia, espasmo do maxilar e aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial são os efeitos que o ecstasy pode causar no corpo.O uso freqüente e de grandes doses da droga pode causar depressão, ansiedade e paranóia. A morte pelo consumo de ecstasy é rara, mas pode acontecer. O aumento descontrolado da temperatura e pressão do corpo podem provocar desidratação (pelo suor intenso), febre aguda (podendo passar 41º), convulsões e insuficiência dos rins, com risco de morte. O risco é maior para pessoas hipertensas ou com problemas no coração, mas nunca se pode bobear. E quando consumido com bebidas alcoólicas, o ecstasy torna-se perigoso.
- Nicotina
Nicotina é a substância presente no tabaco e que é absorvida pelo corpo quando fuma-se cigarro. Além da nicotina, a fumaça do cigarro contém outras substâncias tóxicas como o alcatrão e o monóxido de carbono que prejudicam bastante a qualidade de vida do fumante.Considerada um estimulante leve, a nicotina entra nos pulmões quando o fumante traga o cigarro, passando pela corrente sangüínea e chegando ao cérebro em apenas 8 segundos. A droga também pode ser absorvida pela boca (quando o tabaco é mascado), pelo nariz e até mesmo pela pele.Como o álcool, a nicotina atua no Sistema Nervoso Central e tem poder de causar dependência. Seus efeitos são leve elevação do humor, relaxamento, diminuição do apetite e sensação de prazer (pela maior liberação de dopamina no cérebro, a mesma substância que está envolvida na dependência da cocaína e heroína). A nicotina também aumenta os batimentos cardíacos, a pressão arterial, provoca tremores, insônia, diarréia, vômitos, tontura, dor no peito e danos graves ao sistema digestivo e respiratório. Quando usada com freqüência, a nicotina pode causar tolerância e, por isso, a pessoa tende a fumar um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos.A longo prazo, o cigarro aumenta as chances da pessoa ter câncer (de pulmão, estômago, boca, faringe, laringe e outros), derrame cerebral, pneumonia, infarto, bronquite crônica, úlcera digestiva e uma série de outras doenças. Mesmo assim, metade dos fumantes que sofrem ataque cardíaco ignoram as recomendações médicas e continuam fumando, sem conseguir se livrar do vício. Na gravidez, o uso de cigarro pode prejudicar muito o feto, que recebe as substâncias tóxicas do tabaco pelo sangue.A dependência ao cigarro é muito comum. Pelas pesquisas, as pessoas que começam a fumar antes dos 21 anos têm maior dificuldade de largar o vício. Em cada 10 fumantes que tentam parar de fumar, menos de um consegue ter sucesso. E quando param, os dependentes de nicotina passam por uma crise de abstinência que dura cerca de duas semanas, com fases de agitação, fome, dores de cabeça, depressão, tontura, insônia, irritação e "fissura" (aquela vontade incontrolável de fumar).O tabaco causa mais doenças e mortes do que as outras drogas que causam dependência juntas. Apesar de matar muita gente (só nos Estados Unidos, uma em cada seis mortes é resultado do fumo), a indústria do cigarro é extremamente lucrativa e poderosa no mundo inteiro.
- Álcool
Apesar de legal e amplamente comercializado, o álcool é considerado uma droga psicotrópica, já que atua no sistema nervoso central, altera o comportamento de quem consome e tem potencial para criar dependência.Os efeitos do álcool variam de acordo com as características da pessoa, o teor alcoólico da bebida e a freqüência do consumo, porque o hábito de beber gera uma tolerância do corpo cada vez maior. É importante lembrar, no entanto, que o prejuízo dos reflexos e da coordenação motora é igual para quem está e quem não está acostumado a beber. Por isso, dirigir depois de beber é bem arriscado, embora muita gente "esqueça" disso quando sai para tomar umas e outras com os amigos.De início, as bebidas alcoólicas conseguem desinibir as pessoas, que ficam mais sociáveis e com maior facilidade para conversar e rir. O segundo estágio começa a se manifestar com a perda da coordenação, descontrole e sono. Se a pessoa continua bebendo, o álcool pode causar dor de cabeça, dificuldade de falar, mal-estar, vômitos e, no dia seguinte, a famosa ressaca. A mistura de bebidas fermentadas (como cerveja e vinho) e destiladas (como pinga, vodka e uísque) faz o álcool "subir" à cabeça ainda mais rápido.O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar depressão e levar a pessoa ao coma. Doenças como cirrose, gastrite, anemia e úlceras na pele também estão ligadas ao abuso do álcool. Na gravidez, essa droga "legal" deve ser evitada para não provocar deficiência físicas e mentais no bebê.A dependência ao álcool (o alcoolismo) tem custos enormes para a vida profissional, familiar e psicológica do dependente. Os custos sociais não ficam atrás, já que o alcoolismo envolve atendimento especializado e gastos com saúde pública. O grande número de acidentes e de casos de violência associados ao abuso de álcool só fazem crescer essa matemática do prejuízo. Uma realidade que a indústria do álcool não mostra em sua publicidade.

08 abril, 2007

Mariana Pires

Na sequência do que havia sido publicado aqui, a Mariana conta com um novo apoio. Para esse fim, todos os apoios são poucos, principalmente quando as adversidades tentam romper os sonhos.


Retirado do AO de 08/04/2007.

13 março, 2007

Muito Bem Visto

A atractividade de cada sítio não é a gota de água que o faz visitar. O que justifica cada visita é, tantas vezes, a obrigação ou a desculpa para ir a uma qualquer local pedagógico com as crianças ou ainda a alguma conferência.
Vamos a Paris para levar os filhos à Disneylândia ou porque existe uma qualquer reunião importante nessa cidade das luzes. Vamos a uma peça de teatro a Londres de passagem para uma reunião em Cambridge ou uma estadia de trabalho mais a norte. Visitamos Sevilha por altura da Feira Taurina. Conhecemos Roma quando queremos visitar o Papa. E se nos passeamos em Lisboa é porque tivemos de aí ir por uma qualquer razão.
O grande motor da visitação é o trabalho ou o cumprimento de uma estação de rotas pré – definidas. Cabe aos promotores do turismo de cada sítio fazerem com que as muitas rotas e rotinas desse mundo fora passem momentaneamente ou regularmente pelos seus sítios. A questão é simples. A humanidade actual pode ter-se tornado mais sedentária. Mas cada homem e cada mulher mantêm os genes do nomadismo. A organização dos percursos turísticos pode ser uma resposta a esta necessidade atávica de percorrer o mundo em busca de recursos para satisfazer necessidades.
Acontece que, tal como os transumantes seguiam muitas vezes rotas pré – definidas, que agora percebemos nas canadas reais de Espanha e nas redimensionadas canadas das ilhas dos Açores, também os actuais nómadas seguem tantas vezes rotas pré – estabelecidas que podem ser marcadas pelos fluxos ou pelos nós. Os operadores turísticos preferem apostar nos fluxos e pouco lhes importa as características de cada nó. Aos visitados importar-lhe-ás mais cuidar para que os seus nós promovam as comunicações internas e externas. Aos primeiros, no modelo seguido por São Miguel, basta-lhes criar charters e camaratas de luxo para que os fluxos continuem a existir independentemente do seu enraizamento. A Ilha é bonita e isso basta para que se faça turismo. No entanto, para que se faça nomadismo não basta tratar das viagens e das camas, das camionetas, das refeições e dos miradouros. O nomadismo precisa de colher e de dar.
A forma mais comum de promover o nomadismo moderno é através de Congressos. Não dos congressos que são apenas passeios feitos à conta dos serviços de saúde como aqueles que são promovidos pela indústria farmacêutica. Esses enquadram-se mais no turismo do INATEL para associados de luxo. Do que vos falo é dos Congresso e Conferências das associações profissionais que gostam de ir aos sítios porque aí existe algum colega que lhes dá a conhecer as coisas mais por dentro e, sobretudo, com a mesma linguagem dos interlocutores. Estou espantado com a adesão a um Congresso que estamos a organizar este ano para o mês de Julho em Angra. As propostas de comunicações já duplicaram o número habitual de comunicações quando o congresso é feito no Continente, o que é devido não só a grande capacidade dos Açores atraírem pessoas mas também à grande capacidade da Universidade dos Açores e dos açorianos de responderem e participarem nos vários domínios da ciência.
Outro caso de nomadismo fundamental que a Terceira pode acolher tem a ver com os touros. Numa breve que apresentamos neste número sabemos que cinquenta espanhóis já reservaram lugares na praça e nos hotéis só para ver “El Cid”. E muitos mais viriam se os preços das passagens não fossem escandalosamente caros. Não é preciso que venha uma multidão que degradaria o ambiente das Sanjoaninas. Mas trezentos espanhóis, mais trezentos alentejanos, trezentos ribatejanos, trezentos lisboetas, trezentos californianos, trezentos micaelenses e trezentos das outras ilhas dava um terço de praça que gostaríamos de acompanhar. Não queremos turistas com quem não sabemos falar. Queremos nómadas que falem a nossa língua. Também a dos touros.

08 março, 2007

Memória Oiginária

Não se sabendo ao certo a data ou como teria sido povoada esta localidade, aponta-se que por volta do século XV Rabo de Peixe, conjuntamente com a Ribeira Grande, constituía freguesia.A 25 de Abril de 2004, Rabo de Peixe foi elevada a Vila, alcançando, assim, uma das suas maiores pretensões.Esta localidade é assim chamada devido à semelhança que uma das suas pontas de terra tem com uma cauda de peixe, ou como diz Gaspar Frutuoso (cronista açoriano, século XVI), por em tempos ali ter sido encontrado o rabo de um grande peixe desconhecido.Rabo de Peixe é o maior porto de pesca dos Açores e a vila mais populosa do concelho da Ribeira Grande.Do seu património arquitectónico há a destacar a sua Igreja Paroquial, dedicada ao Senhor Bom Jesus. Desconhece-se a data precisa da sua edificação, sabendo-se apenas que veio substituir uma outra igreja que já existia em 1522. De traça harmoniosa, o seu corpo principal é constituído por três naves. Nela se Conserva uma bela capela-mor com talha do século XVIII, um quadro de São Pedro atribuído ao Mestre Vasco Fernandes (1480-1543) e um magnífico Cristo Crucificado de marfim. A Festa e Procissão de São Pedro Gonçalves – Patrono dos Pescadores – é celebrada nesta igreja no 6º domingo após a Páscoa.Para além da igreja paroquial existem nesta freguesia os seguintes templos: a Ermida de São Sebastião, um dos melhores exemplares da arquitectura religiosa micaelense do século XVIII, com interior revestido de azulejos da mesma altura; a Ermida de Nossa Senhora do Rosário, edifício do século XVI, sucessivamente reconstruído nos séculos XIX e XX, situada no Alto do Rosário e de onde se desfruta um soberbo panorama sobre a costa que se estende entre esta freguesia e a das Capelas; a Ermida de Nossa Senhora da Conceição (século XVIII) ou da Conceição das Vinhas, com um frontal de altar revestido a azulejos e uma imagem da padroeira coevos da sua fundação; a Ermida de Sant`Ana situada num prédio pertencente à família de Manuel Coutinho, no Caminho Velho de Santana; e, ainda, a Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (século XX), localizada numa quinta, apresentando no seu interior uma bonita imagem da Virgem do Perpétuo Socorro com a sandália do Menino Deus desprendida do pé.Como nota de curiosidade, registe-se que o lugar de Santana, extensa planície, foi transformado em campo de aviação militar durante a segunda guerra mundial (1939/45), passando, em 1946, para a aeronáutica civil com a instalação do primeiro aeroporto da ilha de São Miguel.

07 março, 2007

Conselho

Quem está a pensar em fazer um contrato de seguro com a Lusitânia Companhia de Seguros, S.A., deve ter muito cuidado com a escolha, pois poderá cometer o maior erro do dia/ano/vida. Para tomar a decisão, deve relaxar um pouco, beber uma cervejinha bem fresca e ver um filme que suscite a descompressão psíquica e muscular. Se, mesmo assim, quiser celebrar um contrato de seguro, ponha-se em cima de um cadafalso e espere pelo pior. Em caso de acidente poderá aguardar, no mínimo, um mês para que seja contactado, pela primeira vez, com vista à resolução da situação. Quanto a mim, é a PIOR companhia de seguros a actuar na nossa Região. Liga-se para lá e os aparvalhados funcionários nunca sabem dar resposta a nada. Enviamos faxes e nunca recebemos resposta. A ver vamos qual será o resultado da queixa formal que hoje será enviada para o Instituto de Seguros de Portugal. Não se deixem enganar pela incompetência e falta de qualidade de serviços.