19 outubro, 2007

Ladrões a mais


Quando era miúdo, ouvia dizer que os ladrões se apoderavam do alheio pela calada da noite. Escolhiam, principalmente, as madrugadas de Sábado para atacar. Hoje em dia, é a qualquer hora que se rouba, como é também a qualquer hora que se vende. Basta ir à Praça de Rabo de Peixe, à Rua da Cruz, Pires, e outros bairros, para ver e assistir à venda porta-a-porta. Os grandes lesados têm sido os horticultores e fruticultores de Rabo de Peixe que, diariamente, vêm os seus bens serem vandalizados e roubados às vistas e às claras. As forças de autoridade "nada podem fazer" e, seguramente, já estão fartas de tantos telefonemas a fazer denúncias de roubos do género. Existem quintas que são assaltadas várias vezes num só dia, sendo o produto do roubo materializado em centenas de Kg de citrinos e outros hortícolas, num só dia. Vontade de fazer justiça com as próprias mãos, não deve faltar aos pobres coitados dos donos mas, a justiça, quem defenderá? O ladrão que rouba para vender e comprar droga, ou o dono que mata um filho-de-puta desses a tiro? Ahhhhhhhh, essa foto ilustra dois desses bandidos a transportarem duas sacas de mandarinas(citrinos da época) e foi tirada por mim, hoje às 13:45h na Rua Gonçalo Velho - o local de passagem obrigatório desse tipo de larápios. E que tal uma vigilância apertada nessa rua, não é possível? É porque, se não houvesse quem comprasse, não havia quem roubasse!

17 outubro, 2007

Pobreza

Hoje celebra-se o dia mundial da luta contra a pobreza. Por motivos profissionais e não só, nos últimos 4 anos vi, muitíssimas vezes, o rosto da pobreza. O que mais me preocupa são os casos de idosos, crianças, deficientes e todos os outros que não têm capacidade para suprir essa desigualdade, pelos seus próprios meios. Noutros casos, e principalmente na ilha de São Miguel (a que melhor conheço), a situação é, repetidas vezes, resultante de factores que só aos desafortunados dizem respeito. Muitos aceitam a sua condição de dependência com a maior das naturalidades onde, quase sempre, o destino é o culpado. Há uma enorme tendência para a vitimização e, para os pobres conformados, o problema está na sociedade que não os apoia e protege. O problema está no Governo que dá mais ao vizinho do lado, que ao próprio "pobre". Portanto, acredito que, nos Açores é possível continuar a debelar a fome e pobreza que emergem quotidianamente. É possível mitigar, não erradicar. Por mais políticas sociais que venham, a maior parte delas bem-vindas, estes serão sempre fenómenos marcantes e difíceis de contrariar.

15 outubro, 2007

Clube Naval Rabo de Peixe

O único Clube Naval do Concelho da Costa Norte da Ilha de São Miguel, já tem a sua página na maior rede de informação do mundo. Visitem-no em http://www.cn-rabopeixe.com/

12 outubro, 2007

Greve na Cofaco

Será que a Stone Holding vai resolver os problemas ambientais provocados pela Cofaco em Rabo de Peixe?
"A compra de 98% da Cofaco pela empresa britânica Stone Holding está a gerar grande expectativa junto dos 600 trabalhadores. A revelação é feita pelo Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES) que está esperançado numa mudança para "melhor", mas, apesar disso, já convocou uma greve geral na Cofaco, entre as zero horas do dia 12 e as 24 horas do dia 15 deste mês. E uma nova greve pode estar a caminho a 18 de Outubro. A confirmar-se a paralisação, Vítor Silva vaticina tratar-se da maior greve de sempre no sector privado, mobilizando mais de 500 trabalhadores. Na Cofaco, as pretensões sindicais incidem, sobretudo, em tornar o subsídio de alimentação igual para todos os empregados, acabar com a discriminação salarial entre homens e mulheres e pôr fim a um quadro que impede a progressão de carreiras. Estas reivindicações baseiam-se no pressuposto de que um operário conserveiro em Inglaterra ganha três vezes mais do que um operário nos Açores, com direito a ordenado mínimo ou pouco mais. Ao contrário do que acontece em Portugal, as grandes empresas como a Stone Holding "percebem que, quanto melhores forem as condições oferecidas aos empregados, melhor será a sua produtividade. E os trabalhadores vão ganhar muito com esta mudança". A conserveira regional, conhecida pela sua marca de conservas Bom Petisco, registou em 2006, à semelhança de 2005, um volume de negócios consolidado na ordem dos 50 milhões de euros. A produção própria da Cofaco foi de cerca de 11,5 mil toneladas. Para este ano, as perspectivas são uma produção de 14 mil toneladas, mais cerca de 22% do que no ano anterior".

01 outubro, 2007

Lideranças

Será a nova liderança de Luís Filipe Meneses um bom presságio para Natalino?
Aguardo expectante!

26 setembro, 2007

Água para toda a gente


Bem me parecia que o EFTA também vinha para as nossas vizinhas freguesias.
Quando há fartura, há que distribuí-la. :)

23 setembro, 2007

Chamem a Polícia, oh oh oh

Eu até acredito que, durante algumas procissões religiosas, muitos agentes da PSP fiquem sujeitos a uma grande pressão psicológica, por parte de alguns automobilistas. Muitas pessoas não percebem ou não querem perceber as razões da interrupção temporária de algumas ruas e banham os polícias com insultos impróprios. Numa dessas procissões, na freguesia de Calhetas, hoje pelas 18:25h, quando era o último de uma fila de carros que aguardavam a passagem da procissão, vislumbrei um carro da PSP de Rabo de Peixe a aproximar-se do meu. A três metros de distância, o condutor do mesmo carro começa a buzinar e depois pára ao meu lado. Diz-me ele " não ouviu o apito"? "Chegue o carro para dentro". Apanhado de surpresa, tanto pela energúmena arrogância, como pelo teor da mensagem, perguntei se apitar para um carro é sinónimo de o "mandar" encostar? Aliás, eu estava dentro da minha faixa de rodagem e mais de uma dezena de carros já se tinha cruzado comigo, em sentido contrário. Se calhar o projecto de polícia queria que eu colocasse o carro em cima do muro, talvez! Ora, esse senhor agente era nem mais nem menos um que não lhe conheço o nome, apenas sei que é da Ribeirinha e anda na casa do 50 anos. Portanto, perante tamanha imbecilidade e prepotência, apenas tenho pena que tipos como este não sejam sistematicamente avaliados, e sujeitos a reciclagens profissionais. Se tal fosse efectivado, certamente esse senhor estaria no Canto da Cruz(lugar da freguesia da Ribeirinha), de sacho na mão à espera que alguém lhe desse trabalho. Não é que a profissão de camponês não seja digna, mas é o exemplo de que agora me sirvo. Esse sujeito policial, com comportamentos dessa natureza, não apenas demonstra ser um mau exemplo de agente de autoridade, como está a denegrir o bom trabalho que alguns polícias tentam fazer em Rabo de Peixe. Eu até acho que o mesmo deveria fazer mais trabalho de secretaria, menos de campo. No entanto, essa é uma decisão que cabe ao Sr. Saraiva. E é bom que alguns vão aprendendo que, em Rabo de Peixe, nem tudo é estúpido, como muitos gostariam que fosse.

18 setembro, 2007

SCUT'S


Inteiramente de acordo. Por que não um maior e melhor acesso para Rabo de Peixe?

14 setembro, 2007

Durval Terceira na "Proa"

Se muitos dos de cá se esforçassem e conseguissem os feitos dos de lá, Rabo de Peixe seria um ímpar centro de desenvolvimento económico e social.
Nota: Mensagem retirada do Ao de 14/09/2007.

10 setembro, 2007

Nova Escola em Rabo de Peixe

O Governo dos Açores deu por concluída a 1ª fase das Obras de Requalificação do Parque Escolar de Rabo de Peixe com a inauguração da nova Escola Básica e Jardim-de-Infância Luísa Constantina, um edifício cuja construção representou um investimento de 2,9 milhões de euros.O novo edifício, que vem substituir as antigas instalações da Escola Básica Luísa Constantina, dispõe de 23 salas de aula, salas específicas para educação especial, sala polivalente para actividades e um conjunto vasto de espaços destinados ao pessoal docente e não docente, bem como para recepção aos encarregados de educação.Como disse o Presidente do Governo dos Açores, na cerimónia de inauguração, em que se fazia acompanhar pelo secretário Regional da Educação e Ciência, Álamo Meneses, Rabo de Peixe passa assim a dispor de uma escola com qualidade, a primeira desde sempre.Carlos César salientou, no entanto, que aquela era apenas a primeira de um conjunto de obras, no valor global de cerca de 32 milhões de euros, que vai requalificar completamente o parque escolar de Rabo de Peixe, dotando a vila de mais uma escola básica, uma escola profissional e uma piscina coberta, para além de remodelações importantes nas instalações escolares já existentes.Com essa requalificação ficará ultrapassada, em definitivo, uma das piores situações de sobrelotação de instalações escolares que ainda subsistia nos Açores. E já no próximo ano, com a conclusão das obras na Escola D. José Paulo Tavares, também em Rabo de Peixe, será eliminada a última situação de desdobramento existente na Região. Em 1996 havia 400 salas de aula em desdobramento, com todos os prejuízos daí resultantes para a qualidade do ensino.
IN: JornalDiario
2007-09-10

06 setembro, 2007

Isolamento Sociocultural Rabopeixense

Quem visita esse blogue certamente já se deparou com algumas críticas acérrimas contra pontuais artigos jornalísticos. Detesto o sensacionalismo, a mentira e o forjamento apressado de notícias e, quando isso acontece, não posso perdoar e tento ser coerente com o que defendo. No entanto, hoje de manhã, ao abrir o Acoriano Oriental fiquei compenetrado com a notícia que abaixo se transmite. Dou os parabéns ao olhar clínico do senhor jornalista, pela clareza e indubitável análise da realidade presenciada. Ao fim e ao cabo, todos os rabopeixenses são culpados por esta amorfia sócio-cultural. Por diversas vezes, muitos rabopeixenses já demonstraram as suas potencialidades, crenças e determinação em fazer algo inovador, de natureza próspera. Não se pense que não existem pessoas com ideias, com projectos inovadores nas áreas criticadas, no entanto qualquer maravilha que tente despontar é peremptoriamente desconsiderada à partida. Eu já estive e continuo envolvido em algumas acções de natureza sócio-cultural e assumo que é extremamente difícil mobilizar outros rabopeixenses. Ouve-se repetidamente "não tenho tempo para essas coisas", " não gosto de fazer isso", "etç, etç, etç". Rabo de Peixe está matizado por uma grande dispersão social e cultural, com espaços sociais bem distintos e vincados às profissões e modos de vida dos seus habitantes. Se, por um lado, existe alguma iniciativa na parte dos homens da terra, na dos homens do mar, apenas assistimos(salvo alguma imprecisão), à concretização das festas em honra de São Pedro Gonçalves. Mais nada. Convenhamos que a maior parte da população rabopeixense está segregada nos bairros sociais existentes. O orçamento médio das festas dos pescadores está situado entre os 50 e 70 mil euros, gastos em apenas 2/3 dias. Ou seja, não subestimando a origem dos montantes, pois esse dinheiro é o resultado do trabalho dos pescadores que, ao longo do ano, enchem um mealheiro comum, acredito que havendo uma melhor gestão desses fundos, os mesmos pescadores poderiam fazer uma semana cultural em Rabo de Peixe. Têm tudo: espaço físico, pessoas e dinheiro - falta a vontade e sentido de obrigação social. Infelizmente, verifica-se que muitos rabopeixenses continuam a achar que apenas têm direitos, deveres não. Têm o direito de receber casas no regime de realojamento, Rendimento Social de Inserção, e outros apoios estatais. Assim não dá e alguém tem muita culpa no cartório. Se quiserem podem consultar essa página electrónica e verão que existem alguma células institucionais que querem fazer algo mais em e por Rabo de Peixe. O problema é que faltam apoios e sem ovos não se fazem omeletes.
Também não convém esquecer que muitas das iniciativas tomadas são comunicadas a alguns orgãos de comunicação social que, sem explicação aparente, preferem ignorar a notícia, não dando qualquer tipo de cobertura e importância. Nesse campo, parece-me que, para os nossos OCS é mais relevante dar cobertura a alguns eventos que tenham a ver com a inauguração de uma creche ou a entrega exaustiva de mais casinhas.

Fonte: Acoriano Oriental 06/09/2007 pag.8

05 setembro, 2007

Ajudar é contribuir para uma vida melhor

Recebi um e-mail da Carmélia. Ela e a irmã (Florinda) sofrem de uma rara doença nos ossos - Osteogenesis Imperfecta - que as limitaram no crescimento e locomoção. Infelizmente, sempre as conheci deitadas numas pequenas camas, por vezes muito próximas da rua, onde quem passa raramente fica indiferente à sua presença, havendo sempre cumprimentos de ambos os lados.(Para mais informações consultar as páginas electrónicas acima referidas)
Agora, as manas amigas estão a pedir apoios para a aquisição de uma carrinha, que lhes permita mudar a vida. Portanto, apelo a todos os que queiram ajudar que o façam através do NIB que se encontra na imagem abaixo. Apelo também a todos os órgãos de comunicação social que, à semelhança do que se faz em Portugal continental, divulguem essa necessidade, pois acredito que por mais pequena que seja a ajuda, será um grande passo rumo à concretização do sonho.


03 setembro, 2007

Faz o que eu digo, não o que...

Hoje de manhã, quando estava a subir o paredão próximo do molhe de protecção do porto de pesca de Rabo de Peixe, fui alertado por um pescador que não devia fazê-lo daquela maneira. Tinha de alcançá-lo pelas respectivas escadas. Ok, disse eu, mas não vês que, por acaso, estou a transportar um balde de 20l de tinta para os jovens do OTL pintarem um mural alusivo à protecção ambiental? Ficou a olhar para mim, como quem não fala a mesma língua.
...Passados dois minutos, o mesmo indivíduo agarrou numa caixa azul cheia de lixo e atirou-a ao mar.
Então, o que é mais grave: saltar um muro para facilitar o transporte de um pesado balde de tinta, ou atirar uma caixa de lixo para o mar?

02 setembro, 2007

Por Tabela

Basta haver lixo para se dizer que é Rabo de Peixe. Mas as incoincidências também acontecem! O lugar retratado é a ribeira da Ribeira Grande, não Rabo de Peixe. Vejam aqui e se alguém desejar, alerte o fotógrafo sff.

30 agosto, 2007

Hino dos Açores

Eu ainda tive a sorte de aprendê-lo, na primária. Mas, parece-me que dos 243.018 açorianos(número estimado pelo INE em 2006), poucos saberão a letra e música do nosso hino. Talvez fosse boa ideia a Secretaria Regional da Educação editar um DVD com a interpretação do hino e distribuí-lo pelos estabelecimentos de ensino. Ahhhh, pois, mas para isso tinha de mandar também uma televisão e um leitor de DVD - muitas escolas poderão não ter esses aparelhos!


Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.


Para a frente! Em comunhão,
Pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
Estão acesas no alto clarão
Da bandeira que nos guia.


Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal.


De um destino com brio alcançado
Colheremos mais frutos e flores;
Porque é esse o sentido sagrado
Das estrelas que coroam os Açores.


Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
Para que mais floresçam os ramos
Da vitória merecida.


Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal.
1
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Convém não esquecer que no próximo dia 3 de Fevereiro de 2008, assinalar-se-ão os 114 anos desde que foi tocado, pela primeira vez, o primeiro Hino da Autonomia. Foi composto por Joaquim de Lima, mestre da Filarmónica Progresso do Norte, sendo a letra original de António Tavares Torres(autodidacta rabopeixense, que também foi presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande). Mais tarde, o Governo Regional dos Açores convidou a poetisa Natália Correia a criar uma nova letra para o Hino dos Açores, actualmente em uso.

29 agosto, 2007

"Pequena" Artilharia

Pelas minha contas, o Glorioso já contratou, este ano, mais de 10 novos jogadores. Será que algum conseguirá igualar o pequeno grande Miccoli? Este italiano deixou saudades!
Foto Retirada daqui

28 agosto, 2007

Maré 2007

Um bom artista não é aquele que se exibe, com distinção, em vários instrumentos(incluindo a voz), é, pois, aquele que consegue tocar o maior e mais complicado de todos - o público!
Já com muito álcool no corpo, mais uns copos de vinho e uns "caragos" à mistura, Rui Veloso foi dos poucos que tocou com alguma mestria quem estava no "pasto da maré"!
Carlos Estrela

Limpeza e Remoção de Dejectos

"Proprietários obrigados a remover dejectos

De acordo com o artigo 30º do Regulamento de Resíduos Urbanos, Limpeza Pública e Salubridade do Concelho de Ponta Delgada, os proprietários ou acompanhantes de animais devem proceder à limpeza e remoção imediata dos dejectos produzidos pelos animais nas vias e em espaços públicos”. A excepção vai para os cães-guia acompanhantes de invisuais. Para além disso, “os dejectos de animais devem, na sua limpeza e remoção, ser devidamente acondicionados de forma hermética, para evitar qualquer insalubridade”. Acresce ainda uma alínea que refere que “a deposição dos dejectos de animais deve ser efectuada nos equipamentos de deposição indiferenciada existentes na via ou em espaços públicos”. Por tudo isto, os dois cidadãos autores da denúncia assumem a intenção de expor a situação ao Ministério da Saúde, a fim de se averiguar eventuais patologias recorrentes na zona." - Retirado da edição do AO de hoje.
Reparem nas grandes manadas que cruzam diariamente as nossas estradas. Quem vai limpar os dejectos? Os lavradores? Coitados..., se o fizessem ficariam sem tempo para ordenhar e alimentar os animais.

21 agosto, 2007

O Clube K e a Galinha dos Ovos de Ouro

Através de requerimento apresentado à Assembleia Legislativa Regional pelos senhores deputados António Pedro Costa e José Manuel Bolieiro, foram levantadas pertinentes questões que tinham a ver com os apoios destinados aos agrupamentos desportivos de Rabo de Peixe. O documento pode ser consultado aqui.

Em resposta a esse mesmo requerimento, o gabinete do sr. Secretário Regional da Presidência emitiu o que pode ser consultado aqui.

Da sua análise, bastante clara e objectiva, depreende-se que, o clube k, na época desportiva 2006/7 recebeu, ao abrigo da intervenção específica em Rabo de Peixe quase 150,000,00 euros, destinados à participação das equipas sénior masculina e feminina nas divisões A2 e A1, respectivamente. Os restantes apoios financeiros que o referido clube recebeu (16.265,25 euros), não se enquadram na medida específica para Rabo de Peixe.

O que me intriga é ser dito que "as actividades desenvolvidas por esse clube em particular ao nível dos seus escalões de formação(e posterior integração desses jovens nas suas equipas de participantes na competição nacional) se têm destinado aos jovens de Rabo de Peixe e se desenvolvem na mesma localidade, sendo como tal enquadradas nos objectivos definidos nesta acção". Que me desculpe o dr. Hermenegildo Galante, mas isso é conversa de treta. Não corresponde minimamente à realidade verificada. Só para reavivarmos a memória de muita boa gente, a equipa sénior de masculinos, na referida época desportiva contou apenas com a participação de um açoriano, um mariense. Onde estão os valores de Rabo de Peixe? Estão no papel, pois apenas servem para captar financiamento, essa é que é a verdade!

Se me permitem, uma sugestão: venham ao terreno ver quais os clubes que trabalham em Rabo de Peixe e apoiem-nos. Façam um rácio custo/benefício no que se refere a esses clubes que apenas usam Rabo de Peixe para criar galinhas de ovos dourados. Avaliem a quantidade de jovens que o Clube Desportivo de Rabo de Peixe e o Clube Naval de Rabo de Peixe movimentam e comparem com os montantes que recebem de apoios governamentais. Observem os gaviões dos subsídios e vejam quantos rabopeixenses andam, efectivamente, a jogar e a treinar diariamente - uma miséria, pouquíssimos. Por favor, apoiem quem trabalha e quer melhorar a face desportiva, quer na terra como no mar, em Rabo de Peixe.