
P.S. Parece-me que o vídeo foi adicionado ao You-Tube no dia 26/05/2007 e não "agora" como referido na notícia do AO.
PARA QUEM NÃO ACREDITA EM UTOPIAS, NEM VENDE AS SUAS LIBERDADES A TROCO DE GAIOLAS DOURADAS!

Fonte da foto: AO de 14/06/2007
No longínquo ano de 1946, o Dr. Luís Bernardo D’Athaíde, antigo proprietário do Pico do Refúgio retratou, fielmente, o ambiente que envolvia a matança dos gueixos das dispensas dos pescadores. Então dizia: “o povoléu, ávido de belo horrível, começa a envolver estreitamente os animaizinhos; homens e mulheres acotovelam-se na ânsia de alcançarem um lugar em condições de tudo verem, e as crianças de todas as idades, agarradas às saias das mães, espreitam por entre os adultos.
Todos acompanham os movimentos do carniceiro que, friamente, de mãos, cara e camisa pintalgados de sangue, se aproxima firmando a choupa e, por fim, colocado na frente do gueixo, descarrega-lhe certeiro golpe na parte do cachaço a seguir aos chifres. O gueixo cai fulminado, quase instantâneamente, e, após as rápidas contrações do esteror de alguns momentos, é logo assaltado pelos magarefes, exímios esfoladores que, com afiadas facas de matar porco, lhe tiram toda a pele.
Aberto, em todo o comprimento, escalado o ventre, são extraídos os intestinos, é recolhido o sangue em alguidares e refocila-se afanosamente nas vísceras quentes, num canibalismo que nos repugna e contrista".
Passados mais de 60 anos, os costumes mantem-se quase inalterados. Apesar de não estarmos em Barrancos, continua-se a agir em nome da tradição (matança dos animais no porto de pesca/calhau). Resta a barbárie desses actos e o desrespeito pelas normas de higiene, sanidade e segurança alimentar.
Um reflexo de originalidade, boa disposição e astúcia. Enfim, o pulsar da nossa cultura na vastíssima diáspora


No meio do inhamal !!!

Clique sobre a imagem para ler o recorte.
É com grande satisfação e brio que vejo alguns dos meus frontais escritos ganharem eco, embora de forma diferente, nalguns OCS. O extracto acima apresentado foi publicado no AO no dia 5/01/2007 e refere-se a esse post. Felizmente, o nosso meio ainda tem alguns jornalistas capazes de abordar Rabo de Peixe na sua vertente realista, não sensacionalista, como é o caso da jornalista que apresenta a notícia. 
O presidente do Governo Regional dos Açores considerou, hoje, os investimentos na habitação como um dos principais instrumentos de combate à pobreza, daí a aposta do seu executivo na afectação ao sector de verbas cada vez maiores.
Quando se trata de defender os seus interesses, os pescadores de Rabo de Peixe são inultrapassáveis. A foto foi retirada de uma edição do A.O. e ilustra a "luta" que alguns dos nossos Homens do Mar travaram com as autoridades sobre a distribuição de quotas de goraz. A postura corporal, vista numa óptica pacifista, é digna de aplausos.

Apesar de tudo, e ao contrário de algumas ideias propaladas, o lixo ainda se faz sentir na Orla Marítima. O CNRP continuará a fazer o seu trabalho e quem quiser colaborar é sempre bem-vindo.
Nota: As fotos referentes à recolha das caixas azuis foram captadas por Miguel Andrade


