12 outubro, 2007

Greve na Cofaco

Será que a Stone Holding vai resolver os problemas ambientais provocados pela Cofaco em Rabo de Peixe?
"A compra de 98% da Cofaco pela empresa britânica Stone Holding está a gerar grande expectativa junto dos 600 trabalhadores. A revelação é feita pelo Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES) que está esperançado numa mudança para "melhor", mas, apesar disso, já convocou uma greve geral na Cofaco, entre as zero horas do dia 12 e as 24 horas do dia 15 deste mês. E uma nova greve pode estar a caminho a 18 de Outubro. A confirmar-se a paralisação, Vítor Silva vaticina tratar-se da maior greve de sempre no sector privado, mobilizando mais de 500 trabalhadores. Na Cofaco, as pretensões sindicais incidem, sobretudo, em tornar o subsídio de alimentação igual para todos os empregados, acabar com a discriminação salarial entre homens e mulheres e pôr fim a um quadro que impede a progressão de carreiras. Estas reivindicações baseiam-se no pressuposto de que um operário conserveiro em Inglaterra ganha três vezes mais do que um operário nos Açores, com direito a ordenado mínimo ou pouco mais. Ao contrário do que acontece em Portugal, as grandes empresas como a Stone Holding "percebem que, quanto melhores forem as condições oferecidas aos empregados, melhor será a sua produtividade. E os trabalhadores vão ganhar muito com esta mudança". A conserveira regional, conhecida pela sua marca de conservas Bom Petisco, registou em 2006, à semelhança de 2005, um volume de negócios consolidado na ordem dos 50 milhões de euros. A produção própria da Cofaco foi de cerca de 11,5 mil toneladas. Para este ano, as perspectivas são uma produção de 14 mil toneladas, mais cerca de 22% do que no ano anterior".

01 outubro, 2007

Lideranças

Será a nova liderança de Luís Filipe Meneses um bom presságio para Natalino?
Aguardo expectante!

26 setembro, 2007

Água para toda a gente


Bem me parecia que o EFTA também vinha para as nossas vizinhas freguesias.
Quando há fartura, há que distribuí-la. :)

23 setembro, 2007

Chamem a Polícia, oh oh oh

Eu até acredito que, durante algumas procissões religiosas, muitos agentes da PSP fiquem sujeitos a uma grande pressão psicológica, por parte de alguns automobilistas. Muitas pessoas não percebem ou não querem perceber as razões da interrupção temporária de algumas ruas e banham os polícias com insultos impróprios. Numa dessas procissões, na freguesia de Calhetas, hoje pelas 18:25h, quando era o último de uma fila de carros que aguardavam a passagem da procissão, vislumbrei um carro da PSP de Rabo de Peixe a aproximar-se do meu. A três metros de distância, o condutor do mesmo carro começa a buzinar e depois pára ao meu lado. Diz-me ele " não ouviu o apito"? "Chegue o carro para dentro". Apanhado de surpresa, tanto pela energúmena arrogância, como pelo teor da mensagem, perguntei se apitar para um carro é sinónimo de o "mandar" encostar? Aliás, eu estava dentro da minha faixa de rodagem e mais de uma dezena de carros já se tinha cruzado comigo, em sentido contrário. Se calhar o projecto de polícia queria que eu colocasse o carro em cima do muro, talvez! Ora, esse senhor agente era nem mais nem menos um que não lhe conheço o nome, apenas sei que é da Ribeirinha e anda na casa do 50 anos. Portanto, perante tamanha imbecilidade e prepotência, apenas tenho pena que tipos como este não sejam sistematicamente avaliados, e sujeitos a reciclagens profissionais. Se tal fosse efectivado, certamente esse senhor estaria no Canto da Cruz(lugar da freguesia da Ribeirinha), de sacho na mão à espera que alguém lhe desse trabalho. Não é que a profissão de camponês não seja digna, mas é o exemplo de que agora me sirvo. Esse sujeito policial, com comportamentos dessa natureza, não apenas demonstra ser um mau exemplo de agente de autoridade, como está a denegrir o bom trabalho que alguns polícias tentam fazer em Rabo de Peixe. Eu até acho que o mesmo deveria fazer mais trabalho de secretaria, menos de campo. No entanto, essa é uma decisão que cabe ao Sr. Saraiva. E é bom que alguns vão aprendendo que, em Rabo de Peixe, nem tudo é estúpido, como muitos gostariam que fosse.

18 setembro, 2007

SCUT'S


Inteiramente de acordo. Por que não um maior e melhor acesso para Rabo de Peixe?

14 setembro, 2007

Durval Terceira na "Proa"

Se muitos dos de cá se esforçassem e conseguissem os feitos dos de lá, Rabo de Peixe seria um ímpar centro de desenvolvimento económico e social.
Nota: Mensagem retirada do Ao de 14/09/2007.

10 setembro, 2007

Nova Escola em Rabo de Peixe

O Governo dos Açores deu por concluída a 1ª fase das Obras de Requalificação do Parque Escolar de Rabo de Peixe com a inauguração da nova Escola Básica e Jardim-de-Infância Luísa Constantina, um edifício cuja construção representou um investimento de 2,9 milhões de euros.O novo edifício, que vem substituir as antigas instalações da Escola Básica Luísa Constantina, dispõe de 23 salas de aula, salas específicas para educação especial, sala polivalente para actividades e um conjunto vasto de espaços destinados ao pessoal docente e não docente, bem como para recepção aos encarregados de educação.Como disse o Presidente do Governo dos Açores, na cerimónia de inauguração, em que se fazia acompanhar pelo secretário Regional da Educação e Ciência, Álamo Meneses, Rabo de Peixe passa assim a dispor de uma escola com qualidade, a primeira desde sempre.Carlos César salientou, no entanto, que aquela era apenas a primeira de um conjunto de obras, no valor global de cerca de 32 milhões de euros, que vai requalificar completamente o parque escolar de Rabo de Peixe, dotando a vila de mais uma escola básica, uma escola profissional e uma piscina coberta, para além de remodelações importantes nas instalações escolares já existentes.Com essa requalificação ficará ultrapassada, em definitivo, uma das piores situações de sobrelotação de instalações escolares que ainda subsistia nos Açores. E já no próximo ano, com a conclusão das obras na Escola D. José Paulo Tavares, também em Rabo de Peixe, será eliminada a última situação de desdobramento existente na Região. Em 1996 havia 400 salas de aula em desdobramento, com todos os prejuízos daí resultantes para a qualidade do ensino.
IN: JornalDiario
2007-09-10

06 setembro, 2007

Isolamento Sociocultural Rabopeixense

Quem visita esse blogue certamente já se deparou com algumas críticas acérrimas contra pontuais artigos jornalísticos. Detesto o sensacionalismo, a mentira e o forjamento apressado de notícias e, quando isso acontece, não posso perdoar e tento ser coerente com o que defendo. No entanto, hoje de manhã, ao abrir o Acoriano Oriental fiquei compenetrado com a notícia que abaixo se transmite. Dou os parabéns ao olhar clínico do senhor jornalista, pela clareza e indubitável análise da realidade presenciada. Ao fim e ao cabo, todos os rabopeixenses são culpados por esta amorfia sócio-cultural. Por diversas vezes, muitos rabopeixenses já demonstraram as suas potencialidades, crenças e determinação em fazer algo inovador, de natureza próspera. Não se pense que não existem pessoas com ideias, com projectos inovadores nas áreas criticadas, no entanto qualquer maravilha que tente despontar é peremptoriamente desconsiderada à partida. Eu já estive e continuo envolvido em algumas acções de natureza sócio-cultural e assumo que é extremamente difícil mobilizar outros rabopeixenses. Ouve-se repetidamente "não tenho tempo para essas coisas", " não gosto de fazer isso", "etç, etç, etç". Rabo de Peixe está matizado por uma grande dispersão social e cultural, com espaços sociais bem distintos e vincados às profissões e modos de vida dos seus habitantes. Se, por um lado, existe alguma iniciativa na parte dos homens da terra, na dos homens do mar, apenas assistimos(salvo alguma imprecisão), à concretização das festas em honra de São Pedro Gonçalves. Mais nada. Convenhamos que a maior parte da população rabopeixense está segregada nos bairros sociais existentes. O orçamento médio das festas dos pescadores está situado entre os 50 e 70 mil euros, gastos em apenas 2/3 dias. Ou seja, não subestimando a origem dos montantes, pois esse dinheiro é o resultado do trabalho dos pescadores que, ao longo do ano, enchem um mealheiro comum, acredito que havendo uma melhor gestão desses fundos, os mesmos pescadores poderiam fazer uma semana cultural em Rabo de Peixe. Têm tudo: espaço físico, pessoas e dinheiro - falta a vontade e sentido de obrigação social. Infelizmente, verifica-se que muitos rabopeixenses continuam a achar que apenas têm direitos, deveres não. Têm o direito de receber casas no regime de realojamento, Rendimento Social de Inserção, e outros apoios estatais. Assim não dá e alguém tem muita culpa no cartório. Se quiserem podem consultar essa página electrónica e verão que existem alguma células institucionais que querem fazer algo mais em e por Rabo de Peixe. O problema é que faltam apoios e sem ovos não se fazem omeletes.
Também não convém esquecer que muitas das iniciativas tomadas são comunicadas a alguns orgãos de comunicação social que, sem explicação aparente, preferem ignorar a notícia, não dando qualquer tipo de cobertura e importância. Nesse campo, parece-me que, para os nossos OCS é mais relevante dar cobertura a alguns eventos que tenham a ver com a inauguração de uma creche ou a entrega exaustiva de mais casinhas.

Fonte: Acoriano Oriental 06/09/2007 pag.8

05 setembro, 2007

Ajudar é contribuir para uma vida melhor

Recebi um e-mail da Carmélia. Ela e a irmã (Florinda) sofrem de uma rara doença nos ossos - Osteogenesis Imperfecta - que as limitaram no crescimento e locomoção. Infelizmente, sempre as conheci deitadas numas pequenas camas, por vezes muito próximas da rua, onde quem passa raramente fica indiferente à sua presença, havendo sempre cumprimentos de ambos os lados.(Para mais informações consultar as páginas electrónicas acima referidas)
Agora, as manas amigas estão a pedir apoios para a aquisição de uma carrinha, que lhes permita mudar a vida. Portanto, apelo a todos os que queiram ajudar que o façam através do NIB que se encontra na imagem abaixo. Apelo também a todos os órgãos de comunicação social que, à semelhança do que se faz em Portugal continental, divulguem essa necessidade, pois acredito que por mais pequena que seja a ajuda, será um grande passo rumo à concretização do sonho.


03 setembro, 2007

Faz o que eu digo, não o que...

Hoje de manhã, quando estava a subir o paredão próximo do molhe de protecção do porto de pesca de Rabo de Peixe, fui alertado por um pescador que não devia fazê-lo daquela maneira. Tinha de alcançá-lo pelas respectivas escadas. Ok, disse eu, mas não vês que, por acaso, estou a transportar um balde de 20l de tinta para os jovens do OTL pintarem um mural alusivo à protecção ambiental? Ficou a olhar para mim, como quem não fala a mesma língua.
...Passados dois minutos, o mesmo indivíduo agarrou numa caixa azul cheia de lixo e atirou-a ao mar.
Então, o que é mais grave: saltar um muro para facilitar o transporte de um pesado balde de tinta, ou atirar uma caixa de lixo para o mar?

02 setembro, 2007

Por Tabela

Basta haver lixo para se dizer que é Rabo de Peixe. Mas as incoincidências também acontecem! O lugar retratado é a ribeira da Ribeira Grande, não Rabo de Peixe. Vejam aqui e se alguém desejar, alerte o fotógrafo sff.

30 agosto, 2007

Hino dos Açores

Eu ainda tive a sorte de aprendê-lo, na primária. Mas, parece-me que dos 243.018 açorianos(número estimado pelo INE em 2006), poucos saberão a letra e música do nosso hino. Talvez fosse boa ideia a Secretaria Regional da Educação editar um DVD com a interpretação do hino e distribuí-lo pelos estabelecimentos de ensino. Ahhhh, pois, mas para isso tinha de mandar também uma televisão e um leitor de DVD - muitas escolas poderão não ter esses aparelhos!


Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.


Para a frente! Em comunhão,
Pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
Estão acesas no alto clarão
Da bandeira que nos guia.


Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal.


De um destino com brio alcançado
Colheremos mais frutos e flores;
Porque é esse o sentido sagrado
Das estrelas que coroam os Açores.


Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
Para que mais floresçam os ramos
Da vitória merecida.


Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal.
1
1
Convém não esquecer que no próximo dia 3 de Fevereiro de 2008, assinalar-se-ão os 114 anos desde que foi tocado, pela primeira vez, o primeiro Hino da Autonomia. Foi composto por Joaquim de Lima, mestre da Filarmónica Progresso do Norte, sendo a letra original de António Tavares Torres(autodidacta rabopeixense, que também foi presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande). Mais tarde, o Governo Regional dos Açores convidou a poetisa Natália Correia a criar uma nova letra para o Hino dos Açores, actualmente em uso.

29 agosto, 2007

"Pequena" Artilharia

Pelas minha contas, o Glorioso já contratou, este ano, mais de 10 novos jogadores. Será que algum conseguirá igualar o pequeno grande Miccoli? Este italiano deixou saudades!
Foto Retirada daqui

28 agosto, 2007

Maré 2007

Um bom artista não é aquele que se exibe, com distinção, em vários instrumentos(incluindo a voz), é, pois, aquele que consegue tocar o maior e mais complicado de todos - o público!
Já com muito álcool no corpo, mais uns copos de vinho e uns "caragos" à mistura, Rui Veloso foi dos poucos que tocou com alguma mestria quem estava no "pasto da maré"!
Carlos Estrela

Limpeza e Remoção de Dejectos

"Proprietários obrigados a remover dejectos

De acordo com o artigo 30º do Regulamento de Resíduos Urbanos, Limpeza Pública e Salubridade do Concelho de Ponta Delgada, os proprietários ou acompanhantes de animais devem proceder à limpeza e remoção imediata dos dejectos produzidos pelos animais nas vias e em espaços públicos”. A excepção vai para os cães-guia acompanhantes de invisuais. Para além disso, “os dejectos de animais devem, na sua limpeza e remoção, ser devidamente acondicionados de forma hermética, para evitar qualquer insalubridade”. Acresce ainda uma alínea que refere que “a deposição dos dejectos de animais deve ser efectuada nos equipamentos de deposição indiferenciada existentes na via ou em espaços públicos”. Por tudo isto, os dois cidadãos autores da denúncia assumem a intenção de expor a situação ao Ministério da Saúde, a fim de se averiguar eventuais patologias recorrentes na zona." - Retirado da edição do AO de hoje.
Reparem nas grandes manadas que cruzam diariamente as nossas estradas. Quem vai limpar os dejectos? Os lavradores? Coitados..., se o fizessem ficariam sem tempo para ordenhar e alimentar os animais.

21 agosto, 2007

O Clube K e a Galinha dos Ovos de Ouro

Através de requerimento apresentado à Assembleia Legislativa Regional pelos senhores deputados António Pedro Costa e José Manuel Bolieiro, foram levantadas pertinentes questões que tinham a ver com os apoios destinados aos agrupamentos desportivos de Rabo de Peixe. O documento pode ser consultado aqui.

Em resposta a esse mesmo requerimento, o gabinete do sr. Secretário Regional da Presidência emitiu o que pode ser consultado aqui.

Da sua análise, bastante clara e objectiva, depreende-se que, o clube k, na época desportiva 2006/7 recebeu, ao abrigo da intervenção específica em Rabo de Peixe quase 150,000,00 euros, destinados à participação das equipas sénior masculina e feminina nas divisões A2 e A1, respectivamente. Os restantes apoios financeiros que o referido clube recebeu (16.265,25 euros), não se enquadram na medida específica para Rabo de Peixe.

O que me intriga é ser dito que "as actividades desenvolvidas por esse clube em particular ao nível dos seus escalões de formação(e posterior integração desses jovens nas suas equipas de participantes na competição nacional) se têm destinado aos jovens de Rabo de Peixe e se desenvolvem na mesma localidade, sendo como tal enquadradas nos objectivos definidos nesta acção". Que me desculpe o dr. Hermenegildo Galante, mas isso é conversa de treta. Não corresponde minimamente à realidade verificada. Só para reavivarmos a memória de muita boa gente, a equipa sénior de masculinos, na referida época desportiva contou apenas com a participação de um açoriano, um mariense. Onde estão os valores de Rabo de Peixe? Estão no papel, pois apenas servem para captar financiamento, essa é que é a verdade!

Se me permitem, uma sugestão: venham ao terreno ver quais os clubes que trabalham em Rabo de Peixe e apoiem-nos. Façam um rácio custo/benefício no que se refere a esses clubes que apenas usam Rabo de Peixe para criar galinhas de ovos dourados. Avaliem a quantidade de jovens que o Clube Desportivo de Rabo de Peixe e o Clube Naval de Rabo de Peixe movimentam e comparem com os montantes que recebem de apoios governamentais. Observem os gaviões dos subsídios e vejam quantos rabopeixenses andam, efectivamente, a jogar e a treinar diariamente - uma miséria, pouquíssimos. Por favor, apoiem quem trabalha e quer melhorar a face desportiva, quer na terra como no mar, em Rabo de Peixe.

20 agosto, 2007

Rally Portugal

Grandes máquinas, grandes pilotos, grandes malucos(espectadores)!!!
Vejam o filme.

13 agosto, 2007

Colónia Férias 2007

Fico feliz por saber que esse projecto continua a crescer. Cumprimentos ao pessoal do "contenente".

Tribunal. Não Havia Necessidade!

Hoje pode ler-se no AO...

O QUE DIZ A LEI (alteração efectuada a propósito de Barrancos)
Lei n.º 19/2002de 31 de Julho

Ora, em Rabo de Peixe essa tradição existe há mais de 50 anos e isso está comprovado através de alguns registos escritos e não só. É óbvio que os métodos e espaços utilizados para o abate dos animais não são os mais adequados, mas daí até levar 15 pessoas a tribunal...é totalmente condenável, por várias razões:
1ª As pessoas que são acusadas de crime, deveriam ser alertadas e chamadas à razão por vias menos penalizadoras, nunca levá-las a tribunal, pois muitos dos dispenseiros não conhecem a lei e agiram de consciência tranquila;
2ª Trata-se de uma tradição que está profundamente enraizada nos modos e costumes das festas do Divino Espírito Santo, sendo, portanto uma matéria delicada que deve ser analisada à luz de contextualizações extremamente sensíveis;
3ª Apesar de estarem a por em risco a saúde de algumas pessoas, a responsabilidade da distribuição da carne é dos dispenseiros, e a mesma destina-se apenas aos referidos dispenseiros e suas famílias. Não há intenção nem realização comercial da carne.
Portanto, quero crer que estamos na presença de mais um caso, em muito semelhante ao uso abusivo do gasóleo subsidiado, destinado à pesca e agricultura. Toda a gente sabia o que se passava, mas foi preciso ir a tribunal para, tanto as autoridades regionais, como os pescadores, perceberem que haviam outros caminhos a percorrer, como o diálogo, evitando a recorrência a tribunal. Reafirmo que, é lamentável que esse caso assuma esses contornos, até porque milhares de pessoas conhecem essa tradição, incluindo muitos dirigentes políticos, e nunca houve uma vontade delineada para se pedir um regime de excepção para o caso de Rabo de Peixe. As excepções estão consagradas na lei e oxalá que muitos dos responsáveis, auxiliados por que tem voto na matéria solicitem, em instâncias próprias, um regime de excepção para Rabo de Peixe. Se Barrancos teve, por que razão Rabo de Peixe não há-de ter? Isso é um trabalho que merecerá ser levado e debatido na Assembleia Legislativa Regional.

31 julho, 2007

Internet em Rabo de Peixe

A ver vamos se esta vai parar a algum jornal! Acho que não! Não lhes interessará, lol.

Em pleno séc XXI, tempo de grandes e profundas alterações nas novas formas de comunicar, Rabo de Peixe continua à deriva. Ora, será possível que computadores e outros equipamentos do género, adquiridos com dinheiros públicos, continuem a ser mantidos no usufruto de pequenos nichos de utilizadores? Se bem sabemos, nos últimos anos, Rabo de Peixe teve um centro de informática, chamado de CI2000, tutelado pela SCMRG. O que lhe aconteceu? Como diriam alguns, desapareceu do mapa. Em jeito de lava mãos, ouviram-se comentários" ahhh os computadores transitaram para o novo PIJ (posto de informação juvenil)". Bem, actualmente, nem CI2000, nem PIJ, porque, pelos vistos, esse último,(também gerido pela SCMRG), apenas existe figurativamente, pois, desde há muito tempo, não tem um único computador operacional. Então, por que mantém as despesas em recursos humanos e rendas do espaço? Eu sei! Porque é o governo regional que paga. Porque são os contribuintes que pagam. Não acham que está na hora de dar um novo rumo às novas tecnologias de informação e comunicação em Rabo de Peixe? Ou seja, na cabeça de muitos "crâneos" que vem saltitar aqui para o burgo, os dinheiros públicos sevem apenas para manter a necessidade de se conseguir mais e mais apoios. Portanto, e como flagrante exemplo, uns miúdos que estão a fazer OTL-Jovem ao serviço de uma instituição, precisaram de usar, com urgência, computadores ligados à net, lá para os lados da Nossa Senhora de Fátima e, ao que parece, é necessário um ofício a solicitar a utilização dos sagrados computadores, porque as máquinas são da exclusiva utilização dos ATL's. Ora porra, então se isso é, por sinal, um bem necessário à pesquisa que se quer fazer e, sendo esta uma altura que as crianças estão mais apostadas em tomar banho no calhau, em vez de "estar nos computadores", precisam de autorização divina? Acho que precisam de um "oufice", não de um ofício. Mais, a sala dos computadores, como muitos a chamam, do Cine-Teatro Miramar, não é nem nunca foi da exclusiva utilização dos ATL's, quer sejam da SCMRG, quer sejam outros. A propósito, o projecto "Porto Seguro" não possui um centro de informática novíssimo? Por que não o disponibilizam a mais jovens e crianças que tem sede de conhecimento? Ou será que na candidatura ao Escolhas enviaram a lista de nomes das crianças que apenas podem utilizar os "ferrari" electrónicos?
Felizmente, parece-me que, com a criação do Centro Comunitário e de Juventude, muita coisa vai mudar. Oxalá!
Tenho dito, mas parece que há muita gente que prefere continuar cega!
Viva a ignorancia consciente que continua a florescer na, também, minha Vila.

21 julho, 2007

Pela Negativa II

"Polícias agredidos em Rabo de Peixe
por LPS
Comando da Polícia de Segurança Pública de Ponta Delgada anunciou que três elementos da esquadra de Rabo de Peixe foram agredidos por dois homens, de 17 e 20 anos, durante uma operação policial.
As agressões aos polícias resultaram em ferimentos ligeiros nos agentes, que conseguiram proceder à detenção dos agressores, que ficaram detidos e vão responder pelos crimes de agressão e coacção aos agentes da autoridade".
Retirado da edição de 21/07/2007 do AO
Três para dois. E não conseguiram cacetar esses bandidos de 17 e 20 anos. Infelizmente, continuamos pejados de uma cambada de "gringos". Continuam a pensar que estão acima da lei!

19 julho, 2007

Natalino, novo Líder?

A se confirmar, será um orgulho para Rabo de Peixe!

19-07-2007
por: PAULO FAUSTINO
"Está a crescer um movimento de apoio, sobretudo a partir de São Miguel, para que Natalino Viveiros volte à ribalta política e se recandidate à liderança do PSD/Açores.
Para já, de forma declarada, o presidente da Concelhia do PSD de Vila Franca do Campo e chefe do município local, Rui Melo, assume a rotura. E garante que não se revê no estilo de liderança de Carlos Costa Neves, nem na acção da Comissão Política Regional. A isso acresce a sua disponibilidade para “apoiar pessoalmente Natalino Viveiros”, se este decidir avançar pela terceira vez à presidência do partido na Região. É motivo de descontentamento para Rui Melo constatar que, com a liderança de Costa Neves e de Clélio Meneses - este último ao nível parlamentar -, “o partido está barricado na Terceira, sem ter uma acção mobilizadora das bases em todas as ilhas”. Mas há também, como frisa, uma “grande preocupação” dos militantes que assistem ao “desmoronamento da social democracia nos Açores”.
Ainda há uma semana, apurou o Açoriano Oriental, largas dezenas de filiados provenientes de todos os concelhos da ilha participaram num encontro no Teatro Miramar em Rabo de Peixe, onde exprimiram preocupação com o rumo e situação do PSD. Trata-se do maior partido da oposição no arquipélago, mas há quem o considere “adormecido” e com um líder que “fala com os instalados e não dialoga com os críticos”. Para alguns desses, Costa Neves é associado a uma figura que, mesmo esforçada e tendo um currículo invejável, “não cola” e acaba por ser “abafada” pelo líder do PS/A e do Governo Regional, Carlos César.
Contra Costa Neves pesa outro facto, mais recente: o apoio que deu ao líder nacional do PSD, Marques Mendes, mesmo quando a liderança deste saiu abalada após a derrota sofrida nas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa. Mas há ainda outros indícios de uma crise interna que se abre no partido. É o exemplo de um documento que nunca chegou a vingar - cuja existência é confirmada por Costa Neves - mas que foi posto a circular por dois destacados militantes da Concelhia de Ponta Delgada (Pedro Faria e Castro e Reinaldo Arruda), questionando se o próprio Costa Neves teria condições para continuar a presidir ao partido, sendo arguido no caso Portucale -que se reporta ao tempo em que era ministro da Agricultura no anterior Governo da República. Para a facção crítica da actual liderança, Natalino Viveiros surge como a alternativa que pode colocar um ponto final à “resignação”. Hipótese que ganha força, sobretudo com o prestígio que granjeou com a condecoração que recebeu no Dia dos Açores.
Em Dezembro de 2005, recorde-se, o então candidato Natalino Viveiros obteve 35% dos votos no congresso do PSD/A, o que não foi suficiente para levar de vencida Costa Neves. Hoje, o antigo número dois dos governos de Mota Amaral diz que uma eventual candidatura à liderança do partido “não é um assunto nem aberto, nem fechado”. Pelo menos enquanto não se marcar por ocasião do Conselho Regional de Setembro as tão desejadas eleições directas, que se concretizarão em Outubro ou Novembro. Até lá, Natalino coíbe-se de produzir opiniões, incluindo sobre a liderança da actual direcção.
Perante as movimentações que apontam novamente para o “duelo” com Natalino Viveiros, Costa Neves diz-se “encantado da vida” e reafirma a intenção de concorrer outra vez à liderança do PSD/A e ser candidato a presidente do Governo nas Regionais de 2008. Quanto ao resto, “depende da vontade dos militantes”. Afirma não se aperceber de “divergências de fundo”, mas havendo-as “as pessoas estão no seu direito”, porque “há oxigénio dentro do partido”. “Se a ambição pessoal, legítima, de uma vida passa por esta candidatura, não posso, nem devo limitá-la”, sublinhou ao Açoriano Oriental, enfatizando que tem estado “junto das bases” e sido “bem recebido”. O PSD de São Miguel estará hoje reunido em Assembleia de Ilha, com a participação da direcção regional, e o possível avanço de Natalino promete ser incontornável no encontro. Berta Cabral e Vasco Garcia não comentam".
Retirado da edição do AO, de 19/07/2007.

18 julho, 2007

Quem é que nos estigmatiza?




Com exemplos jornalísticos como este, depois não me venham dizer que a comunicação social não estigmatiza Rabo de Peixe. Aliás, se esse jornalista fosse isento, nem sequer emitia opinião ou juízos de valor como os demonstrados, evitando pormenores de subjectividade. Enfim, é a qualidade jornalística que temos. Mais, se o senhor jornalista fosse um tanto consciente e conhecedor daquilo que diz, verificava que a água nem sempre está "permanentemente limpa", como diz. Ainda no passado Domingo, o lixo a boiar era mais que muito, o que é lamentável em termos ambientais. Portanto, se desse uma olhadela por detrás das casas da Rua do Porto, nas ditas Calhetas, verificava o desamanho de lixo que por lá anda. Não é só em Rabo de Peixe, como também não é só em Rabo de Peixe que a procura turística é escassa. Informe-se, sff, e seja mais profissional.

"Zona balnear de qualidade pouco divulgada
18-07-2007
por RLM
Os bons exemplos também são notícia. Neste caso estão as piscinas naturais das Calhetas de Rabo de Peixe, zona balnear que merece ser mais divulgada e visitada.
De fácil acesso, com parque de estacionamento logo ali, impecável e permanentemente limpa, com assistência a banhistas e com um mar limpo, aquele espaço detentor de Bandeira Azul tem todas as condições para ser experimentado por quem gosta de ir a banhos.
Contra si tem talvez o facto de não ser obviamente visível da estrada regional e de se situar naquele lugar da “afamada” vila de Rabo de Peixe, localidade que não tem propriamente grande tradição nos roteiros turísticos da ilha."

In: Acoriano Oriental do dia 18/07/2007


Só uma explicação: Calhetas é uma freguesia do concelho de Ribeira Grande, não um lugar de Rabo de Peixe. Como diria o "outro"......daaahhhh



16 julho, 2007

13 julho, 2007

Tudo em Complot

O QUÊ!!! A COFACO A PRESERVAR OS OCEANOS E A DEFENDER AS ESPÉCIES MARINHAS E SEUS HABITATS???????? PREOCUPAÇÃO ECOLÓGICA????? TENHAM DÓ DE SI PRÓPRIOS!!! SÓ PODEM ESTAR A BRINCAR!!!!!! REALMENTE, MUITOS LOBBIES ANDAM PARA AÍ!!! E ISTO AQUI É O QUÊ? VÃO MAS É BEIJAR O CAMÕES E DEIXEM DE SIMULAR CEGUEIRA!!!
Durante o segundo trimestre de 2007, mais de 8.400 alunos e 532 professores das escolas açorianas do 1º ciclo do ensino básico responderam positivamente, pela preservação dos oceanos e defesa das espécies marinhas e seus habitats.
O desafio foi lançado pelo Tunas, a nova mascote da Bom Petisco, numa acção de sensibilização pedagógica da conserveira Cofaco Açores, produtora e detentora da marca Bom Petisco, à qual aderiram, à qual aderiram mais de 100 escolas do arquipélago dos Açores. Através do projecto "O Mundo do Tunas", a Cofaco Açores divulga os seus valores de responsabilidade social e preocupação ecológica, numa vertente lúdico-pedagógica, orientados para o público infantil e escolas.
Além do Arquipélago dos Açores, que se revelou o distrito com maior taxa de adesão ao projecto (53% das escolas contactadas), também as regiões de Lisboa (407 escolas, 42.697 alunos e 2.485 professores) e do Porto (301 escolas, 23.632 alunos e 1.407 professores) acolheram "O Mundo do Tunas".
Os estabelecimentos de ensino e os professores que acolheram o projecto receberam material de apoio, de forma a estimular os conhecimentos dos estudantes. Já a todos os alunos foi distribuído o jornal "O Mundo do Tunas", que inclui pequenas notícias e histórias sobre os oceanos, passatempos e receitas adequadas aos mais novos.
"Os objectivos inicialmente definidos para este projecto foram atingidos e até mesmo superados", salienta Cristina Monraia, responsável de Marketing da Cofaco Açores. "No total, conseguimos impactar 40,3% das escolas contactadas e mais 462 alunos do que previsto. O feedback dos próprios professores foi sempre muito positivo. De realçar que 86 escolas aderiram ao projecto espontaneamente", acrescenta ainda.
A iniciativa, protagonizada pela mascote da Bom Petisco, o Tunas, tem como objectivo promover a preservação dos oceanos e dos seus recursos naturais junto das crianças, pais, encarregados de educação e população em geral, sensibilizando-os para a importância da consciência e acção ecológica.
A Cofaco Açores detém o estatuto "Dolphin Safe" atribuído pelo "Earth Island Institute", assegurando que na pesca do atum não são capturados nem molestados golfinhos. Daí a utilização do selo ecológico "Dolphin Safe" nas embalagens da Bom Petisco como certificação do estatuto que detém, e factor diferenciador relativamente a outras marcas concorrentes. As monitorizações destas pescas são realizadas desde 1998 pelo Programa de Observação para as Pescas dos Açores, POPA.
Neste âmbito, a Cofaco Açores detêm também o certificado "Friend of the Sea" que atesta a sustentabilidade das pescarias, assegurando que o pescado é capturado de forma responsável, em zonas onde não existe sobreexploração de stocks, e com mínimo impacto para o meio ambiente. Foi atribuído em 2001 à pescaria de atum com arte de salto-e-vara.

12 julho, 2007

Tubarão no Porto

Segundo muitas testemunhas oculares, desde a passada terça-feira, um tubarão(espécie não identificada) de aprox. 600 kg, anda a patrulhar as águas da baía do porto de pescas de Rabo de Peixe. O alvoroço está instalado entre os frequentadores daquele espaço marítimo, sendo esta a altura do ano que muitas crianças aproveitam para se banhar naquelas águas. Os próprios pescadores já tentaram afugentar a criatura, mas em vão. A sua última aparição deu-se ontem ao final do dia.
Certamente que o animal não veio ajudar na limpeza das caixas azuis, nem beber pacotes de leite(cladin's idea, lol). Das prováveis causas para a sua chegada, poderemos apontar as modificações climáticas que estão a desnortear os bichos, ou então ele foi abandonado pelo seu clã. No entanto, não se pode descartar a hipótese dele ter sido atraído pelas constantes e diárias descargas poluentes, provocadas pela Cofaco?


Foto: Porto de Pescas de Rabo de Peixe

09 julho, 2007

Em Flagrante Delito

Para quem diz que a PSP de Rabo de Peixe não faz rigorosamente nada, aqui vai a prova do contrário. Hoje, pelas 18:30 horas, em frente à "minha casa", o sub-chefe da PSP de RP capturou dois dos habituais larápios da zona do Serpas. Cada um levava uma saca carregada de melancias, num total de 10 aproximadamente. Tive a sorte de ouvir as conversas. Dizia um dos ladrões para o sub-chefe, "é senhor, o que é que tem? Foi o dono que me deu isso!" Deu-te o caraças, dizia eu para com os meus botões. Se eu fosse dono(provavelmente o sr. José Laurénio Andrade) e apanhasse esses grandes filhos-de-puta a roubar dava-lhes, sim, uma grande carga de porrada, nunca uma saca com melancias Se esses nojentinhos soubessem o trabalho que dá produzir uma horta de melancias, nem sequer se levantavam da cama. É que, esses tipos, além de não trabalharem, dedicam-se à venda de drogas e "limpam" os citrinos e produtos hortícolas de algumas zonas de RP. O problema é que, depois de capturados, passadas algumas horas, estão de volta ao gamanço. É caso para dizer que o crime compensa. E Rabo de Peixe com tanta rua para limpar.
PS. SERIA BOM QUE ALGUNS SUPERMERCADOS DE RP TIVESSEM MAIS CUIDADO, POIS DEDICAM-SE À COMPRA DESSES PRODUTOS, COMO POR EXEMPLO LIMÕES GALEGOS!

26 junho, 2007

Bandeira Azul - Calhetas

A freguesia de Calhetas é conhecida pelas suas piscinas naturais e beleza marítima singulares. Pelo segundo ano consecutivo, foi atribuida bandeira azul à sua zona balnear. A cerimónia ocorreu no passado dia 22 de Junho e contou, entre outras personalidades, com a presença do senhor presidente da CMRG. Além de serem muito aprazíveis, as piscinas são, por excelência, o cartaz turístico de Calhetas, sendo muito frequentadas pelos habitantes locais, como também pelos da freguesia de Pico da Pedra e Vila de Rabo de Peixe. Desde há muito, assumo que as zonas limítrofes àquele local, poderiam dar lugar a um excelente parque de campismo. As condições físicas do terreno e a envolvente paisagística são oportunas, havendo fortes possibilidades de se arranjar um acesso alternativo. A ser concretizado, o concelho da Ribeira Grande teria a sublime oportunidade de inaugurar o primeiro parque de campismo construido para o efeito, fazendo-se justiça ao slogan "Mais Ribeira Grande". Não me parece que os gastos seriam exorbitantes e, requalificando o calhau das calhetas/da furna, todo o concelho ficaria a ganhar. A ver vamos qual será o destino daquele lugar.

25 junho, 2007

Outra Vez os Gueixos


No AO de hoje, vem noticiada a clandestinidade dos actos de matança de gueixos, por altura das Dispensas dos Pescadores. Não obstante, tais informações já haviam sido observadas neste blogue. Não é a primeira vez que se busca inspiração nesse blogue e, depois, se publica em nome próprio num jornal açoriano. Não é que me sinta ferido de direitos, mas acho que tais situações, quando devidamente referenciadas, apenas enobrecem a própria notícia. Assim, para evitar tais equívocos, tenho sempre adoptado procedimentos de cortesia nesse espaço, referindo sempre as minhas fontes.
Provavelmente, o autor do vídeo alojado no You-Tube, não passou palavra ao AO, por não querer que Rabo de Peixe fosse novamente lembrado pela negativa.
Eu próprio, totalmente à margem desses acontecimentos, enviei algumas notícias ao referido jornal, como por exemplo a inauguração do site do nosso Clube Naval e, como seria de esperar, a mesma foi ignorada. Infelizmente, a nossa imprensa escrita está a ficar cada vez mais narcisista, só olha para o seu umbigo e proveitos próprios.

P.S. Parece-me que o vídeo foi adicionado ao You-Tube no dia 26/05/2007 e não "agora" como referido na notícia do AO.


24 junho, 2007

Entrevista Projecto EFTA

Uma entrevista que focaliza a intervenção do projecto "Velhos Guetos, Novas Centralidades", pode ser vista aqui.

21 junho, 2007

Sismo 1980 - Ilha Terceira

Por vezes, ficamos com pequenos estímulos de consciência ao pensar que as desgraças apenas acontecem aos outros. No, não muito distante, ano de 1980 um forte sismo "varreu" algumas ilhas do Grupo Central. As imagens decrevem muitos dos horrores passados, mesmo aqui ao lado. Não são apenas os tsunamis que destroem aquilo que o homem e a natureza, um dia ergueram. Vivemos em ilhas duplamente sismicas e vulcânicas. Vivemos em ilhas e isso parece-me divinal.

Publicidade Rasca

Mas, será que o Millennium BCP (banco onde eu deixo mensalmente dezenas de "contos de rei" em juros), ainda não percebeu que os spots publicitários feitos pelo sr. Bruno Nogueira são mais tristes que a própria tristeza. Então este, é de bradar aos céus!

20 junho, 2007

Apoios Desportivos

Quem tiver interesse ou curiosidade, poderá consultar o requerimento apresentado pelo Deputado António Pedro Costa, na assembleia Legislativa Regional. Clicar aqui.

19 junho, 2007

Restaurante o Padrinho

Como diz o "outro", não é por ser da "famila", mas come-se muito bem. Aconselho-vos vivamente. Quando chegarem às furnas, virem à esquerda e....é "lá mêmo"!

14 junho, 2007

Sinalização

Bem, parece que o fotógrafo de serviço do AO, "tirou a semana" para Rabo de Peixe. Só é pena que as autoridades concelhias e regionais não queiram assumir que a nova marginal rabopeixense necessita urgentemente de fiscalização "in loco", sete dias por semana. Só assim se poderá erradicar a poluição que lá se multiplica. Ahhh, já agora, por que é que o senhor fotógrafo não capta uma imagem do molhe de protecção que está a 10 metros desse suposto sinal de trânsito, teria oportunidade de ver as dezenas de kg de fios de nylon abandonados pelos pescadores. E é isso que acontece, a limpeza dessa via resolve-se com umas vassouradas e consequente deslocação do lixo para "as pedras" do lado. Tenho dito.
Fonte da foto: AO de 14/06/2007

12 junho, 2007

Monstros poluentes

No Acoriano oriental de hoje, na secção de flagrantes, vemos a seguinte foto. Aproveito para informar que, o monte de cinzas que está ao lado esquerdo do barco pertence ao iate que deu à costa de Rabo de Peixe, na madrugada do passado dia 2/07/2006. Eis o seu destino.

28 maio, 2007

Américo Natalino Homenageado

Rabo de Peixe está de parabéns. O ilustre rabopeixense, Américo Natalino Viveiros foi hoje distinguido, pelo Presidente do Governo Regional, com a insígnia Autonómica de Reconhecimento. A cerimónia teve lugar na vila de São Roque, ilha do Pico, aquando da comemoração do dia da Região Autónoma dos Açores.

26 maio, 2007

Tradição ou irracionalidade ?

No longínquo ano de 1946, o Dr. Luís Bernardo D’Athaíde, antigo proprietário do Pico do Refúgio retratou, fielmente, o ambiente que envolvia a matança dos gueixos das dispensas dos pescadores. Então dizia: “o povoléu, ávido de belo horrível, começa a envolver estreitamente os animaizinhos; homens e mulheres acotovelam-se na ânsia de alcançarem um lugar em condições de tudo verem, e as crianças de todas as idades, agarradas às saias das mães, espreitam por entre os adultos.
Todos acompanham os movimentos do carniceiro que, friamente, de mãos, cara e camisa pintalgados de sangue, se aproxima firmando a choupa e, por fim, colocado na frente do gueixo, descarrega-lhe certeiro golpe na parte do cachaço a seguir aos chifres. O gueixo cai fulminado, quase instantâneamente, e, após as rápidas contrações do esteror de alguns momentos, é logo assaltado pelos magarefes, exímios esfoladores que, com afiadas facas de matar porco, lhe tiram toda a pele.
Aberto, em todo o comprimento, escalado o ventre, são extraídos os intestinos, é recolhido o sangue em alguidares e refocila-se afanosamente nas vísceras quentes, num canibalismo que nos repugna e contrista".

Passados mais de 60 anos, os costumes mantem-se quase inalterados. Apesar de não estarmos em Barrancos, continua-se a agir em nome da tradição (matança dos animais no porto de pesca/calhau). Resta a barbárie desses actos e o desrespeito pelas normas de higiene, sanidade e segurança alimentar.

24 maio, 2007

Nürband

Ouçam o mais recente trabalho da banda rabopeixense NÜRBAND. Façam download das músicas e divirtam-se qb.

Na voz - Rui Faria

Na Bateria - Emanuel Maiato

No Violão - Toni Silva








04 maio, 2007

Zona Balnear

A 9 de Agosto de 2003, o Diário dos Açores noticiou o seguinte
"A Câmara Municipal da Ribeira Grande, inaugurou esta semana a Zona Balnear de Rabo de Peixe. Situada junto ao Campo de Futebol local, aquela estrutura está servida com as infra-estruturas necessárias a um espaço de qualidade para este Verão.Na ocasião, o chefe da edilidade Ribeiragrandense, António Pedro Costa, frisou que Rabo de peixe "tinha necessidade de uma zona balnear" uma vez que as zonas onde habitualmente a população "tinha acesso ao mar, estão comprometidas". Considerando que a edilidade teve "a feliz chance de encontrar um espaço, limpo, seguro e bonito" onde forma realizados "os trabalhos mínimos para oferecer melhores condições de acesso à população". Justificando que "a Câmara não quis abrir o espaço sem ter as mínimas condições de segurança", lembrou que a Zona Balnear de Rabo de Peixe, fica agora servida pelos "nadadores-salvadores, pelos duches, pelas cabines de muda e por uma zona de solário, onde as pessoas podem usufruir do espaço com as necessárias condições de higiene, salubridade, segurança e lazer".O edil nortenho, frisou por outro lado que este é um espaço que "está aberto à população da Ilha e não só à população de Rabo de Peixe" fazendo votos de que "toda a gente usufrua do espaço da melhor forma".Ainda na altura, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, anunciou que "existe já um projecto para a futura Zona Balnear de Rabo de Peixe", dado que esta é uma experiência piloto, devendo "as obras necessárias avançar logo a seguir à época balnear", por forma a consolidar aquela Zona Balnear com todas as condições necessárias. Impregnada de "simbolismo pela possibilidade da população de Rabo de Peixe ter um espaço de acesso ao mar", esta intervenção camarária "realizada com recurso aos meios da edilidade, não tem um valor significativo a nível monetário" segundo António Pedro Costa, para quem a futura intervenção, vai essa sim, "exigir algum dispêndio monetário, que ainda não está quantificado em termos de orçamento camarário"Por seu turno, o Presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, "satisfeito com a iniciativa" da edilidade, considerou-a "uma resposta oportuna aos anseios da população, sobretudo dos jovens", uma vez que "com os novos bairros e com o Porto de Pesca", os locais onde até agora se poderia tomar banhos de mar, "foram destruídos", acrescentando que "era urgente, necessário e importante partir para uma infra-estrutura" daquela natureza. Lembrando que "Rabo de Peixe sabe nadar", Artur Martins considerou que "uma freguesia de 7500 habitantes em que mais de metade da população sabe nadar, merece uma zona onde o possa fazer", a par da segurança através dos meios próprios.Considerando que esta experiência piloto é o pontapé de saída para algo mais grandioso, que irá "dotar Rabo de Peixe com uma infra-estrutura balnear condigna, a par do estatuto de Vila que se pretende"., Artur Martins garantiu que a Junta tudo fará para garantir regularmente o "asseio" do espaço, lembrando que cabe a população com a utilização assídua daquele espaço, "que é importante avançar com um projecto maior, com maior amplitude e melhores condições". lembrou prestes a proceder à Empreitada de Construção das Infra-estruturas Urbanas do Bairro Património dos Pobres, na freguesia de Rabo de Peixe".
Pergunto: o que é feito dessa "zona balnear". Ainda continua como projecto piloto?

14 abril, 2007

Imperdível

Um reflexo de originalidade, boa disposição e astúcia. Enfim, o pulsar da nossa cultura na vastíssima diáspora

12 abril, 2007

Tipos de Drogas

O texto que abaixo se reproduz foi retirado daqui .
Optou-se por manter a sua configuração inicial, não se procedendo a qualquer alteração de natureza gramatical, visto estar escrito em português do Brasil.

Conheça um pouco mais como as drogas agem no corpo: os efeitos, o consumo e as conseqüências do uso de cada uma delas. Curtir uma viagem, um barato diferente ou só um jeito de se descontrair, pode não ser tão ingênuo quanto parece. Então, informe-se para sacar mais esse esquema.
- Maconha
Cannabis Sativa é o nome que você já ouviu aos montes por aí, nas letras de música do Planet Hemp. Apesar de ser um nome científico, é até bem popular entre as gírias para se falar da maconha. Canabis é a planta, e Tetrahidrocanabinol, ou THC, é a substância responsável pelos efeitos da maconha no corpo. Dependendo de como é cultivada, a erva pode ter uma concentração maior ou menor de THC, o que determina o potencial da droga.A maconha pode ser fumada em cigarros feitos à mão ou cachimbos. A fumaça também pode ser inalada e a erva ingerida quando torna-se ingrediente de chás e receitas nada convencionais.Os efeitos da maconha no corpo dependem da dose consumida, da concentração de THC e da reação individual à droga. Os efeitos mais freqüentes são: excitação seguida de relaxamento, noção de tempo e espaço distorcidas, diminuição dos reflexos, vontade de falar em exagero e fome intensa (a famosa "larica"). Os efeitos físicos mais comuns são olhos avermelhados, pupilas dilatadas, boca seca, palidez e taquicardia.O uso prolongado de maconha pode prejudicar a memória para fatos recentes e causar desânimo generalizado. Algumas pessoas podem ter alucinações, sobretudo visuais. Altas doses de maconha também podem provocar ansiedade intensa, pânico e paranóia.
- Cocaína
Produzida em laboratório, a cocaína é extraída da folha de coca, planta cultivada principalmente na Bolívia, Peru e Colômbia, principal ponto de partida do tráfico rumo aos Estados Unidos e à Europa. Refinada até virar um pó branco, a cocaína pode ser misturada a várias substâncias como talco, cimento ou pó de vidro, o que interfere na pureza e no potencial da droga.A cocaína age na comunicação entre os neurônios, aumentando a ação da dopamina, substância liberada pelas células nervosas na parte do cérebro responsável pela sensação de prazer. Por isso, a pessoa sente uma dose extra de prazer - curta, porém - ao consumi-la.A cocaína é uma droga de efeito estimulante, que gera excitação, euforia e sensação de poder. A atividade física e mental são estimuladas e, em contrapartida, o sono, o cansaço e a fome diminuem. Depois de uma hora ou mais, a cocaína vai perdendo seu efeito e o usuário tem que consumir outras doses para prolongar a sensação de prazer.Os problemas do uso contínuo de cocaína se manifestam desde a morte dos tecido do nariz (pela aspiração da droga) ou das veias (no caso de ser injetada) até complicações cardíacas, circulatórias e cerebrais (derrame ou infarto). Podem ocorrer insônia, ansiedade, paranóia, suor excessivo, aumento da pressão sangüínea e irritabilidade. Com o tempo, o usuário vai perdendo a capacidade de sentir prazer sem o uso da cocaína e, se pára de usá-la, fica ansioso por não conseguir obter sensação parecida sem a droga.
- Crack
Vendido em pequenas pedras, o crack é, basicamente, a pasta de cocaína não refinada. Estimulante como a cocaína, seu efeito é uma porrada, podendo ser até cinco vezes mais potente que a droga "mãe", só que com duração bem mais curta (de alguns minutos).Cachimbos improvisados - feitos com canetas, garrafas e copos de plástico - são os apetrechos mais comuns para se fumar crack.Os efeitos são euforia inicial e perda do sono, da fome e da sensação de cansaço. Como o efeito passa rápido, o usuário logo é fisgado pela tentação de querer fumar mais e mais para prolongar essa sensação.O uso prolongado do crack pode causar paranóia, irritabilidade, depressão, cansaço constante e desinteresse sexual. Danos ao sistema respiratório, tosse, convulsões e possível derrame ou ataque cardíaco são outros problemas que podem aparecer com o abuso da droga.
- LSD

A palavra alucinar vem do latim e significa "vagar pela mente". Distorcendo (para alguns ampliando) os cinco sentidos do corpo, os alucinógenos permitem que o usuário entre numa "viagem" onde realidade e fantasia se misturam. O LSD (ou ácido lisérgico, "A.C.", "doce") é o mais popular dos alucinógenos, concorrendo na "fama" com outras drogas naturais como mescalina e cogumelos.O LSD tem como princípio ativo o MDMA (Metilenodioxometanfetamina). Agindo nos neurônios, o MDMA aumenta a liberação de serotonina no cérebro, uma substância que atua em células nervosas que controlam os sentidos, as emoções, o humor e o sono.Quando ingerido, o ácido provoca alucinações e delírios, alterando a percepção de sons, imagens e tato. Quem consome LSD é bombardeado por muitas sensações e emoções. Os sentidos podem parecer confusos, por isso são comuns relatos de pessoas que "enxergam" os sons e "ouvem" as cores.A droga é vendida em cartelas - em geral com desenhos psicodélicos -, divididas em "pontos", que concentram o MDMA. Uma dose pequena de LSD (bem menos que uma grama) é capaz de provocar "viagens" de várias horas.Os efeitos colaterais do uso do LSD são os "flashbacks", repetições repentinas das "viagens" do ácido, que podem surgir semanas ou meses depois da droga ter sido consumida. O usuário também pode sentir pânico, ansiedade e delírios ruins, a chamada "bad trip". Insônia, tremedeira e aumento da pulsação do coração e da pressão do sangue são os efeitos que podem se manifestar no corpo.
- Heroína
Derivada da planta papoula, os chamados opiáceos (também conhecidos como narcóticos) são drogas poderosas, que causam uma rápida sensação de prazer, seguida por um efeito de bem-estar e sonolência. Se a pequena Dorothy, da história do Mágico de Oz, cai no sono profundo depois de passar por uma plantação de exuberantes papoulas vermelhas, não pense que isso é por acaso...Morfina, heroína e codeína são os exemplos mais conhecidos de opiáceos. A heroína é uma droga sintetizada em laboratório, cara e pouco consumida no Brasil, se comparada com outras como maconha e cocaína.A morfina é usada na medicina como analgésico (alivia a dor), e a codeína, em xaropes para tosse. Na forma sólida, a heroína é aquecida (em geral numa colher) até "derreter" e injetada na veia com seringa e agulha. Ela cria um estado de prazer, relaxamento e torpor, mas, como o efeito dura pouco, o usuário logo busca novas doses para obter sensação de bem-estar. O uso da heroína pode causar queda da pressão, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos, podendo levar ao coma e à morte. A droga interfere na atividade dos neurônios que "se acostumam" a trabalhar com a presença do opiáceo. Por isso, quando pára de consumi-lo, o usuário enfrenta uma crise de abstinência com calafrios, suor excessivo, dores musculares e abdominais, vômitos, diarréias, coriza, lacrimejamento e febre. Por provocar dependência rapidamente, a heroína é uma das drogas mais perigosas ao corpo humano.
- Ecstasy
Conhecida como a droga do amor, o ecstasy é derivado da anfetamina (o MDMA, mesmo princípio ativo do LSD), tendo efeito estimulante e alucinógeno. Nos últimos anos, a droga ganhou espaço graças à popularidade das raves e da música eletrônica, que criam ambientes favoráveis a seu consumo.O ecstasy - ou simplesmente "e" - aumenta a concentração de dopamina (estimulante) e serotonina (substância responsável pelas emoções) no cérebro. A droga é consumida em comprimidos de diversas cores e tamanhos e seus efeitos surgem de 20 a 60 minutos depois do consumo, podendo durar até 10h.O ecstasy provoca euforia, sensação de intimidade, aumento da empatia e muita vontade de conversar e tocar os outros, o que justifica o apelido "droga do amor". A droga também pode gerar alucinações auditivas, visuais e táteis. Boca seca, náusea, suor em excesso, diminuição da fome, caimbras, insônia, espasmo do maxilar e aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial são os efeitos que o ecstasy pode causar no corpo.O uso freqüente e de grandes doses da droga pode causar depressão, ansiedade e paranóia. A morte pelo consumo de ecstasy é rara, mas pode acontecer. O aumento descontrolado da temperatura e pressão do corpo podem provocar desidratação (pelo suor intenso), febre aguda (podendo passar 41º), convulsões e insuficiência dos rins, com risco de morte. O risco é maior para pessoas hipertensas ou com problemas no coração, mas nunca se pode bobear. E quando consumido com bebidas alcoólicas, o ecstasy torna-se perigoso.
- Nicotina
Nicotina é a substância presente no tabaco e que é absorvida pelo corpo quando fuma-se cigarro. Além da nicotina, a fumaça do cigarro contém outras substâncias tóxicas como o alcatrão e o monóxido de carbono que prejudicam bastante a qualidade de vida do fumante.Considerada um estimulante leve, a nicotina entra nos pulmões quando o fumante traga o cigarro, passando pela corrente sangüínea e chegando ao cérebro em apenas 8 segundos. A droga também pode ser absorvida pela boca (quando o tabaco é mascado), pelo nariz e até mesmo pela pele.Como o álcool, a nicotina atua no Sistema Nervoso Central e tem poder de causar dependência. Seus efeitos são leve elevação do humor, relaxamento, diminuição do apetite e sensação de prazer (pela maior liberação de dopamina no cérebro, a mesma substância que está envolvida na dependência da cocaína e heroína). A nicotina também aumenta os batimentos cardíacos, a pressão arterial, provoca tremores, insônia, diarréia, vômitos, tontura, dor no peito e danos graves ao sistema digestivo e respiratório. Quando usada com freqüência, a nicotina pode causar tolerância e, por isso, a pessoa tende a fumar um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos.A longo prazo, o cigarro aumenta as chances da pessoa ter câncer (de pulmão, estômago, boca, faringe, laringe e outros), derrame cerebral, pneumonia, infarto, bronquite crônica, úlcera digestiva e uma série de outras doenças. Mesmo assim, metade dos fumantes que sofrem ataque cardíaco ignoram as recomendações médicas e continuam fumando, sem conseguir se livrar do vício. Na gravidez, o uso de cigarro pode prejudicar muito o feto, que recebe as substâncias tóxicas do tabaco pelo sangue.A dependência ao cigarro é muito comum. Pelas pesquisas, as pessoas que começam a fumar antes dos 21 anos têm maior dificuldade de largar o vício. Em cada 10 fumantes que tentam parar de fumar, menos de um consegue ter sucesso. E quando param, os dependentes de nicotina passam por uma crise de abstinência que dura cerca de duas semanas, com fases de agitação, fome, dores de cabeça, depressão, tontura, insônia, irritação e "fissura" (aquela vontade incontrolável de fumar).O tabaco causa mais doenças e mortes do que as outras drogas que causam dependência juntas. Apesar de matar muita gente (só nos Estados Unidos, uma em cada seis mortes é resultado do fumo), a indústria do cigarro é extremamente lucrativa e poderosa no mundo inteiro.
- Álcool
Apesar de legal e amplamente comercializado, o álcool é considerado uma droga psicotrópica, já que atua no sistema nervoso central, altera o comportamento de quem consome e tem potencial para criar dependência.Os efeitos do álcool variam de acordo com as características da pessoa, o teor alcoólico da bebida e a freqüência do consumo, porque o hábito de beber gera uma tolerância do corpo cada vez maior. É importante lembrar, no entanto, que o prejuízo dos reflexos e da coordenação motora é igual para quem está e quem não está acostumado a beber. Por isso, dirigir depois de beber é bem arriscado, embora muita gente "esqueça" disso quando sai para tomar umas e outras com os amigos.De início, as bebidas alcoólicas conseguem desinibir as pessoas, que ficam mais sociáveis e com maior facilidade para conversar e rir. O segundo estágio começa a se manifestar com a perda da coordenação, descontrole e sono. Se a pessoa continua bebendo, o álcool pode causar dor de cabeça, dificuldade de falar, mal-estar, vômitos e, no dia seguinte, a famosa ressaca. A mistura de bebidas fermentadas (como cerveja e vinho) e destiladas (como pinga, vodka e uísque) faz o álcool "subir" à cabeça ainda mais rápido.O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar depressão e levar a pessoa ao coma. Doenças como cirrose, gastrite, anemia e úlceras na pele também estão ligadas ao abuso do álcool. Na gravidez, essa droga "legal" deve ser evitada para não provocar deficiência físicas e mentais no bebê.A dependência ao álcool (o alcoolismo) tem custos enormes para a vida profissional, familiar e psicológica do dependente. Os custos sociais não ficam atrás, já que o alcoolismo envolve atendimento especializado e gastos com saúde pública. O grande número de acidentes e de casos de violência associados ao abuso de álcool só fazem crescer essa matemática do prejuízo. Uma realidade que a indústria do álcool não mostra em sua publicidade.

08 abril, 2007

Mariana Pires

Na sequência do que havia sido publicado aqui, a Mariana conta com um novo apoio. Para esse fim, todos os apoios são poucos, principalmente quando as adversidades tentam romper os sonhos.


Retirado do AO de 08/04/2007.

13 março, 2007

Muito Bem Visto

A atractividade de cada sítio não é a gota de água que o faz visitar. O que justifica cada visita é, tantas vezes, a obrigação ou a desculpa para ir a uma qualquer local pedagógico com as crianças ou ainda a alguma conferência.
Vamos a Paris para levar os filhos à Disneylândia ou porque existe uma qualquer reunião importante nessa cidade das luzes. Vamos a uma peça de teatro a Londres de passagem para uma reunião em Cambridge ou uma estadia de trabalho mais a norte. Visitamos Sevilha por altura da Feira Taurina. Conhecemos Roma quando queremos visitar o Papa. E se nos passeamos em Lisboa é porque tivemos de aí ir por uma qualquer razão.
O grande motor da visitação é o trabalho ou o cumprimento de uma estação de rotas pré – definidas. Cabe aos promotores do turismo de cada sítio fazerem com que as muitas rotas e rotinas desse mundo fora passem momentaneamente ou regularmente pelos seus sítios. A questão é simples. A humanidade actual pode ter-se tornado mais sedentária. Mas cada homem e cada mulher mantêm os genes do nomadismo. A organização dos percursos turísticos pode ser uma resposta a esta necessidade atávica de percorrer o mundo em busca de recursos para satisfazer necessidades.
Acontece que, tal como os transumantes seguiam muitas vezes rotas pré – definidas, que agora percebemos nas canadas reais de Espanha e nas redimensionadas canadas das ilhas dos Açores, também os actuais nómadas seguem tantas vezes rotas pré – estabelecidas que podem ser marcadas pelos fluxos ou pelos nós. Os operadores turísticos preferem apostar nos fluxos e pouco lhes importa as características de cada nó. Aos visitados importar-lhe-ás mais cuidar para que os seus nós promovam as comunicações internas e externas. Aos primeiros, no modelo seguido por São Miguel, basta-lhes criar charters e camaratas de luxo para que os fluxos continuem a existir independentemente do seu enraizamento. A Ilha é bonita e isso basta para que se faça turismo. No entanto, para que se faça nomadismo não basta tratar das viagens e das camas, das camionetas, das refeições e dos miradouros. O nomadismo precisa de colher e de dar.
A forma mais comum de promover o nomadismo moderno é através de Congressos. Não dos congressos que são apenas passeios feitos à conta dos serviços de saúde como aqueles que são promovidos pela indústria farmacêutica. Esses enquadram-se mais no turismo do INATEL para associados de luxo. Do que vos falo é dos Congresso e Conferências das associações profissionais que gostam de ir aos sítios porque aí existe algum colega que lhes dá a conhecer as coisas mais por dentro e, sobretudo, com a mesma linguagem dos interlocutores. Estou espantado com a adesão a um Congresso que estamos a organizar este ano para o mês de Julho em Angra. As propostas de comunicações já duplicaram o número habitual de comunicações quando o congresso é feito no Continente, o que é devido não só a grande capacidade dos Açores atraírem pessoas mas também à grande capacidade da Universidade dos Açores e dos açorianos de responderem e participarem nos vários domínios da ciência.
Outro caso de nomadismo fundamental que a Terceira pode acolher tem a ver com os touros. Numa breve que apresentamos neste número sabemos que cinquenta espanhóis já reservaram lugares na praça e nos hotéis só para ver “El Cid”. E muitos mais viriam se os preços das passagens não fossem escandalosamente caros. Não é preciso que venha uma multidão que degradaria o ambiente das Sanjoaninas. Mas trezentos espanhóis, mais trezentos alentejanos, trezentos ribatejanos, trezentos lisboetas, trezentos californianos, trezentos micaelenses e trezentos das outras ilhas dava um terço de praça que gostaríamos de acompanhar. Não queremos turistas com quem não sabemos falar. Queremos nómadas que falem a nossa língua. Também a dos touros.

08 março, 2007

Memória Oiginária

Não se sabendo ao certo a data ou como teria sido povoada esta localidade, aponta-se que por volta do século XV Rabo de Peixe, conjuntamente com a Ribeira Grande, constituía freguesia.A 25 de Abril de 2004, Rabo de Peixe foi elevada a Vila, alcançando, assim, uma das suas maiores pretensões.Esta localidade é assim chamada devido à semelhança que uma das suas pontas de terra tem com uma cauda de peixe, ou como diz Gaspar Frutuoso (cronista açoriano, século XVI), por em tempos ali ter sido encontrado o rabo de um grande peixe desconhecido.Rabo de Peixe é o maior porto de pesca dos Açores e a vila mais populosa do concelho da Ribeira Grande.Do seu património arquitectónico há a destacar a sua Igreja Paroquial, dedicada ao Senhor Bom Jesus. Desconhece-se a data precisa da sua edificação, sabendo-se apenas que veio substituir uma outra igreja que já existia em 1522. De traça harmoniosa, o seu corpo principal é constituído por três naves. Nela se Conserva uma bela capela-mor com talha do século XVIII, um quadro de São Pedro atribuído ao Mestre Vasco Fernandes (1480-1543) e um magnífico Cristo Crucificado de marfim. A Festa e Procissão de São Pedro Gonçalves – Patrono dos Pescadores – é celebrada nesta igreja no 6º domingo após a Páscoa.Para além da igreja paroquial existem nesta freguesia os seguintes templos: a Ermida de São Sebastião, um dos melhores exemplares da arquitectura religiosa micaelense do século XVIII, com interior revestido de azulejos da mesma altura; a Ermida de Nossa Senhora do Rosário, edifício do século XVI, sucessivamente reconstruído nos séculos XIX e XX, situada no Alto do Rosário e de onde se desfruta um soberbo panorama sobre a costa que se estende entre esta freguesia e a das Capelas; a Ermida de Nossa Senhora da Conceição (século XVIII) ou da Conceição das Vinhas, com um frontal de altar revestido a azulejos e uma imagem da padroeira coevos da sua fundação; a Ermida de Sant`Ana situada num prédio pertencente à família de Manuel Coutinho, no Caminho Velho de Santana; e, ainda, a Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (século XX), localizada numa quinta, apresentando no seu interior uma bonita imagem da Virgem do Perpétuo Socorro com a sandália do Menino Deus desprendida do pé.Como nota de curiosidade, registe-se que o lugar de Santana, extensa planície, foi transformado em campo de aviação militar durante a segunda guerra mundial (1939/45), passando, em 1946, para a aeronáutica civil com a instalação do primeiro aeroporto da ilha de São Miguel.

07 março, 2007

Conselho

Quem está a pensar em fazer um contrato de seguro com a Lusitânia Companhia de Seguros, S.A., deve ter muito cuidado com a escolha, pois poderá cometer o maior erro do dia/ano/vida. Para tomar a decisão, deve relaxar um pouco, beber uma cervejinha bem fresca e ver um filme que suscite a descompressão psíquica e muscular. Se, mesmo assim, quiser celebrar um contrato de seguro, ponha-se em cima de um cadafalso e espere pelo pior. Em caso de acidente poderá aguardar, no mínimo, um mês para que seja contactado, pela primeira vez, com vista à resolução da situação. Quanto a mim, é a PIOR companhia de seguros a actuar na nossa Região. Liga-se para lá e os aparvalhados funcionários nunca sabem dar resposta a nada. Enviamos faxes e nunca recebemos resposta. A ver vamos qual será o resultado da queixa formal que hoje será enviada para o Instituto de Seguros de Portugal. Não se deixem enganar pela incompetência e falta de qualidade de serviços.

02 março, 2007

Uma Questão de Observação

Ontem, na RTP-Açores, foi transmitida uma peça sobre duas situações de ocupação ilegal dos balneários do polidesportivo da freguesia de Calhetas, por parte de duas famílias jovens. Naturalmente, muitas pessoas ficam indignadas com esse tipo de acontecimentos e culpam as autoridades locais e regionais por inércia de actuação e negligência de tratamentos. Ora, com conhecimento próprio e de causa, afirmo que o sr. presidente de junta de Calhetas está a mentir, sendo certo que aquelas famílias estão a ocupar os ditos balneários com o consentimento da junta, logo, de ilegal esta situação tem muito pouco.
No mesmo sentido, e habituado a lidar com muitas dezenas de semelhantes situações, aconselhava as famílias jovens a se candidatarem ao arrendamento jovem que é apoiado pelo Governo Regional. O que se passa, na maior parte da vezes, tem que ver com a apatia, comodismo e falta de vontade própria em abandonar situações de pura precaridade sócio-habitacional. Infelizmente, a maior parte dessas pessoas fica à espera que o governo lhes resolva a totalidade dos problemas. Não são capazes de, pelo menos, tentar desbravar soluções para os seus problemas.
A par de tanta inoperacionalidade pessoal e familiar, os que trabalham dia-a-dia para tentar sobreviver, sendo sujeitos a uma carga de impostos muitas vezes sufocante, vêem-se injustiçados no tratamento social que os Estado lhes impõe. A verdade é que, quem não tem nada recebe "de graça", do Estado/governo, casa e Rendimento Social de Inserção. Por outro lado, quem trabalha para manter uma vida digna, para pagar a casa e o carro é chicoteado com inúmeros impostos e obrigações sociais. A diferença entre a primeira situação e a segunda está apenas numa questão de observação - os primeiros vivem, os segundos sobrevivem.
Portanto, se fosse para falar do desaguamento desse tipo de injustiças, ficaria aqui mais umas horas a escrever. No entanto, para aqueles que vêem o rendimento social de inserção como um apoio de transição, digo que conheço inúmeras famílias compostas por duas a três domésticas com mais de 18 anos, dois ou três rapazes com mais de 18 anos que sentem orgulho em usufruir do RSI, não se lhes reconhecendo vontade para o trabalho e querença para se dignificarem social e pessoalmente. Tais comportamentos são gravíssimos, principalmente quando os mesmos são desincentivados para o trabalho, por estarem a ser alimentados por um vício chamado RSI. Contudo, existem muitas outras situações em que o RSI é bem aplicado e gerido.

05 fevereiro, 2007

O triplo referendo

Por: Antonio Pinto Leite
O referendo é triplo, contém três perguntas: despenalizar, liberalizar o aborto até às dez semanas e responsabilizar o Estado pela assistência e pelos encargos com a prática do aborto.

Poucos debates sociais terão sido tão úteis como os realizados sobre o aborto. Os estudos de opinião demonstram que os portugueses querem despenalizar, mas reagem contra a possibilidade do aborto livre. Não querem castigar, mas não querem permitir o aborto de qualquer maneira. Querem proteger as mulheres da vergonha social e do sistema criminal, mas não querem desproteger em absoluto o filho em gestação. Impressiona a maioria dos portugueses que o coração do bebé bata, às dez semanas. O ‘sim’ ganha o referendo se conseguir que, na hora de votar, o dilema dos portugueses seja despenalizar ou não. O ‘não’ ganha o referendo se conseguir que, na hora de votar, o dilema dos portugueses seja permitir o aborto livre ou não. A inércia do debate favorece o ‘sim’, na medida em que o som de fundo da sociedade portuguesa é o de que não se pode pôr as mulheres na prisão. Não há mulher nenhuma na prisão, mas é uma ideia adquirida. A verdade favorece o ‘não’. A verdade é que no referendo está em causa o aborto livre, a mulher quer, a mulher faz.Virá a verdade ao de cima, durante a campanha? É este o primeiro braço-de-ferro da campanha. Há outro, o da abstenção.O referendo é triplo, contém três perguntas: despenalizar, liberalizar o aborto até às dez semanas e responsabilizar o Estado pela assistência e pelos encargos com a prática do aborto.São três perguntas distintas. Há consenso quanto à primeira, não há consenso quanto às outras duas. Muitos portugueses não irão votar porque, tal como a pergunta é feita, não conseguirão optar. Se os políticos tivessem feito trabalho de casa não se teria chegado a este referendo. Se há consenso em despenalizar, por que não avançaram antes os partidos políticos para um acordo, em sede parlamentar? Por que ficaram na gaveta projectos de deputados do próprio PS, por que não agiu o PSD? Por que caiu em saco roto a reflexão de Freitas do Amaral?A resposta portuguesa para a questão do aborto terá de ser sofisticada. Juridicamente sofisticada, socialmente sofisticada. Desde logo, socialmente sofisticada. Se, desde o último referendo, alguns voluntários conseguiram dar apoio a mais de 80.000 grávidas e dar vida a mais de 10.000 bebés em risco de aborto, o que não poderá o Estado, com os seus meios, fazer neste domínio? Os portugueses têm uma tradição e uma sensibilidade especiais. Os portugueses querem um ponto de equilíbrio entre a intimidade angustiada da mãe e o direito à vida do filho.Os dados internacionais demonstram que o aborto livre tem como consequência o aumento exponencial do número de abortos. Os dados demonstram que o aborto livre não acaba com o aborto clandestino. Para quê dar este passo civilizacional, se não resolve o problema?Com os consensos que o debate do referendo provocou, nada ficará como dantes. Se o ‘não’ vencer, haverá despenalização sem aborto livre. Se o ‘sim’ vencer será passado um cheque em branco ao aborto livre. Portugal precisa de ganhar tempo para fazer a lei que quer. Votando ‘não’ Portugal ganha esse tempo, tempo para o equilíbrio entre o drama da mãe e a vida frágil que tem dentro dela, tempo para si mesmo.

30 janeiro, 2007

Arrendamento trapaceiro de habitações

O texto que aqui se reproduz reflecte, de um modo muito peculiar, a revolta e indignação que senti na pele no passado fim-de-ano. Depois de arrendar, juntamente com outros amigos, uma casa no maravilhoso Vale das Furnas, seguindo algumas indicações que me tinham sido dadas de forma avulsa, dei por mim e estava a ser enganado, o que quer dizer que fui obrigado a "comer" gato por lebre. Qualquer pessoa que habitualmente arrenda casas por 1, 2 ou mais dias na freguesia de Furnas, como noutros lugares, sabe que, em média, pagará entre 30 a 40 euros diários. No meu caso, partilhei o pagamento de 30 euros por uma espelunca. Cometi o erro de pagar por uma coisa sem me certificar das suas condições gerais, porque acreditei na boa-fé das pessoas. Enganei-me redondamente. O sórdido da situação materializou-se na reacção dos proprietários que, como seria de esperar sentiram-se melindrados e muito aborrecidos com duas mensagens que foram deixadas na porta do frigorífico da "linda casa", que os incitavam à limpeza da mesma. Assim, e passando a descrever a extenuante odisseia que tive que passar, traço um retrato fiel do estado da casa. (Caso hajam dúvidas sobre o que abaixo se discriminará, tenho em meu poder uma gravação vídeo que corrobora o exposto).
Portanto, na minha óptica, a "digna" habitação está relacionada com algumas casas abandonadas que costumamos ver nos filmes de desenhos animados. Casa de banho com cheiro a pocilga, pêlos púbicos como elementos decorativos, quartos de cama com inúmeras infiltrações de água, colchões chineses com diversas marcas amarelas muuuuuiiiiiittttttooooooo estranhas (oppsss), cabeceiras rotas e imundas, aranhas e baratas a dar com um pau, um cheiro terrível a humidade, pavimento interior todo sujo e pegajoso, enfim um filme de terror. E tudo isso pela módica quantia de 30 euros diários. Dá para acreditar?
A par dessa situação calamitosa, vejam lá que a senhora, dona da casa, impôs uma série de condições para a utilização daquele "estupendo" espaço. Disse, com alguma frequência, "tenham cuidado com a casa porque já foram para lá grupos que danificaram algumas coisas". Mas, digam-me lá, com condições dessas alguém consegue manter a sua sanidade mental? Claro que não!!! Dá vontade de partir a louça toda, não é ?
Moral da história: se nós tivessemos uma Inspecção Regional de Actividades Económicas que fiscalizasse todas as situações de casas que são arrendadas sem o respectivo recibo de pagamento; se houvesse maior entrosamento entre os referidos serviços e a Direcção Geral de Contribuições e Impostos(porque nessas situações há fuga aos impostos); se as pessoas que pagam uma renda por esse tipo de casas fossem mais exigentes e reclamassem o mínimo de condições de higiene e salubridade, provavelmente não continuaríamos a assistir a esse tipo de fraude.

No meio do inhamal !!!

29 janeiro, 2007

A (in)constitucionalidade da "Futura" Lei

Jorge Miranda diz que se o “sim” ganhar, futura lei violará a Constituição O constitucionalista Jorge Miranda considera que a pergunta do referendo de 11 de Fevereiro visa a liberalização e não a despenalização do aborto, considerando que uma futura lei nesse sentido violará a Constituição.
"Na lei de 1984 há um ponderação de valores entre a vida humana e o direito à saúde e dignidade da mulher. Aqui não há nenhuma realidade constitucionalmente admissível que justifique pôr em causa a vida humana", defendeu Jorge Miranda, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), onde foi apresentado um grupo de 42 professores de Direito de várias universidades do país que defendem o "não" no referendo.
Questionado sobre se, em caso de vitória do "sim", a legislação futura violará a Constituição, Jorge Miranda respondeu afirmativamente. "Entendo que sim", disse, lembrando que a Constituição refere, no seu artigo 24º, que "a vida humana é inviolável".
Para Jorge Miranda, se a intenção do legislador fosse a de despenalizar, "nem valeria a pena levar a questão a referendo", considerando que "na prática" já se verifica a despenalização, ao não existirem mulheres presas pela prática de aborto.
"Admite-se que, numa sociedade plural, uma parte entenda que [o aborto] não deve ser criminalizado. Mas essa parte não pode impor à outra que considere que um mal, um ilícito seja liberalizado", argumentou. Jorge Miranda rejeitou, por outro lado, que uma abstenção elevada no próximo dia 11 de Fevereiro possa pôr em causa o instituto do referendo. "Se houvesse um referendo sobre a Constituição da União Europeia ou a regionalização, estou convencido que as pessoas participariam mais. Este é o tipo de questão que não é muito adequado a referendo", disse.

11 janeiro, 2007

Já não era sem tempo

Finalmente, o grupo de escuteiros da nossa Vila, terá um tecto para servir de sede às imensas actividades desenvolvidas ao longos desses anos. Eu também fui escuteiro desse nobre grupo e, unúmeras vezes reuni no sótão do antigo dispensário. Mesmo em condições precários a moral não desvaneceu, como continuaram a imperar os desígnios de Baden Powell.

Assim noticía o AO de hoje que " o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande vai assinar hoje, pelas 12h00, a escritura de cedência de um imóvel aos Escuteiros de Rabo de Peixe.
De acordo com uma nota do gabinete de imprensa da Câmara Municipal da Ribeira Grande, a cerimónia de assinatura entre Ricardo Silva e José Emanuel Amaral, do Grupo 126 dos Escuteiros de Portugal, tem lugar no salão nobre dos Paços do Concelho.
Com a cedência do imóvel, património da autarquia, os escuteiros da Vila de Rabo de Peixe podem assim construir a sua futura sede. Ainda de acordo com a mesma fonte, o imóvel, situado na Rua do Rosário, “vem assim responder a uma longa aspiração do Grupo 126 dos escuteiros de Portugal, que com 22 anos de existência, vem trabalhando em prol da ocupação saudável de dezenas de crianças e jovens da vila de Rabo de Peixe”.
“Foi face ao trabalho voluntarioso do grupo de escuteiros de Rabo de Peixe e inserido no plano municipal de apoio às associações do concelho, que a Câmara Municipal da Ribeira Grande decidiu ceder o edifício para a futura construção da sede daquele agrupamento” - refere a nota de imprensa.
Este edifício foi adquirido em 2001 pela autarquia, com vista à construção da Escola Profissional da Ribeira Grande.
Actualmente, a construção deste edifício escolar está inserida nos fundos EFTA (Instrumento Financeiro do Espaço Económico Europeu).
As obras de construção da sede do grupo de escuteiros vão ficar a cargo do próprio agrupamento".
Para concluir, convém referir que, essa cedência, apenas dá início a uma longa caminhada que o próprio grupo irá percorrer. Dotar a casa da Rua do Rosário com as necessárias condições para o desenvolvimento de actividades escutistas e não só, não será uma tarefa fácil. Se atentarmos às condições físicas do ímovel, constatamos que se trata de uma habitação num avançado estado de degradação. No entanto, há que ser positivista e aproveitar essa pequena luz que se acende perante as ambições desse grupo.
"Sempre Pronto"

07 janeiro, 2007

"Bomba" Reactivada

O AO de hoje noticía que, o antigo posto de abastecimento da "shell" situado em Rabo de Peixe, vai ser reactivado pela "Repsol". É uma boa notícia para a população local, não só pela alternativa que se cria, como também pela devolução da boa imagem que aquele local tinha. Quanto a mim, acho que essa reactivação não põe em causa o excelente serviço que o existente posto de abastecimento "Galp" presta à população rabopeixense.

Clique sobre a imagem para ler o recorte.

05 janeiro, 2007

Impacto (im) placa (vel)

É com grande satisfação e brio que vejo alguns dos meus frontais escritos ganharem eco, embora de forma diferente, nalguns OCS. O extracto acima apresentado foi publicado no AO no dia 5/01/2007 e refere-se a esse post. Felizmente, o nosso meio ainda tem alguns jornalistas capazes de abordar Rabo de Peixe na sua vertente realista, não sensacionalista, como é o caso da jornalista que apresenta a notícia.
Tenho pena que não existam mais blogues de Rabo de Peixe a abordar o riquíssimo património sócio-cultural que temos.

01 janeiro, 2007

Placas à vista

Finalmente, a nossa Vila de Rabo de Peixe já possui placas dignas de vislumbre. Como já havia dito em local próprio, para monumentos inferiores já temos que chegue.
Feliz Ano Novo para quem por aqui passar.

06 dezembro, 2006

Primeira Bolsa

Conheço a miúda a quem se destina esse apoio. É louvável a intenção e tenho a certeza que a aplicação de cada cêntimo será exemplar. Que a menina, neta do saudoso "tio Joaquim da Maia" tenha muitos sucessos e traga para Rabo de Peixe mais um triunfo académico.

06 novembro, 2006

O lixo que dá dinheiro

Constato, entristecido, que Rabo de Peixe continua a ser a galinha dos ovos de ouro de um determinado número de associações com sede noutras paragens, que não a nossa. Um episódio recente, sobejamente ilustrativo da mixórdica e gonorreica luta que se abate sobre os dinheiros destinados a Rabo de Peixe, marcou a paisagem social do nosso Porto de Pescas, no passado dia 28 de Outubro. Até a Polícia Marítima estava presente com as suas carrinhas "baywatch", facto raro, pois é mais fácil haver uma aparição a pastorinhos em Rabo de Peixe, do que vislumbrar tal autoridade no nosso Porto de Pescas. O aparato foi encenado ao jeito de uma grande produção de show-off, onde não faltaram fitas delimitadoras de espaço e paineis que não captaram a atenção dos poucos rabopeixenses que, por lá circulavam. E as forças vivas de Rabo de Peixe, onde estavam? Foram convidadas a intervir ? Alguém sabia da existência dessa acçãozinha de limpeza? NÃO!!! Então, como querem que as forças vivas de Rabo de Peixe se sintam? Sorridentes por uma banalidade dessas? Confiantes nos resultados "obtidos" ? Será que os mentores dessa brincadeira sabiam da existência de um Clube Naval de Rabo de Peixe, da existência de um Clube Atlético que possui uma vertente náutica de recreio? Será que esses chicos espertos sabem que, tanto o Clube Naval, como o Clube atlético desenvolvem acções conjuntas em matérias de limpeza e protecção ambiental? Acham que tiveram algum impacto em Rabo de Peixe? A resposta é: em Rabo de Peixe ZERO, na Comunicação Social que, para eles é o que mais importa, talvez 5 (numa escala de 0 a 10). Portanto, para não me alongar muito mais, gostaria de apelar aos senhores que gerem os dinheiros públicos que, apoiar acções dessa natureza,que não implicam a população alvo e forças vivas locais, é crime! E, ainda ganha mais relevo quando a limpeza apenas se restringiu a meia dúzia de objectos poluidores que se encontravam no fundo da bacia marítima. E o lixo que está na Orla, por que não o limparam? Será que a Norte Crescente estará a preparar a entrega de mais algum projecto que leve na calha a poluição em Rabo de Peixe, como meio de angariar fundos governamentais para os seus devaneios associativistas?

01 novembro, 2006

"Eu Não Vou Chorar"

Continuando a defender o que aqui escrevi, é notável o que esse clip consegue transmitir sobre o modus vivendi das crianças de Rabo de Peixe. Um verdadeiro retrato à boa maneira rabopeixense.
EU NAO VOU CHORAR